Boas vindas

Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)

3.1.09

Una história prá contar em mi noches de los anos 70 quando Macaé ainda engatinhava pro progresso...

NAS NOITES FRIAS DOS PROSTÍBULOS DE IMBETIBA

Em una noche fria de final del un invierno de los anos de de 1970. Mi portunhol és parecido com de los taxistas macaenses e las meninas de las noches que teimavam em falar com las linguas enrroladas para atrair (ou atrair) los primeiritos gringos que aportavam em la cidade ainda pura...
Achava-me em un de los prostibulos nas antigas Casas de los Campistas dos anos 40 e 50 que vinham banharem-se em las águas esverdeadas de la Praia de Imbetiba. Havia pisca-pisca em todo o redor de la sala e mujeres e hombres estavam todos em busca de los rápidos prazeres de la noche.
Em mi canto observava tudo porque pretendia fazer una crônica sobre la noite de una Macaé ainda bocólica e curiosa.
"Dolores Sierra, que vive em Barcelona, na Beira do cais. Não tem castanhola e faz comopanbhia a quem lhe der mais...
Nasceu em Salamandra, su padre lavrador, veio a la maior edade...
Como quem nasce na Roça tem sempre a ilusion de vivir el cuidad...
Su Madre, chorou, em dia em ela partio. prá cenecer Don Pedrito, que prometeu e non cumpriu...
Com frio e com séde, lá na sargeta. Sorrio prá un ombre e ganhou a 1a. pesseta.
El navio apitou e a história se encerra. Adios barcelona, Adios. Adios, Dolores Sierra".

Aproxima-se de mim una jovem morena. Ao olhar mi cabelos ainda grsalhos pensou-se estar diante de dos novos Gringos que habitavam a Praia de la imbetiba. de pagava bier com las notas esvereadas que valiam 4 vezes das amassadas que conhecia,
Pergunta de pode sentar-se em mi mesa. Com meu consentimento com a cabeça, a jovem de olhar fixo, de cor esverdeada e aparentando uns 18 anos, se acomada a minha frente. Observo seu corpo jovem, pele morena que parecia ser una mistura de Indios com Caboclas.
Fita-me e pergunta, numa mistura de espanhol com portugal de Alagarve, se podia pedir algo para beber. Novamente com o balançar de minha caneça digo que sim e deixo escapar um pequeno sorriso.
Ela chama o barman e pede, já com a lingua enrrolada para dizer-se atualizada no ambiente, uma dose de Wisk. Ao olhar seu corpo notei que por detrás de um vestido de chita meio azulado, se escondia um corpo bonito. Chega a bebida e ela se dirige a mim e pergunta: usted é de que pais? Está em qual Navio? Você parece um pouco com um amaricano e ou francês que esteve aqui noBar semana passada. Com meu silenci, ainda com pequeno sossiso nos lábios, lhe respondi.
- Eu sou daqui da cidade. Estou aqui para escrever uma crônica sobre "Las novas Noches Macaeses". Preparo um texto e falo das antigas da cidade. Do velho "Quadrado", "Continental", "Curral das Èguas" e outros que sumiram no tempo. A moreninha, longe de se espantar com minha presença nativa, se entusiasmou e me disse, sorrindo e deixando a mostra um linda carreira de dentes alvos e brilhantes:
- Puxa, moço, que legal. EU sou dali de la Praia Campista. Se usted é de fato das velhas noches dela Região, deve conhecer minha mãe. Eu sou filha de Nildinha, que era do prostibulo do lado direito da Praia Campista. Você se lembra?
Olho o encantamento e o orgulho desta linda menina ao falar de sua mãe. Claro, minha jovem menina, falo, "su madre foi uma das mais bonitas de todas as prostitutas que habitavam em Macaé nos anos 60/70. De fato você se parece com ela. Olhos, cabelos, olhar fixado num lindo horizonte imaginário. Sim,. minha amiga, su madre foi e era a preferida de toda uma geração de jovens para conversar e bebericar...
Pois é, moço, eu me chamo Nildinha. Prazer, José Milbs...
A noite cai e os olhares das mesas, já todas cheias de gente quem falam as linguas de nações novas, se misturam a corpos de jovens meninas que começam "na vida".
Nildinha, falo, se você tiver algum compromisso, vai " a luta" por que eu aqui vou continuar minha observação para meu texto para o jornal O REBATE.
-Não se preocupe, fala Nildinha, mexendo com as pernas com intuito de uma provocação natural a quem vive nas noites. Tudo bem. Quer mais aum wisk, pode pedir. Ela prefere uma bier e a gente continua a conversa. Ela agora não mais fala com a lingua enrrolada e deixa transpecer a fala natural de qualquer menina nascida nas ruas de uma cidade de peixes e ferrovias...
Olho por toda a extensão do local. Cheiro de cigarros, de bebidas toma conta do ambiente. Num balcão mal iluminado está um homem de braços ossodos. È madrugada. Seus longos dedos pintiagudos contam algumas notas que uns gringos, cambalentes,tentam entender a linguagem do malandro do magro-barmen. Imagino daqui de minha mesa e catuco a Nildinha, e falo:
- no mínimo ele deve estar cobrando uma bier por umas 3 verdinhas e o gringão de camisa do Flamengo e o outro de macação azul, devem estar achando caro.
- Ela: Com certeza, fala com a certeza de que é a pura verdade das noites.
Os dedos longos do homem magro que conta a grana mais parecia, ao longe, de alguns jogadores de baralho nos meus velhos tempos de Lapa no Rio. O Sol começão a dar sinais de que irá entrar pela madrugada para enquentamento do tempo.
Pelas gretas da porta de entrada do local, o Raio Solar entra e chega até ao balcão dando uma luminosidade natural aos dedos do homem que mexe pra lá e prá com as notas. Era o fim de noite para os gringos...
Pagava bier com las notas esvereadas que valiam 4 vezes das amassadas que conhecia.
Volto-me para minha parceira de mese e pergunto:
Nildinha, como é a transação sua? Tipo: preço etc. Ela, com a naturalidade de qualquer comerciante de qualquer Rua Principal, de qualquer cidade, diz.
Seguinte: para vcoê eu vou fazer preço bom. Normalmente para sair eu cobro 150. Gringo, usted sabe né, é tudo 500. Como está amanhecendo a gente sai e dorme por 200, tudo bem?
Como que eu podia dizer a menina Nildinha que não era isso que eu objetivava. Que eu queria mesmo era fazer um textos sobre "Las Noches de Macaé".
Enquanto ela se levanta e vai ao Barman para pedir a despesa, abro sua bolsa vermelha e coloco, entre uma identidade e um lenço amarelo, o valor de uma noite. Saio de fininho, ligo o motor do meu velho wolks e parto. Ainda pude ver seu vulto moreno acenando ao dobrar a Rua Agenor Caldas.

Estava pago a sua noite e a inspiração para esta crônica que fiz nos anos 70 e que sumiu na poiera da vida.
Nunca mais soube de Nildinha. Fazem 30 anos. às poucas vêzes que encontgro com algúem das velhas noites pergunto e não se tem noticias. O que me marcou nesta noite friorienta de final de inverno dos anos 70, foi o orgulho desta jovem em se dizer filha de Nilda. Orgulho que já tinha visto em outgros jovons sobre, sou filho de fulano ou beltrano. Ao de Nildinha calou-me sobremaneira. (José milbs de Lacerda Gama editor e Cronista)>

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