Boas vindas

Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)

13.10.09

Pierre Tavares da Silva Ribeiro e o livro SAGA DE NHASINHA


Zaire Lacerda Santos e Yedda Tavares Duval falaram da emoção deste 100 de Pierre.




Pierre completou 100. Pierre está vivo e vive a alegria de saber-se útil ao que sempre fez com carinho e fraternidade: O Amor ao próximo e ser fiel aos principios do Kadercismo.
Presenciou a Materialização de Irmã Sheylla, pela mediunidade do amigo Peixotinho. Pierre fundou o Centro Espírita Pedro e foi um dos grandes Mestres da Matemática. Centenas de pessoas da Região de Petróleo tiveram, como eu, o privilégio de ter sido seu aluno e amigo...
E assim sucessivamente...

Centro Espirita Pedro, na Região de Petroleo, homenageia os CEM ANOS DE VIDA de Pierre Tavares da Silva Ribeiro...

Um dos mais fiéis adptos do Kardecismo do Brasil professor de Matemática e um dos mais antigos e ilutres filhos da cidade de Conceição de Macabú, Pierre completou 100 anos de vida neste mês de julho.
Fundador do "Centro Espírita Pedro" onde sempre militou e foi grande palestrante teve momento de emoção nas homenagens que recebeu.
Pierro foi um dos que participaram da Materialização de Irmã Sheilla pelo Mediun Peixotinho.
Numa das últimas vezes que estive com Pierre ele relatou este grande momento do Espiritismo Mundial e que ele, Pierre, tinha apenas uma pequena frustração que foi não ter cortado as lindas transas da Irmã Sheylla para mostrar aos amigos.
Uma de saus mais puras frustrações que marca este homem humano e de um valor inestimável para para a vida Kardecista.

As professôras Zaire Lacerda Santos e Yedda Tavares Duval falaram da emoção deste 100 de Pierre. Foram suas alunas e também fazem parte da história vida de nossa região...
Minha amigo Sonia Golosov me presenteou com esta foto de grande mestre dos mestres.



DESENCARNAÇÃO:

Texto extraido de meu livro on-line Saga de Nhasinha que se encontra mundialmente acessado no busca do Google...




"Aos 7 anos passei a ver um novo mundo diferente daquele em que habitavam figuras tão lindas de se ver.

Mirnes Lobo, um dos mais renomados estudiosos da doutrina Kardecista, e que participou do passamento de Adelayde, disse, no inicio deste século: foi a primeira pessoa que ele tinha visto desencarnar e que pedia para sair da matéria com uma convicção incrível e declarada do dever cumprido".

Segundo Mirnes, ela pedia que retirasse do seu quarto a sua filha "Nhasinha" que estava, com choros e tristezas, não deixando que ela fizessa a passagem..

Tão logo minha avó "Nhasinha" se retirou ela pediu vela, fechou os olhos, sorriu e partiu...

Maria Angélica, irmã de Pierre Tavares da Silva Ribeiro chamava Adelaide de "Mãe Dona".

Pierre conta que quando veio, ainda solteiro, de Conceição de Macabú para Macaé, foi recomendado por seus pais que ele tinha duas primas em Macaé a quem deveria procurar. Eram "Nhasinha" e "Santa". Pierre veio, procurou "Nhasinha" e, juntos fizeram uma pensão onde dezenas de pessoas que vinham estudar em Macaé ficavam, Segundo o próprio Pierre, esta pensão,na Rua da Praia.

Moacyr do Carmo Rodrigues, vindo de Bom Jesus do Itabapoana, Wilson Fadul e Glorinha eram alguns dos meninos da época que ali ficavam.

NHASINHA

Quando Alice Quintino da Silva, filha única de Seu Emílio, de "Mãe Dona", casou-se com o fazendeiro Mathias Coutinho de Lacerda , uma grande família estava se unindo. Ele, oriundo de Cabo Frio, filho dos La cerdas de Araruama e Rio Bonito. Ela, dos Silva de Seu Emílio, e mais os Tavares , os Pratas e os Almeidas da Dona Adelaide. Nessa mistura de gente se forjaria, mais tarde, os braços genéticos de uma geração de pessoas que o autor está inserido.

