Boas vindas

Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)

28.8.11

Mataram meu amigo Zé Goiaba, Me ensinou o manejo das armas e a sobrevivencia nas selvas de pedras...



De sobrevivência em sobrovivencia finalmente, na covardia tão comum aos cornos da vida, tombou para sempre o corpo de meu amigo, visinho, companheiro de longas conversas e mestre no manejo das espingardas 32 que viravam 12 em suas maestrias mãos de velho caçador das selvas do Rio Bonito...
Zé foi um grande sonhador. Noites enluaradas no Bairro Novo Cavaleiro, antigo Bairro Mulambo, onde moramos, conheci este homem rude, nascidos nos sertões do Rio Bonito e que veio para a Região de Petróleo, como milhares de brasileiros, cansados dos "chicotar silecioso" dos senhores de terras que ainda infestam e mandam nos parlamentos do Brasil e nas Prefeituras. Veio, creio, com pouco menos de 30 anos. Mulher, 4 filhos, Luiz Carlos, Weliton e "Bicas" que se fizeram amigos de meus filhos, em especial o Zé Paulo. Tenho até um lindo texto que falo destas infâncias lindas destes nossos descendentes. Em a "cobra que espantam os adultos e fazem rir as crianças escrevi sobre eles que brincavam puxando uma linha e espantavam velhos peoes que caminhavam de volta dos "trampos" e sorriam ao "sustar-se" com a "Cobra" e se arremetiam as suas belas infâncias de antanho em longincos recantos deste Brasil tão sofrido e esplorado. Eram Zé Paulo, Luiz Carlos,Wwlliton e Bicas os autores desta momento mágico na vida de centenas de nordestinos e sulistas que pulavam de medo de uma cordinha fragil que trazia no seu final uma tira que, ao sublime encanto de um poste mal iluminado, dava penser-se ser uma cobra...
Pois é, mataram, no ultimo final de semana, o Zé goiaba. Dizem que foi um destes cornudos que não se resolve com as esposas e teimam e matar quel delas recebem um olhar de ternura como era o de meu amigo...
Zé acumulava sobrevivência desde que morava no interior do Rio Bonito. Lá, me confidenciava, havia também quem não gostasse de seu gingado e de seu olhar penetrante e de fácil entendimento para as mulheres...
Na região de petréleo, deixou um pouco as enxadas, o martelo, o arame farpado e a foice e se dedicou ao conhecimento e o trato com os tratores e os carros possantes. Vivia, ultimamente destas funções. Tinha casa comprada ao longo dos ultimos 20 anos, carro novo e gostava de trabalhar de maneira que passou para os filhos esta vertente de homem de luta...
Zé era eximiu conhecedor também da arte de manejar armas e, durante um tempo convivemos juntos. Me passava seus conhecimentos no carregamento de armas "pela boca", misturar polvoras, fazer cartuchos e tudo o mais que o homem precisa numa vida na busca da não vida. Só que eu não conseguia aprender a atirar o que ele era um mestre. Poucas vezes pude ver alguém com tanta sabedoria na busca de um alvo longe. Ria e lhe dizia:
- Zé Goiaba, meu negócio é escrever. E ele: É, mais pelo que vejo dizer que você escreve, seus dedos são também uma arma no manejo das teclas (Zé, com muita sabedoria não quis aprender a ler, e os filhos sempre liam para ele)...
Passamos bons momentos alegres e felizes. A distância nos últimos 10 anos não afastou o afeto que mantemos e nossas familias sempre se encontram nos cumprimentos alegres...
As mãos que sabiam mexer com as armas tinha também a suavidade angelical para manejar o plantio de flores. Foi de suas mãos que cresceu o belo Flamboyant que espalha melancólico suas pétalas avermelhadas no asfalto frio para serem pisadas e esmagadas por terríveis carretas que cruzam as Ruas desde antigo e bocólico Bairro do Mulambo.
A última vez que estive com o Zé, lhe deu uma rápida carona no meu Fusquinha 72 e lembramos desta linda e feliz árvore que está no RANCHO O REBATE onde moro e edito estas tristes linhas...
Na busca por mais uma sobrevência Zé tombou com 4 tiros, dentro do seu carro, no Morro do Carvão, numa noite de inverno. Dizem que pela mãos tremulas e covardes de mais um dos milhares de cornudos que crescem a cada dia no mundo do petróleo. Sua morte abre um espaço na região de minha saudade. Não aprendi a atirar com ele. Aprendi a gostar de sua santa ingenuidade cultural e de conservar seus filhos como meus amigos. Dizem que, se a Policia souber e quiser trabalhar, vai achar "mole mole" com dizem alguns.
Corre a boca pequeno na região que o Zé Goiaba, horas antes de seu covarde fusilamento, esteve num Bar em companhia de dois amigos de trabalho, tendo uma mulher no banco de tràs do carro. Seguiu para a morte e, sussuram os moradores:
- levando uma amiga de trabalho que lá no morre residia.
Seria bom dizer Descanse em Paz ou que a Guerra continua. Prefiro a 2a opção... A guerra continua nos dedos de quem não aprendeu atirar...
Jose Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com

Texto estraido do futuro livro O PINGUIN DA RUA DO MEIO de minha autoria onde falo na Cobra...

A cobra de corda que espantam os adultos e abrem sorrisos de vitórias infantis me fez, ontem, lembrar dos belos inexistentes nas pessoas que se adultam e perdem o sentimento puro das recordações infantis...

Meu filho de 13 anos estava puxando esta cobra com seus amigos em frente ao Sítio onde moramos... É um local cheio de homens aparentemente rudes e felizes que trabalham nas multinacionais do petróleo. Escondidos os meninos faziam a corda dançar em harmoniosos gestos de parecimento e vida que só as crianças conseguem numa corda negra, de formato angular, que acharam num lixo qualquer de uma esquina no bairro dos cavaleiros...

Fiquei a uns 100 metros depois dos passamentos dos peões que vinham para o jantar depois de um dia de trabalho e saudades de suas terras distantes....

São homens de todas as cidades e capitais do mundo que habitam este bairro, outrora uma grande fazenda da família de Luiz Lawrie Reid, escritor macaense que foi para São Paulo e de lá nos legou um dos maiores educandário que leva o seu nome...

Os homens são vistos pelas crianças a uma distancia razoável e, como numa guerra, preparam suas armas... Sorrisos em formação de gargalhadas que viriam na trilogia de seus gestos de meninos....

Os homens se aproximam... Roupas coloridas em macacões sujos em cores diferenciadas por empresas a quem se pertencem...

O raio de lua que se despede do outono/primavera dá um sentimento de frio que nos leva a gostar desta mutaçao natural que só homens de afloramento sensitivo e crianças como eles podem determinar neste momento de pura êxtase do ser...

Puxam, levemente e com a suavidade de dedinhos harmonicamente compassados a grande arma de brinquedo representada na cordinha negra e que brilha ao escuro de um poste mal iluminado... Homens pulam de medo e de pavor quando sentem o rastejar da bicha que roçam em suas botas e pernas... Três sorrisos altos de santas crianças se juntam as dos homens que voltam as suas infâncias e saem rindo de seus medos e recordações... Nenhum se volta bravo... Se amalgam a volta de um mundo lindo que, catucados pelo meu filho Zé Paulo e seus amigos William e Lorran, Luiz Carlos, Welinton e "Bicas" os colocam de frente com as próprias infâncias guardadas nas distâncias de suas cidades ...
Aí lembrei-me do amigo Antonio Ferreira da Silva, o "Bom Parodi" que consegue voltar as suas infâncias cearenses quando de meu diálogo com o Arthur da Távola na citação da saudosa e cândida tramela e o "Umbigo da Laranja Bahia"...

