Boas vindas

Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)

17.10.07

HOMENAGEM AO MEU AMIGO WILLY DE MIRANDA COOPER

JOGOS DE BOTÃO PELAS VARANDAS..

Devia ter uns oito para dez anos quando fui a um Estádio de Futebol. Naquela época a gente jogava botão nas varandas de Seu Thiers Pereira de Azevedo, Dona Olga, às vezes, transpondo as barreiras das ruas, na casa de Osmar “Cascalho” que ficava na Rua do Sacramento onde residia Valdir e seus familiares.

Nossos joga­dores eram os craques dos times que escolhíamos para torcer. No Rio eu era Vasco, em São Paulo era Corinthians, Telmo era Flamengo no Rio e Palmeiras em São Paulo. Cláudio Moacyr era Fluminense e São Paulo. Levy também era Fluminense. Os demais se espalhavam. Tinha até um colega que, sofrendo influência de João Pinto, esposo de Dona Elmira e irmão de Titinha do Independente, torcia para o São Cristóvão. João Pinto era um dos poucos, senão o único torcedor do São Cristóvão em Macaé.

o América tinha Dudu Trindade e Jorge Siqueira como torcedores e o velho Bangu, apenas o Dodosinho filho de seu Hipólito. Dudu Trindade, avô de meu neto Jose Paulo, nos anos 2000, sempre brincava que o América não perdia há muito tempo. E ele, ainda menino alegre e inocente, perguntava: por quê? E ele, como se tivesse “pegado ele”, dizia: é por que não tem jogado...

As nossas tardes-noites sempre eram alegres na Rua do Meio. Um dia, em companhia dos mais velhos, se não me engano Walber, “Pau Puro”, “Manoelito”, “Parrudo”, Luiz Almeida, Mirian, Nelsinho e Simário, fomos ver um jogo de futebol no FORTE MARECHAL HERMES (naquele tempo acho que não tinha o Estádio Expedicionário). A minha memória infantil jamais esquece aquele jogo. Era Americano x Fluminense.

... Acho até que Grebe, “Maleta” e “Betinho” estavam nas arquibancadas vendo as jogadas de Fubeca e Padaria.”Bill” se recorda até dos passes destes símbolos do nosso passado esportivo. Willy de Miranda Cooper, meu velho amigo de Senai, Rua do Meio, O REBATE e das políticas, é um dos mais “guardativos memoriais de nossa cidade”. Lembra-se de tudo...

Eu torcia para o Americano e era também torcedor da Lyra dos Conspira­dores. O jogo mal começou e já identificamos nossos heróis. “Têca”, “Alfredinho”, “Sinhô,” “Bené”, Fubeca (como foi que Garrincha aprendeu os dribles deste bom sapateiro dos Cajueiros)?

“Padaria”, Oséas, “Biriba”, Aymar Coelho, João Reis e Benoni. Na ponta, correndo como uma flecha, pra lá e pra cá, “Geraldinho” irmão de Cláudio Moacyr (acho que vem dai ele ser Fluminense). Que gente boa de bola, meu Deus! O pior é que tudo era em Macaé numa década de ouro do nosso bom futebol.

À tardinha voltamos todos para casa. Minha avó e Gilda discutiam com Dona “Lalate” e Dona Olga a minha demora e de Rubinho, Renato e Roulien. As mães e avós dos anos 50 eram iguais as do início do milênio. Apesar dos avanços da tecnologia e dos computadores o coração e o sentimento são o mesmo em toda a extensão do humano.

... Jogos de boião pelas varandas...

No outro dia não deu outra: “Péia de Bené’ no chute certeiro do botão feito de casca de coco. Ia me esquecendo: havia uma “cumbuca’ que nós nos orgulhávamos. Um dia eu vou falar sobre ela. A “Cumbuca” era um buraco no cimentado da varanda onde se podiam esconder alguns jogadores. Uma pequena expropriação infantil...

“o Cravo brigou com a rosa

Debaixo do Manacá..

O Cravo saiu ferido..

A rosa "pôs-se" a chorar “...

Um comentário:

luan disse...

walber é meu pai. e willy era meu tio.