Alice conheceu Mathias quando de uma visita que o fazendeiro fez ao sitiante Emílio, numa compra e venda de cavalos. Moça bonita, ela conquistou o coração de Mathias, que na condição de viúvo declarou ao seu Emílio suas intenções de casar com a linda Nhasinha, que nessa época tinha um pequeno namoro com um comerciante de Quissamã.

Ela não tinha ainda sabido das conversas havidas com seu pai e o Mathias. Estranhava muito o seu Mathias, um senhor mais ou menos l8 anos mais velho que ela, sempre estar, ao visitar seu sítio, de conversa com ela. Tinha até uma ligeira rejeição ao Mathias que, com o tempo. foi lhe conquistando a atenção ao ponto de lhe confessar as suas vontades, Já sabido pelo seu pai Emílio e sua mãe Adelaide que após conversarem com "Chico Lobo" e "Santa", que conheciam Mathias e, recebendo dos mesmos as boas referencia,

Não imaginam que, mais de 100 anos depois fariam parte da historicidade de nossa região. Abrindo espaço para que uma nova história se fizesse nesta cidade de Macaé, aumentando e criando um geração de ilustres e nativos descendentes. O pai de meu bisavô Emílio também negociava com cavalos. Dele é o tronco dos "Ribeiros", "Silvas" e "Tavares" que se espalharam por Capelinha do Amparo, Paciência, Macabuzinho, Quissamã e periferias.

MACABUZINHO

Das suas origens de "Macabuzinho", isso tudo nos idos de l800, época em que eles , os pais de Emílio e vovó Adelaide, residiam nessa localidade. Minha bisavó me dizia que seus pais eram contemporâneos de Mota Coqueiro que tinha umas terras em "Macabuzinho" e que por não quererem aceitar a imposição do pai de um seu sitiante, que sabia de seu romance com uma filha. Eles pediam parte da fazenda. Mota Coqueiro então mandou matar toda a família, pondo fogo na casa deles. Diziam que a mulher de Coqueiro, homem de muitos escravos, tinha também um romance em Campos onde ficava muito tempo.Como se trata de informação vindo de gente que viveu a época, dou credibilidade e afirmo sem medo de erros que Mota Coqueiro foi o autor do assassinato de uma familia em Macabuzinho. Que me perdoe o amigo e ex colega de lides estudantis dos ano 60, jornalista Carlos March que teve outra visão sobre Coqueiro em seu livro sobre este acontecimento.

.Minha bisavó sempre dizia isso e detalhava os fatos sempre que era perguntado.

Os pais dela vivenciaram todo o desenrolar dos acontecimentos e afirmavam que foi ele quem mandou matar a família do homem. Ele tinha mesmo mandado matar os seus sitiantes, pois além de não ter que dar nada para eles como deveria ter que dar, pois diziam que a moça estava grávida dele. Sua mulher em Campos ameaçava tomar a fazenda. Ele era rico e violento, além de amigo de gente do Govêrno.

Voltando a história dos meus avós. Namoro, noivado. Nhasinha então se casa com o fazendeiro Mathias. Antes, ele diz ser pai de 2 meninas de um casamento em viuvez, com uma irmã de "Chico Lobo", também proprietário de terras na "Bicuda Grande".

Essas duas meninas se chamavam Leonor Lacerda e Ondina Lacerda.

"Chico Lobo" por coincidência, era casado com "Santa", prima irmã de "Nhasinha".

As afinidades familiares foram um impulso muito bom para que o casal pudesse começar suas vidas. Interessante frisar que naquela época era muito comum as pessoas casarem por influência familiar e, por coincidência Macaé, Conceição e Carapebus eram quase uma família.