Quem não teve tramela nas portas cheias de frechas de madeira nobre, não brincou de cobra e não correu atrás de pipa voada, não pulou muro e roubou goiaba e jogou botão em varandas, perdoe-me, não teve infância nem foi menino na rua...
Quem valoriza estes momentos de infinitas belezas que só a gente percebe nas de raridades escondidas de nosso interior ? ... Voce já brincou como eles? Eu já...
Jose Milbs editor de O REBATE.

18.8.11

As chuvas de final de Inverno e o Ninho que cai na varanda do futuro poeta....


Mazinho, hoje é o dr. Osmar do Forun de Macaé. Osmar, seu pai, meu amigo e seresteiro dos anos 60....

Quando alguém pensa em fazer a história de Macaé, pensa nele mesmo, em sua vivência, seu tempo de histórias e sua memória. Tenho participado de algumas reuniões com objetivo de se registrar os Fatos havidos e vividos. Muita gente boa mais que pouco sabem das "raizes de antanho" (que termo esquisito esse, rs)...
Vou, na medida do tempo que ainda tenho e posso registrar o que acho de nossos vultos dos t] tempos havidos.
Hoje eu vi o Aroldo Meirelles, já com 88 anos de idade, de companheira nova e, por incrivel coincidência, na Padaria da Rua do Sacramento onde reinava, nos anos 40 e 50 o "Seu Celino".
A minha cabeça rodopiou e vi, com clareza toda a minha meninice chegar neste mágico momento. Arlodo me reconheceu e falamos de nossas amenidades passadas. Convidou-me pra ir ouvi-lo no Bar do Dodô, nos Cavaleiros. Era o mesmo Seresteiro de grandes noites...
Conversando com o amigo e médico Roberto Bueno de Paula Mussi, numa de minhas idas a Clinica, Roberto foi falando de sua meninice na Rua Julio Olivier. Lembrou dos carrinhos de Rolemâ que ele usava junto com Coracy Correa da Silva, meu primo que morreu na flôr da idade. Roberto tem uma grande memória e sempre que a gente pode, revemos os momentos macaenses.
Hoje republico o texto que fiz para o livro O PINGUIN DA RUA DO MEIO que estou bolando. Enquanto isso faço dele on-line para que as pessoas se identifiquem com minhas infâncias e, nesta idetificação, possam passar para os filhos e netos, suas pròprias meninices...

A FALA DE AROLDO MEIRELES O SERESTEIRO

Macaé rompeu o milênio e com ela o Velho seresteiro de 85 anos e um pulmão de fazer inveja. Aroldo Meireles chegou em Macaé nos anos 40, com o ele mesmo me disse, no dia 2 de setembro de l943 quando a cidade, ainda com nuvens de um sol meio tímido, recebia os acordes das madrugadas com as retretas da "Lyra dos Conspiradores" e da "Sociedade Musical Nova Aurora."

Eles vieram para a cidade e sua irmã casou se com uma família tradicional da Rua do Meio. Casou se com Décio Viana, filho de dona Maria e de seu Bráulio que moravam perto da cocheira da Prefeitura onde a gente jogava futebol. Esta cocheira ficava a uns 30 metros da Praia de Imbetiba ainda sem muralhas, sem pedras sufocantes e navios jogando cocos e mijos internacionais.

Conta que, depois, se casou com sua atual e sempre companheira que era filha do ferroviário" papa-capim" que, também, era pai de "Waldyr Mergulhão" que toda a cidade conheceu nos bons tempos de mergulhos no "Rodrigo" e nas "Pedras do Hotel de Imbetiba"

Com Célia Viana Meireles ele teve l0 filhos dos quais apenas 5 sobreviveram a uma vida de luta e de dificuldades cujo sustento vinha como Lustrador da Marcenaria do "Manduquinha", "pater-mater" de toda musicalidade desta cidade de sol aberto e luar tímido.

Aroldo, é filho de pais também ligados a música. Seu pai violeiro e sua mãe cantora de Igreja em Cabo Frio.

As noites macaenses já se acostumaram com este homem de corpo extremamente franzino, cabelos brancos, corpo arquejado, de pele enrugada e deliciosamente pura e quente que canta músicas de Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Dorival Cayme, Carlos Galhardo, Chico Alves e Ary Barroso.

Senhor de um domínio fora do comum de palco, sua voz já harmoniza- se com a divindade em tardes noites durante anos a fio. Aroldo não canta ele se faz veiculo da voz. Não tinha e não tem lugar certo para encantar as pessoas. Canta em bares, casas noturnas, boites e cantarola nas praças quando busca tomar conduçao para sua casinha simples no Bairro de Aroeira.

Da rua do Meio recorda de "Meca"o ferroviário que gerenciava a saída do "Bloco do Independente" e sorri de amor em canto de lábio maneiro quando se refere a "Titinha" nossa "Mãe do Samba dos anos 40". Ele me concedeu este entrevista quando fazia Niver e me viu sentado numas das bocadas da noite macaense. E continuava a falar o seresteiro:

OS MEIRELLIS

Orgulha-se de ter l5 irmãos, todos Meireles vindos de Niterói, uma família que ele diz não ter nada com os Meireles de Ricardo e de Carlinhos. Eles são meus amigos, me aplaudem quando canto mais sua genética é outra, fala orgulhoso de seus ascestrais.

Sua fala ainda mantém o brilho das madrugadas e de um corpo que dificilmente será tombado ainda. Uma mente privilegiada ele tem suas histórias ligadas as essências macaenses e mantém a velha dignidade dos grandes da noite.

Aroldo ainda é dos poucos que chama de "Pinguin", um apelido que soa ainda com gosto de meninice e afeto.

De sua voz sai sonora e faz com que a classificaçao dele de "O velho Pinguin da Rua do Meio" me jogue no lindo labirinto alegre e feliz nas lembrança de meus tempos de menino na Rua Doutor Bueno.

Aroldo faz parte de um tempo onde reinava o bom gosto das vozes de Osmar Rocha, pai de "Osmarzinho do Cartório das Pequenas Causas".

Osmar ornamentava as noites de Domingo no Ipiranga onde Armando Marconi, que morava no Hotel Tupã na Praça Veríssimo de Mello, fazia com que o piano tivesse entrada sem porta nas articuladas junções dos auditivos desta época de amor e brilhantismo.

Às vezes Osmar chegava meio atrasado para finalizar as tardes noites e o velho Armando se impacientava e repetia músicas que eram sempre acompanhadas por Charutinho, Dulcilano e Shirley Sampaio.

"Cansado de Tanto amar.
Eu quis um dia criar.
Na minha imaginação...
Dei lhe a voz de Dulcinéia.
A malícia de Frinéia
E a pureza de Maria...
Em Gioconda fui buscar.
O sorriso e o olhar.
Em Dubareix o glamord...
E assim, de retalho em retalho, terminei o meu trabalho,
no meu sonho de escultor.
E quando cheguei ao fim...tinha diante de mim...
Você, só você, MEU AMOR"....

Está chegando ao fim esta Acontecência. Finalizando afirmo: ouvi Osmar Rocha cantar Nelson Gonçalves e e vi Nelson, sentado na minha mesa, na "Fazenda Meu Descanso" do ex- deputado Carlos de Freitas Quintella aplaudir e abraçar Osmar Rocha e Aroldo Meirellis pelas lindas vozes na noite das serestas macaenses..

Nelson Gonçalves e seu filho Nelsinho estavam em minha mesa e pude olhar nos olhos do velho seresteiro a felicidade em ter sido clonado tão bem.

Era lá, na fazenda Deputado e Seresteiro Carlos de Freitas Quintella, que se completava as noites macaenses nos anos 60. (Jose Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com





Por um ninho que cai... ventos, ventanias, chuvas...
Crônicas de José Milbs
José Milbs
EU, POETA?
Foram se os Cabelos Negros, vieram os Brancos...
Foram-se as duvidas...
Vieram as certezas...
Na duvida do nascimento do amor... A certeza do seu nascimento....
A existência das dúvidas em verdades vividas...
Haveria certeza nas dúvidas puras das infâncias?
Ou seria a 'duvida a eterna das nossas incertezas ( José Milbs, futuro Poeta)...
?

Muitos textos que fiz se foram nas ventanias da vida. Muitos foram publicados no velho e resistente "O REBATE" no decurso destes 50 anos. "POR UM NINHO QUE CAI foi um destes que deve habitar algum arquivo de alguém que gosta de guardamentos.

Neste uma falava as chuvas de inverno, ventos uivantes, balanceamento de árvores aqui do Sitio onde moro. Revia a luta de um casal de rolinhas que, aconchegados aos sews filhotes, fazia frente as trovoadas e relâmpagos que, abusando das forças maiores da natureza, objetivam jogar por terra os filhotes. Debalde, falei da luta das Rolas. Uma rajada de vento, que até molhou as lentes de meus óculos, levantou e atirou longe os filhotes.

Não sei se rolinhas choram. Eu praguejei a natureza. Por que que logo os filhotes? por que não foi, com seu vento forte e seus raios, atingir quem mata Nascentes, Cimenta Rios e matam animais indefesos?

Neste meu texto POR UM NINHO QUE CAI falei também das gotículas das chuvas criadeiras de Agosto e final de Julho que faziam brotar as mais lindas sementes que ficam no chão...
Entendia, neste texto, o que era de fato a transformação do vital. Desde lindo circulo natural de vida e morte...

Hoje, meu filho Luís Cláudio me diz que um ninho tinha caido da soleira da casa onde habitamos. Dizia que neste momento se lembrou deste que originou esta lembrança...

EU, POETA?
Foram se os Cabelos Negros, vieram os Brancos...
Foram-se as duvidas...
Vieram as certezas...
Na duvida do nascimento do amor... A certeza do seu nascimento....
A existência das dúvidas em verdades vividas...
Haveria certeza nas dúvidas puras das infâncias?
Ou seria a 'duvida a eterna das nossas incertezas?

17.8.11

EX PRESIDENTE DA CAMARA DE VEREADORES DE MACAÉ, RUBEM GONZAGA DE ALMEIDA PEREIRA E É HOMENAGEADO POR AMIGOS

restabelecendo sm sua casa o ex vereador Ruben recebe visitas de amigos com o carinho e o conforto de seus familiares....

RUBENZINHO VIVE, VIVA RUBEN GONZAGA DE ALMEIDA PEREIRA. ' O REBATE ' FALSO SOBRE SEU FALECIMENTO CORREU NA CIDADE O QUE NOS LEVOU AO TEXTO ABAIXO. ASSIM COMO OUTRAS QUE SURGEM SEMPRE NA PREOCUPAÇÃO DE AMIGOS E PARENTES. RUBEN ESTÁ VIVO E SE RECUPERA EM COMPANHIA E SEUS FAMILIARES,,,( Jose Milbs, editor e amigo )...

9.8.11

MORRE EM MACAÉ JUCA ANDRADE MENINO QUE FEZ HISTÓRIA E DIGNIFICOU UMA EXISTENCIA COM O BELO HERDADO DE SEUS PAIS CENI E BRAULIO





A Noticia chega como sempre chega. Pessoas queridas sabendo das amizades falando de perdas que se sucedem no curso da tênua vida. Juca Andrade já vinha sofrendo as dores das doenças mais nunca se deixou abater. Sabia que, cedo ou tarde iria sair do Palco da Vida para habitar lugares que não sabemos onde nem como existe. Fato é que manteve a calma, conservou a beleza fisica, herdada de Ceni e Braulio e sempre estava ali para suas longas conversas e despedidas...
Juca era um dos últimos amigos de meu irmão Ivan Sérgio que ainda tinha o sabor do belo das amizades que somem no tunel do esquecimento.
Chamava-me de Milbinho e Ivan de Ivanzinho. Meus filhos gostavam dele. Especialmente o mais jovem Jose Paulo que sempre que era menino ainda gostava de ir lá se deliciar com seus Churrascos de Madalhão e seus cumprimentos ALEGRES E AFETIVOS...
Ceni e Bráulio perdem mais um de seus mais belos descendentes. Se foi a alegre Rita e o queridissimo Braulinho. Sei lá mais acho que tem algúem em algum lugar que gosta de levar as boas coisas aqui da terra para enfeitar e animar outros mundos distantes. Deve ser isso mesmo...
O REBATE sofre mais uma baixa em seus leitores e amigos. Sofre e se une a saudade de seus pais, da irmã Lalu e também da sua querida Lucia Helena Gama companheira e amiga que agora fica com a ausência fisica do belo amigo Juca...
A Saudade tem alguma coisa ligada com o Belo. A beleza que flui do carinho e do confortamento que brota em cada ato e em cada gota de lembrança.
Domingo, dia 7 de agosto, mais ou menos umas 11 hs da manhã eu passei pela Rua do Sacramento com o meu Fusca 72. Em frente da Casa de Ceni eu vi Carminha entrando pelo portão. Pensei cá comigo: - Vou mexer com ela. ia parar o carro, não fosse alguma moto que me fechava, pra brincar e dizer:
- Aí Carminha, já vai pegar a bóia de Ceni, né?...
No outro dia, ao conversar no Face com uma das filhos de Nelson Carvalhaes, Lia Marcia,soube da morte, na madrugada, de querido Juca Ferreira Andrade...
Transcrevo um texto de um livro que nem sei se vou publicar impresso mais que está, gratuitamente, no O REBATE. Falo das belas histórias do PINGUIN DA RUA DO MEIO e de suas vivências...

MEU QUERIDO IRMÃO IVAN SÉRGIO DE LACERDA GAMA, AMIGO DE JUCA E BRAULINHO...
Ivan disse...Caro Milbinho:
Ao ler "coisas da Rua do Meio" lembrei-me de outros personagens e fatos de minha infância que, quando você tenha espaço, poderiam ser citados :
- A chácara de Dr. Marques (roubávamos frutas e recebíamos tiros de sal grosso).
- Meu amigo Tadeu (irmão de elmo , Bibinho grandes jogadores de futebol).
- O MINA apelido do hoje importante Dr. Nelson filho de Elza e Sgto. Darci
- Dona Pequena e o seu filho que não me lembro o nome.
- A casa de Tio Jonas e Tia Ondina (quintal imenso e que Dinda guardava os lençóis etc. e que eu coloquei fogo tentando acender o nosso fogareiro JACARÉ de querosene queimando inclusive suas lingüiças que ficavam penduradas no teto da cozinha). (levei muitos cascudos de Djecila e Marly (mulher de Helan)).
- De Estela e Seu Gualberto (avô de Gualbertinho professor de karatê e Estelinha além de Área e Gualter (vinham do Rio de passar Férias)).
- Néinha que patrocinava as corridas entre nós os moleques da época. ((Não lembro o nome do pai e da irmã dela) moravam ao lado da casa de Rubens Patrocínio)
- Renata (Pelé) irmão de Rubinho Patrocínio e Rosilda)
- Sueli e irmãs filhas de D. Jacira e Pires
(A grande amiga e vizinha de Dinda - Dona COTINHA (eu visitava todas as vezes que ia a Macaé) mãe de Mariazinha, Hélia, Nenê etc.)
Dona Durvalina que furava nossas bolas quando caia no seu quintal.
A casa de Tia Doca , Zezinho, Tereza (nossa grande amiga e protetora das estripulias de todos os sobrinhos e primos. O Cuchicholo de Eliete (que sempre cabia mais um) de Antonio Fino , Eduarda e Clarinha)
De Dona Lalate seu Thiers (Mazinha . Cléa)
De Seu Celso (gato de botas) e dona Enedina (pais de Oberlã e Lourdinha)... As peladas, jogos de botão com Juca e Braulinho...
- De Renatinho (primo de Lúcia - filho de dona Nina e seu Renato) que passava carnaval em Macaé hoje dona da CARMIM em Sampa. (implicava muito com Duduzinho irmão de Lucia).
- (Das idas na praia da fazenda de Amphiilóphio Trindade) Lucia tinha a Chave.
- Dona Nizinha Prata que roubava na víspora.
- Tia Enedina Gama (que implicava com tudo) Tia Elça E Tio Salime Salomão (a bondade em pessoa) Badra
Alguns fatos e personagens fora da Rua do Meio mas, importantes na minha vida
Beijos
Ivan



COISAS DA RUA DO MEIO II UMA VIAGEM AO REDOR DA MENTE...
Domingo estive na Rua Doutor Bueno que, na minha infância tinha o nome de Rua do Meio. Quem criou este nome foram os velhos ferroviários nos anos 30/40 quando iam, pelas vielas e pequenos trechos feitos com picadas de pés e mãos, até a Estrada de Ferro de Imbetiba. Era ali, banhado pelo sabor dos ventos dos mares bravios da Praia de Imbetiba e soprada pelos frios aromas das marezias que entravam pelas narinas humanas e refrescavam as mentes.
Ventos que saiam das Ilhas Nativas e iam ao encontro dos humanos destes anos felizes de uma cidade alegre e dorminhoca...
Vai dai que relembro este texto:

Coisas da Rua do Meio II
Ruas: Poça, Igualdade e do Meio
José Milbs
A rua do "Meio" não tinha o nome de Dr. Bueno. Era do Meio porque só haviam duas picadas que levavam os moradores até a praia de Imbetiba.
Uma picada era pela rua da "Poça", hoje Luiz Belegard, homenagem ao engenheiro francês que projetou Macaé e a picada da rua do cemitério, hoje rua da Igualdade. Não havia ainda nenhum calçamento e as árvores abrigavam sombras até a praia.
Num livro que fiz de crônicas, afirmei que as ondas do mar vinham até nossas casas. Reafirmo. Ali onde hoje tem uns prédios de Atendimentos Médicos tinha formação de areias que o mar trazia nas lindas e românticas tardes de ressaca.
Thiers Pereira de Azevedo, Aluisio Andrade, Seu Oswaldo, Benildo Amado, José de Moura Santos, Benedito Gama, Celso Barbosa, Elso Froes (Pudim), Erotildes Monteiro, Darcy Pires, Lulu Pinto, Rubens Patrocínio, Sebastião da Silva Rosa, Tião, Sargento Pires(pai) , Seu Roberto. Simário, Meca, seu Demistoclates todos homens que faziam a história desta Rua com suas famílias e seus amigos. Digamos que estes são os verdadeiros pilares desta Rua...
Como não deixar que fixe na memória a doce presença de doutor Manoel Marques Monteiro e a sua dona Santinha Barreto Monteiro? Seus filhos "Alaydinha" e Geraldo que, estudando em Campos o segundo grau, vinha sempre em ferias e brincávamos na chácara que ia da Rua do Sacramento até a Rua do Meio.
E o negro "Pavuna" .que nos fazia as vontades em frutas colhidas sempre prontas e deliciosas?
Seu "Pavuna" era um remanescente das bondades humanas e residiu em Macaé nos meados dos anos 50 e 60. Poucas pessoas tiveram o divino prazer de conhecer sua figura arquejada e bela. A sua bondade, estraída do olhar cimentava se na gentileza da fala, que ao sair, entrava por nossa existência e deitava em nosso entendimento de criança como fórmula mágica de falas dos contos infantis, e noturnos, que tanto se diz nos Contos de Fadas. Pavuna era mesmo um mágico. Um Negro Mágico saído e vivido ...
Geraldo cresceu e se casou com "Alicinha", filha de Carlos Maia e Lucy e irmã de Beth. "Alaydinha" se casou com "Paulinho" Barreto filho de dona Hilda e seu José da Cunha Barreto. Uma mistura de Barretos que espalhou ainda mais estas duas famílias tradicionais de Campos e Macaé.
A vida nesta Rua tinha mesmo o frescor de brisa cheirada a rosa e peixe fresco. Vez ou outra uma ida a rua do Cemitério para jogadas de peladas no campinho em frente a casa de "Cabo Frio" de dona Sebastiana, perto onde mora hoje "Paulinho Ligeireza", Paulinho Cara de Vaca", "Calombo" e "Otinho". Outras vezes uns pulos e nados nos "Paus da Praia do Forte" nos fundos da casa onde morava Maday de seu Barbosa. Seu Barbosa ainda mantinha a simpatia no sorriso dos primeiros nordestinos vindos para cá. Mais tarde foi porteiro do Tenys Clube e fazia vistas grossas nas nossas entradas furtivas nos Bailes de Carnaval pulando pelos muros da "Vila São José"
Falar nisso, será que ainda existem os famosos "Paus da Praia do Forte" que serviram no passado para amarração de barcos e que a meninada ia a nado contando os troféus de cada "pau" que se conseguia chegar em braçadas leves e pequeninas?
As vezes que tenho ido nas cercanias da Praia do Forte e passo pela verdadeira Rua de Pedra do Litoral do Estado, vejo dezenas de casas tampando o acesso aos saudosos "Paus" de nados infantis de centenas de contemporâneos. Será que ainda existe como inexiste, em seu formato e forma o "Farol Velho de Imbetiba"? Tinha vontade de saber, Talvez Cláudio Santos, que mora por perto ou mesmo os "Camolezes" me informem um dia.
Quem sabe os freqüentadores do "Bico da Coruja" possam dizer desta curiosidade cristalina.
2
'IVANZINHO
A memória e a tentativa de transpor o imaginário e faze-lo fluir para os dedos e, destes, formalizar algo que possa ser lido é a maneira que busco encontrar de uma forma especial sem me preocupar com detalhes de datas. Até porque nunca fui muito de guardar datas e números. Por isso é que quando me irmão Ivan Sérgio, que, atualmente mora em São Paulo, lembrava que a Rua do "Meio", no seu tempo de criança,, em época de ressaca, o mar jogava água na frente de nossa casa eu disse a ele que "no nosso quintal, se achava conchas e pedras brancas trazidas pelo esverdeado e puro mar de minha infância".
As ondas quebravam onde tem hoje um horroroso muro de cimento e vinha abrindo a sua passagem natural até onde a natureza lhe permitia ir. Passava ainda com força pela casa de Nascimento, ia se revigorando nas descaídas da Rua em frente a casa de Dona Maria de Seu Bráulio, pai de Icinho, Dalci, Décio e Delvan , fazia contorno em espumas, ainda moribundas e límpidas, na frente da casa de Titinha e Cecéia e ia morrer, lenta e graciosa na minhas casa e nas casas de Pequenino e seu Rubens. Podem perguntar a quem tem mais de 60 anos.
Hoje a Praia de Imbetiba não existe. Ou melhor se transformou num imenso cais onde se espera, a cada instante, um grande vazamento que a transformará mundialmente em mais uma destruição que a busco de algo que acabará em breve. Alguns milhares de dólares serão pagos ao município que, por sua vez se calará, terá um prefeito qualquer homenageado com jantar e passeios de Helicóptero e a cidade se esvaindo, esvaindo aos poucos do que lhe resta de belo.
O mar foi domesticado e nas águas teimosas, ainda esverdeadas, se pode ver cocos, óleos, estopas e cheiro de mijo em uma areia que, não recebendo as ondas do mar para lhe banhar, virou terra amarela e suja. Antes eram os Carangueijos, Ciris, Tatuis e larvas que lhe faziam o belo da existencia. Hoje são ratos, baratas, mosquitos que ornam a destuição humana neste lindo recanto de belezas antigas.
Ainda se pode ver alguns nativos corajosos se banhando nas águas de Imbetiba no inicio deste século.
Ivan Sérgio, meu irmão menor, brincava com "Fernandinho", Matheus, "Mundinho", "Nelsinho" de Irene e Darcilio , com "Nelsinho", "Beto", Eduardo de dona Elsa e Darcy, Hermínio e Enir de Seu Elias do Hospital, "Zé Pretinho" de seu "João Gordo", com "Manoel Juca" de seu Salvador, com "Braulinho", "Juca" de Ceni e Bráulio e vez ou outra com os maiores que eram de minha turma.
As peladas eram no "Campinho do Areal", no "Campinho do Cemitério", e no "Campinho da Cocheira" e muitas das melhores e animadas peladas eram em plena rua com tamancos servindo de traves e jogadas com "bola de meia".
Ivan teve uma linda infância como todas as nossas. Hoje ainda volta as nossas ruas e, em busca de seu passado, corre as casas das ruas que lhe viram menino nas ruas empoeiradas de Macaé. Assim como o autor ele conserva o Sitio que nossa mãe Ecila nos deixou com a recomendação de que "todos seus descendentes façam suas moradas e que nenhum de seus netos e bisnetos fiquem sem algum pedadinho de terra para plantar e morar". Desejo que estamos mantendo...
3
AS NOITES DE LUAR
Um dia quando se fizer a história do belo das ondas bravias da praia de Imbetiba, teremos que dizer do pecado que foi transformar essa linda praia, única de areia grossa no litoral, em píer de petróleo.
A beleza das noites de luar de Imbetiba e seus vaga-lumes deram lugar aos pisca-pisca de barcos multinacionais.
O voar -livre de tesoureiros e gaivotas foram substituídos por helicópteros, cocôs de gringos e plásticos que passaram a boiar tranqüilamente nas ondas domesticadas por enormes pedregulhos. Seria este o fim do amaldiçoamento de Coqueiro ou o verdadeiro começo do amaldiçoamento?
Imbetiba de tardes de verão e aconchego belo não existe mais. Ë um amontoado de lamas, plásticos e gente que nem "Bom Dia", "Boa Tarde" e "Boa Noite" sabem existir . As casas onde moravam os primeiros veranistas vindo de Campos, como o simpático Pereira Pinto, com sua elegante roupagem e bengala de madrepérola, não existem mais. É um amontoado de guetos, prostíbulos e barracas de mal gosto. Aquele correr de casas que ficavam fechadas durante o ano e que se abriam nos meses de novembro até março e que nos trazia lindas e belas campistas estão abarrotadas de lixo e a espera da abertura do novos rend_vous que, mansa e delicadamente vai sendo feito sob os olhares "complacentes" das autoridades políticas e policiais.
É final de anos 2007 e inicio de 2008 onde as historias contadas na Orla da Praia são outras diferentes das contadas por nossos pais e avós. São historias misturadas com AIDS, Drogas e corrupção de menores que se amalgam a gringalhada maluca que desce nos navios ancorados ao longo da ilha do papagaio.
É a Praça Mauá bem ao modo Tupiniquins com cheio de óleo, coco e mijo internacionalizado...
Estava este texto pronto para enviar para publicação quando recebi de meu querido irmão, Ivan Sergio de Lacerda Gama, o e-mail que publico abaixo. Ele tem 12 anos a menos que eu. Nasceu no Bairro de Jacarezinho, no Rio de Janeiro onde morava eu com minha mãe. Claro que ele não se lembra mais foi muito paparicado no bairro. A gente morava num casa de esquina, perto do morro, com uma praça em frente. Era um bairro calmo mestes anos de 1950. Todos os moradores se cumprimentavam como qualquer cidade de interior. O Rio de Janeiro era um lugar feliz de se viver nestes anos. Nossa mãe trabalhava na Escola Nacional de Musica, na rua do Passeio e na Universidade de Brasil na Urca. Quando Ivan ai, na Escola de Musica era uma festa. Ivonildes Sodré e outras mestres desdes anos de luz e paz faziam passeatas com ele mo colo. Subia e descia a linda escada de "Pinho de Riga" que ornava o local. Quando ele era levado para Escola de Educação Fisica e Desportos na Urca a alegria era a mesma. Desde Pelegrino Jr a Pedro Calmon era uma só alegria. Claro que eu ficava meio de lado nestas homenagens. Tinha já 12 anos...
Ivan veio morar em Macaé e vim junto. Ele tinha 8 meses e nossa Dinda, minha avó Alice Lacerda, a meiga Dona Nhasinha, criou a gente... Texto de livro O PINGUN DA RUA DO MEIO em construção) José Milbs de Lacerda Gama editor.




3.8.11

OS 7O ANOS DE DJECILA FOI EM SP COM AMIGAS DE INFÃNCIA ...

Djecila Maria de Lacerda Gama é minha querida irmã que mora em São Paulo. Nascida e criada em Macaé ela foi para a minha alegre São Paulo para fazer companhia a minha mãe Ecila. Deixou grandes amigas e belos momentos de feliz vivência onde estudou em vários colégios publicos e se formou em Professora...
O dia 21 de julho ela teve uma surpresa e um de seus mais prociosos presentes. Recebeu a visita de suas amigas de infância e bancos escolares. Therezinha de Mello Keller, Luisa de Mello Keller e Maria de lourdes Daumas Barbosa Mancebo se descolcaram de suas cidades e foram até São Paulo para esta grande data desta grande irmã e amiga...
Emoções, risos, recordações, bons momentos revividos e lembrados marcaram este dia que tiveram ainda a presença de meu amado irmão Ivan Sergio de Lscerda Gama que me mandou as fotos...
Djecila mora na Rua das Palmeiras onde sempre é vista em alegres conversas com os maradores do Bairro de Santa Cecilia que a tratam com elevado carinho. Imagino sua felicidade em rever estas lindas amigas que fazem parte de nossa história e são detentoras de respeito e cordialidade em suas longas vidas.
Therezinha e Luiza, filhas de Minha mãe de Leite Nilza que além de esposa de Tinoco Keller é irmã do colega de farda de meu pai Da Gama Tote Mello. Familias que se ligam no decurso de uma história belissima na Velha Macaé dos anos 30...
Maria de Lourdes, descendente de uma das mais felizes familias de nossa região. Os Daumas do velho "seu" Henrique e dos Barbosas de seu pai Celso. Casou-se com meu primo Marlécio Prata Mancebo e seus filhos são amigo dos meus...
Fatores de uma historicidade que torno público no O REBATE e farão parte de buscas no mundial do GOOGLE a partir de hoje...
Parabéns a Djecila pela conservação de tão belas pessoas que marcam, com o simbolismo das saudades, a certeza de uma amizade que é eterna.
Feliz 70 anos de Djecila festejado com suas jovens amigas...
José Milbs, editor de www.jornalorebate.com

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Do Livro em Construção: O PINGUIN DA RUA DO MEIO do autor Milbs

Infância vai, infância vem.

Mudam-se as pessoas, os gestos, a fala.

A Infância é eterna, como o cantar dos passarinhos, como o Nascer e o Por do Sol.

Onde habitará a infância, senão no frescor da mente do velho escritor?...

AS PETECAS

A criativa na formação cultural destas crianças tinham um sabor bem diferente dos de hoje. Exemplificado pela peteca, que era uma obra que se ia fazendo com rodilhas de câmara de ar de pneus ou de bicicletas, que no fim acabava formando um cimentado firme, tipo daquelas capas de cebolas que, no seu todo forma de película em película a fortaleza de seu conteúdo final.

Enquanto se um grupo ia fazendo isso, alguns meninos procuravam nas casa e quintais alguma mãe que estivesse sacrificando algum frango para o almoço ou canja de alguém adoentado. Sobre a cebola minha bisavó, que tinha 100 anos contava a adivinhação seguinte. "Que é o que é"? -

"Capa sobre capa, capa do mais fino pano. Se não adivinhar este ano, nem o outro que vier enquanto eu não disser"

... Era um martírio esperar pela resposta depois de uma longa espera ela nos dizia ser a conhecidíssima Cebola....

Era a hora de finalizar o artesanato na confecção das "Petecas" e colocar os penachos dos galos que antes cantavam alegremente. Tapas nas petecas que voariam nos ares despoluídos pondo a vista nossa criação divinal.

Os estalos diferentes e o queimar de palmas de mãos diferenciavam estas históricas petecas das compradas em lojas.

O sacrifício dos frangos enfeitavam as petecas e alimentavam doentes em restabelecimento .

Havia uma alma conservadora que nunca trazia no ar qualquer suspeita de depredação de espécies. As tardes petecas e mais petecas iam cortando os céus da rua do Meio e meninas e meninos formavam bandos e bandos que se juntavam a outros de ruas periféricas. As cantos podiam-se ouvir cantigas...

"Lá detrás daquele morro
tem um pé de manacá, -nós vão casar
-e vaun pra lá.. você quer?"....

assobiando outros tons que batiam no confronto com cantos de Cambaxirras e Sabiás da Praia...

Os mais velhos já começam a circular com gaiolas e visgos prontos para a caçada pura, ecológica e feliz. .Eram Mirian de "Dona Pequena", Luiz, Ayran, Wilson de Sto. Pires, Rolien, Roberval, Osmar 'Cascalho,' Walcyr, Walber, Ruy e Rudy Sucena, e mais a galera das ruas da "Poça" e do Sacramento que, com 'Anterinho", Ismael "Dabarrinha", Devan e "Durico", 'Tininho' e 'Flavito' da rua Júlio Olivier davam os toques de concorrência para ver quem tinha pego o "Papa Capim" de ponto.

Os locais mais abrangentemente, onde se tinha mais pássaros eram nas proximidades do Cemitério, nos Arames que circundavam o Forte Marechal Hermes e nas imediações do Asilo da Velhice Desamparada ou mesmos nos quintais das casas..Eram mais comuns os "Papa´Capins de Ponto", os "São Paulo", os "Laranjeiras" e os "Coleiros".. Alguns "virando"m que pareciam fêmeas com o tempo "viravam" nas gaiolas ou gaiolões com cânticos de "tui... tuis firmes e dobrados.

Mais tarde veio morar na rua dr. Bueno dona Enedina Daumas com Celso Barbosa, Oberland e Lourdinha. Daí que passaram a habitar nosso mundo. Com eles veio Zenilton que com simpatia e alegria nos obrigava a belas travessuras já que era mais velho. O pai deles era de Conceição. . Como seu Henrique Daumas era contemporâneo de meus familiares a amizade foi se tornando estreita. Lourdinha estudava com Djecila e se casou com Marlécio.

Oberland somos amigos ate hoje.Trabalhamos uns tempos em um Posto de Gasolina de Fernando Santos, nos revemos em Cabo Frio. Eu trabalhava no IAPETEC ele na Álcalis. Freqüentávamos o mesmo 'Hotel Colonial' de lá. Ele se casou com Maria Lúcia de Cabo Frio eu com Lúcia Maria de Macaé... Vez por outra a gente se esbarra numa destas esquinas da vida e recordamos das infâncias da rua onde a gente morou.

AS CASINHAS DE FUNDO DE QUINTAL

Eu devia ter mais ou menos uns 6 anos de idade... acho que não sabia ao certo diferenciar as coisas, mais tenho lembrança de meus bisavós que habitavam a velha casa da Rua do Meio, em Macaé. Estado do Rio de Janeiro.

A cidade tinha sempre cheiro de galho de árvore partida em tardes ensolaradas. Cheiro que se misturava a ervas naturais e vassourinha que se entrelaçavam a onze horas e zínias que bailavam no dia a dia.

As meias que nunca fizemos( só os outros) e as "bronhas furtivas" sempre estarão no lembratório e sendo motivo para infinitas descobertas edipianas...

As crianças como. botos terrestres, se embrenhavam nas cercanias de casas divididas por cercas vivas e lençóis que, ao vento, secavam as belezas de lavagens diárias em tanques que ficavam sempre perto das saudosas casinhas de uso fisiológico que perderam a vida com a chegada dos banheiros sofisticados e mais catinguento como diria um escritor Amazonense, em seu livro Catingueiro do Nordeste.

De vez em quando era comum passar alguém vindo das ruas vizinhas sempre com olhar cumprimentativo e de agrado. Poucos iam para o centro. A maioria ia para os Cajueiros uns de bicicletas, alguns empurrando carrinhos de mão feitos de tábuas de vendas e mercadinhos.

Todos porém conhecidos de nomes e de vivências afetivas e eternas. Paulo Camarão, Paulo Cabeção e Buruca eram vistos sempre com seus coleiros vindo da Bicuda Grande.

De vez em quando se podia ver, vindo da rua Direita,o velho Álvaro Bruno de Azevedo tendo em suas costas os primeiros caixões artesanais que ele levava ou para o hospital ou para o asilo dos Velhos.

Não havia autos e eles eram transportados ou de bicicleta ou na carroça do Waldemar Azevedo. As crianças da rua do Meio tinham a fama de não terem medo de almas do outro Mundo acostumadas a esta relação. Alguns turistas e visitante menos avisados,quando viam o Velho Bruno com o seu produto de trabalho,pensavam se tratar de algum enterro . Era motivo de brincadeiras estas dúvidas que iam se tornando alegrias um pouco fúnebre entre nós que sabíamos do fato real.

Waldemar Azevedo era irmão de seu Álvaro e pai de Walmir e outros mais velhos. Era Tio de Waldyr, Dermeval e Acyr Azevedo. Waldyr se casou com Eléa Tatagiba. Dermeval era pai de 'Rumo Errado', Acyr pai de Cezar Sabino.

Esta era a cidade onde tudo começava e terminava em manhãs de sol a pique e tarde de revoadas de Pardais, Papa Capins, Rolinhas, Bem Te Vi e Pombas Rola...

Final de verão eram as Andorinhas que se misturavam com gaivotas e tesoureiros vindos das ilha do Francês ou mesmo de pescarias em águas fundas de Búzios ou Cabo Frio. Alguns namoricos com meninas campistas que veraneavam nas ruas próximas....

Seu Álvaro atravessava a vala que margeava a Travessa onde ele morava. Esta "Travessa" se tornou rua Curindiba de Carvalho onde moram hoje "Peixinho" e as filhas de Nelson Carvalhaes, os filhos de Sucena, Zezinho e os filhos de Marquinho Brochado.

Seu Álvaro Bruno estava Longe de saber que seu filho Cláudio seria Prefeito, e eu como vereador iríamos, nos idos de 68, fechar esta vala e abrir um caminho até a rua da "Poça" onde mais tarde viria ser calçada e belamente jardinada. Cláudio Moacyr foi, verdadeiramente o único líder político de Macaé saído das poeiras das ruas. Jogou pelada com bolas feitas de meia, vendeu batata doce e goiabada em nossas ruas, sentiu o cheiro das Valas e Cocheiras das rua do Meio e foi, politicamente e como advogado criminal, onde todos almejam ir mais poucos conseguem. Cláudio, Telio Barreto, Ivair Itagiba, Aristeu Ferreira da Silva e Antonio Otto de Souza fazem parte das saudades e do tempo que os nascidos macaenses se elegiam prefeito e prequentavam as nossas ruas e becos sem medo e sem ter que se esconder do povo que os elegeu.

Na praia de Imbetiba, que, depois viraria Cais e suas areias apodrecidas, podiam se ver, ao longo do "Ilhote do Papagaio," uma linda e bela carreira de Botos brincando ao som de suas vozes harmoniosamente natural e firme. Eram deles os medos infantis de longas braçadas proibidas e mergulhos afoitos. Suênio, Levy, Naná e Antonio irmão de Biriba eram dos poucos que iam e vinham nestas ilhas.

Quando a criançada vinha esbaforida as mães e avós já sabiam.

Eram as boiadas que se dirigiam para a rua da Estação com destino a rua da Boa Vista. Cavalos e bois deixavam o cheiro nativo de interior na mistura de bosta e poeira que serviriam de estrumo para Vassourinhas, olho de boi e plantas macaenses nativas neste tempo de sol ameno e chuva criadora ou criadora como falavam os visinhos portugueses de além-mar....

Seu Álvaro era um homem extremamente quieto mais de uma personalidade incrível. Pai de Cláudio, Geraldinho e Amparo era esposo de Zelita que com seus doces de Batata e Goiabada, batida no tacho. ficou famosa em toda a região.

Zelita tinha um tear onde ela mexia com uns pauzinhos e saiam rendas maravilhosas. Eu ficava olhando e não entendia como aquilo funcionava.

Não sei onde foi parar esta prenda maravilhosa. Quem sabe, sua neta Beth ou Marcinha tenham notícias? Este inicio de milênio perguntei a Beth onde andava e como se fazia aquilo. Ela explicou, não entendi mais ficou a lembrança daquele gordo instrumento coberto por linda obra de arte que só Zelita sabia fazer....

Eles moravam a l00 metros de minha casa e, como já citei em outros capítulos, era onde eu ia e vinha nas andanças infantis de bolebas, peladas de bola de meia, piques, estrelas e praias...Na vala onde ia dar para a casa de Peixoto pai de Luiz Cláudio (pinguinzinho) morava Rubens Barreto irmão de Paulo Rodrigues Barreto onde uma linda morena de nome Tarsila sempre vinha passar férias e nos encantava com sua meiga e bela figura. Ela morava em Campos onde também morava minha prima Badra Teresa Salomão. As famílias de Campos vinham passar férias em Macaé. Ainda não tinham desbravados as praias do Farol e Atafona de lá... A Imbetiba tinha um correr de casas só de Campistas.

A "Choupana das Rosa" era do velho Pereira Pinto que sempre que vinha desfilava na orla com seu impecável terno e bengalas. Recordei isto com o seu sobrinho Antonio Carlos Pereira quando de um encontro político no início do século...

A casa tinha onde morava com minha família tinha o formato de janelas angularmente feitas artesanalmente com vidros coloridos, em moldura arredondada distante da rua uns 4 metros, onde um jardim de roseiras e arbustos verde amarelo, que diziam se chamar Independência, davam toque de carinho. Ainda se podia notar as Dálias e 11 horas que Minha avó cuidava com subtileza. No fundo do quintal havia um coqueiro, uns pés de laranjas e plantas em latas que Djecila cuidava. Uma muda de Rosa Vermelha Irene de Darcílio levou uma muda para sua casa no Visconde onde, mais tarde em conversa com Darcilio e Irene eles me disseram que a roseira "pegou" e dela saíram lindos filhotes que se espalham por todo o bairro onde eles residem. Darcirene, Matheus, "Mundinho"e Nelsinho foram um dos primeiros moradores do Visconde e ainda mantém o local onde a Roseira Vermelha vinda da rua do "Meio" é vista quando se passa em frente a velha casa.

"Garfo e Faca, Pêra, Maçã"...

e as brincadeiras do "Chicotinho Queimado" vivificam as horas que antecediam a noite...

As Margaridas, sempre amarelas, canteiros em torno da varanda. Tinha no frontispício ,em cima da janela, quase chegando no teto da frente da casa uma legenda que era a união de três pessoas extremamente afetiva. Estava inscrito em cima do portal da janela LAR DJECILA.

Djecila, o nome de minha irmã, era a formação de 4 nomes criados.

Djecyr de meu pai, Ecila de minha mãe e Alice de minha avó lendo o contrario o nome de minha mãe Ecila. Esta formação criada só me foi passada com o tempo. Portanto o nome Djecila tinha Djecyr, Ecila e Alice..

A praça Veríssimo de Mello, o Tenys Clube, com sua sede antiga, onde os porões eram nosso refúgio nos piques que entrava por tardes adentro. Tinha no Tenys um grande porão cheio de trilhas de pilares de cimento naturais que davam medo quando se ia a 1ª vez.

Uma mistura de crianças de todos os lados se reuniam nas suas escuras vinhetas em busca de esconderijo. Muita "meia" se fez, Muito cigarro se fumou em restos de Astória com Ponteira, Saratoga, continental com filtro e outros da época. Como era um clube de classe média emergente não tinha cigarro Clarim que era o chamado mata rato. Quando havia jogos de Tenys a luta era para ser Boleiro.. Era hora de faturar um troco. Acordar cedo e ir esperar os jogadores. A vaga era de quem chegasse mais cedo. Nesta "Escurinho", que morava na Sacramento sempre nos ganhava...

Eu, Francisco, "Escurinho", Orlacyr, Moacyr Prata, acho que Marlécio, "Calú", "Nini"Drumond e outros criamos uma "fábrica" onde desmanchávamos as bingas, púnhamos pra secar e voltava a enrolar. Era tudo muito sutilmente puro e nossas tardes eram assim passadas nesta praça. Vez por outra alguns "Abelhas" iam chegando. abelhavam algumas tragadas e se iam. Havia ainda "Orlandinho", Alexandre Herculano, Jonathan, Elmo, e a maioria dos filhos de seu Benedito Drumond. Vez ou outra vinha "Zuzuca Tanajura" e Jocy que mais tarde ficou trabalhando com Paulo Emílio. Com pequena freqüência os meninos de Jorge Marins se juntavam na praça; "Jorginho" e "Colega" eram os mais chegados... eles eram da turma da "Pororoca"..

A maioria morava na periferia da praça Veríssimo de Mello. Falar nisso ,quem não tinha medo de "Baldo", um cão que sempre ficava junto com "Marquinho Caúna" e dona Iolanda de seu Alcebíades Azevedo? A maioria de nós éramos do Grupo de Escoteiros.

"Marquinho" era ainda uma criança mais sempre bisbilhotava nossa andanças pela rua da Praia em busca de Sardinhas e Robalos nos saudosos tempos das pescarias no cais...De vez em quando havia guerra de atiradeiras com os coquinhos verdes que tinha nas árvores que circula a praça. Era um coquinho de formato angular, de uns poucos centímetros mais que, quando pegava na testa, doía muito. Bebeto Bacellar e Vovô (do INPS) sempre apareciam por lá´com suas atiradeiras municiadas com as terríveis bilhas de aço.

Sargento "Gavião", que era o Chefe da Guarda Municipal e responsável pela conservação do logradouro. Quando via a "guerra" tentava apaziguar e alguns arremessos que a ele eram dirigidos.. A criançada corria para dentro do quintal de Francisco, de "Juquinha" da Casa de Caridade, para a casa de Pepeu, de seu Sátiro ou para os corredores da casa de "Zé Paco".

Às vezes que tia "Nizinha" Prata vinha do Rio, onde morava no Méier perto de Ary, Pratinha, Aires e Arina, nós íamos jogar Canastra ou Víspora. Tia Nizinha Prata não gostava de perder nunca e me lembra, hoje, meu filho Zé Paulo que também fica bravo quando perde. Zé Paulo, joga comigo Buraco, que é o mesmo que Biriba ou Canastra. A diferença de um jogo para o outro é apenas no combinativo antes de se formar a mesa. Tia Nizinha tinha um sotaque bem Carioca e as crianças adoravam jogar com ela. Na sala, meia iluminada com duas lâmpadas de 60 e, tendo como cenário uma talha d'água no canto e uma cristaleira antiga que dava para o quarto de minha irmã a gente formava o jogo. Do quarto de minha avó "Nhazinha", que detestava jogo e conversas até altas horas, era comum a reclamação toda hora que se ia lá para apanhar algo. Ela dizia com sua voz meiga e firme. ---"Eu já disse para Nizinha não ficar jogando com as crianças. Isto é jogo o jogo vicia. Ela não tem jeito". ..quando se voltava para a mesa era tia Nhazinha que falava....

-"Crianças não falem alto para não acordar Nhazinha que ela não gosta de que jogamos". As vozes tinham uma diminuição combinativa entre nós Darcirene, Clyce, Nelson, Djecila, Lourdinha, Therezinha de tia Doca e Therezinha de Tinoco Keller e Nilza Mello formavam algumas das rodas dos jogos que ainda, às vezes, se podia ter outras crianças que se iam se ajuntando na medida que eram cantadas as pedras... Darcirene um dia "flagrou" a Tia Nizinha olhando e devolvendo um número que ela não tinha e que muitos estavam por uma pedra. Foi um pega pra capar....Nesta hora todos tinham a mesma idade e as acusações e as negativas de atos ilícitos eram dignos de tribunais. Nos finalmente, depois do jogo ser "melado" ele reiniciava com os olhares atentos as cantadas e os possíveis olhares para dentro do saco..

FRENTE PARA O NASCENTE

A frente da casa para o nascer do sol dava a certeza de que sempre era um acordar com esquentamento nas camas sempre postas nesta direção.

. Minha avó Nhasinha sempre dizia." Meu filho, você quando crescer só resida em casa de frente para o nascente.

Agora que moro no sitio entendi profundamente esta beleza do conhecimento natural.

A frente da casa ao entardecer tinha cadeiras que se iam espalhando à medida que iam chegando mais alguém para as conversas que as crianças,sentadas no canto da calçada, ouviam em silencio. Com a chegada da noite é hora de fechar as janelas, mosquitos, mosquitinhos e mitigas entram sempre entre as l8 e l9 horas.

Cantarolando as rodas se integravam aos céus nativos com sons..... "Por isso José Milbs,

entre dentro desta roda...
Diga um verso bem bonito,
diga adeus e "vá simbora".

Era "vá simbora mesmo"....

Era a cultura natural que a televisão deformou com sua chegada devastadora e fria. Dona "Cotinha", dona Elsa, dona Adelina, dona Olga, dona Zelita, "Catuta", "Zinha", Dona Madalena de "Seu Cristo", a esposa de Benildo Amado, Seu Oswaldo, Gilda, "Lalate", "Tia Doca", "Dona Zinha", Zeneida, dona Laércia, "Dona Bentinha", Tiuca, dona Alda de "Joaozinho Passos, Maria de "Benedito Drumond", Dona Rita mãe de "Galo", Elsa de Sto. Darcy, 'Pirata' e Wanda que casou com Mozart Leão, Irene de Darcílio, dona "Pequena", "Titinha", Jacyra , dona Enedina eram algumas das vidas vivas das recordações de uma Imbetiba que soaram em todos os recantos das cidades.

Recordações que passo para estas memórias no sentido de cristalizar a história viva de uma região onde a docilidade de suas presenças deram formato a uma Macaé que ai está memorizada em suas existência belas. Não se pode passar num livro pessoas globalizando as existências sem citar seus nomes sob pena de ficar devendo aos seus descendentes esta obrigação fraterna e amiga que foram os parâmetros destas pessoas quando viveram. A vida exemplar e profissionalmente farmacêutica do seu Hipólito pai do inesquecível Henrique Palito que nos foi roubada jovem e alegre. Seu Hipólito tinha a simplicicidade que norteava as figuras aleregremente puras da cidade antiga e sua gente. Alezendre perpetuou Palito dando o nome de Henrique a um dos seus filhos...

Recordar nomes destas pessoas é perpetuar na essência da existência desta cidade gente que formou e forma a genética de nossa gente. Pode parecer estranho para alguns mais todos que lêem guardam estes arquivos no interior da mente que, clicando encontrarão outras, com outros nomes mais que são a própria personificação do belo infantil que tanto nos faz feliz em recordar...( José Milbs de Lacerda Gama editor de O REBATE ).