Dificilmente Seu Emílio iria permitir sua única filha "Nhasinha" casando com alguém que não pertencesse a comunidade e, ainda mais, viúvo. "Chico Lobo" também negociava com cavalos, uma prática muito comum em Macaé, Quissamã, Carapebus e Conceição nos idos dos anos l800 a l900.

Era salutar as crianças, sentadas ao redor dos mais velhos escutarem suas andanças a cavalo por Cachoeira de Macaé, Rocha Leão, Rio Dourado, Macabuzinho, Quissamã e mesmo Campos e Cabo Frio. Eles iam sempre em busca de negociações de cavalos e terras e traziam lindas novidades e ficavam horas conversando sob o luar ou mesmo a luz de lampião.

Como não havia comunicação outra, essas eram as verdades que circulavam em toda a comunidade.

"Chico Lobo" e "Santa" tiveram uma forte influência na decisão do casamento de Mathias Coutinho de Lacerda e Alice Quintino da Silva . Dácio, Mirnes, "Joca", "Pitico", Penha mais duas meninas eram filhas de "Chico Lobo" e "Santa" que sempre eram figuras que povoavam meu mundo infantil com colocações dos mais velhos com fotos e fatos havidos em suas vidas.

Macaé no final do século XVIII era uma cidade habitada por genéticas Carapebuenses, Quissamaenses e Macabuenses.

Todos se conheciam e a presença de Mathias Coutinho de Lacerda na comunidade era uma aceitação aos seus dotes de homem probo e de grande envergadura moral, social e financeira.



NHASINHA E SANTA

Mais tarde Nhasinha iria, a exemplo de Santa, educar meninos e meninas no Casarão da Boa vista onde Pierre, Angélica, vindos de Macabú, iriam dar início a novas existência dos Tavares, espalhando vidas que cimentariam ainda mais a história tão nebulosa de uma cidade que se formou, em essência, nos distritos que acima relatei.

Para quem gosta de futucar as origens da história macaense nos dois últimos séculos, afirmo que os fazendeiros Mathias Coutinho de Lacerda e Francisco Nogueira Lobo, respectivamente, seu Mathias e Seu Chico, abriram as genéticas destas famílias que habitam grande parte da comunidade regional que tem como centro Macaé, através de seus casamentos com Alice Quintino da Silva, Nhasinha e Adelina Silva Tavares. Santa casou se aos l9 anos na Bicuda e Nhasinha também com l9 em Quissamã, na capela da Fazenda Santa Francisca nos anos de l906.

Santa casou se em l915. Estas duas primas irmãs, uma Católica praticante e outra Espirita Kardecista, dariam inicio e vivências a centenas de belas existências da história real e verdadeira desta região que, como disse, tem seu epicentro em Macaé, espalhando genética por toda região.

ANGÉLICA E PIERRE

Como já disse, as origens vem sendo cimentadas desde as raízes dos Silvas, dos Tavares e dos Ribeiros. Pierre e Angélica eram filhos de Juventino Alves da Silva Ribeiro e de Mariana Tavares Ribeiro. Mariana prima de Adelayde pelos Tavares e Ribeiro e Silva por Emílio.

Se de um lado Nhasinha, na árvore de sua história, fincou a doçura de sua atividade na existência evangélica pelo lado do catolicismo, Santa com sua curiosidade e simpatia ia cimentando o kardecismo que hoje tem raízes profundas na vida de Macaé. Se respeitando, no mútuo entendimento que ecumenismo nativo e puro fluíam de suas cabeças, elas sem saber, iriam fazer de suas simples vidas os alicerces morais e sociais de uma cidade e região que delas brotaram em essência e história.

Daí que, de "Nhasinha" e "Santa", deve partir os inícios das verdades históricas desta região brava e pura nesses dois séculos que se fizeram vida.
Pierre era um dos maiores mestres que fizeram história. Suas aulas de Matemática foram marcadas por sua vóz apressada mais intelegível. Gostava de dizer, ao final de algum teorema:
E assim sucessivamente...

Textos do livro Saga de Nhasinha. José Milbs de Lacerda gama editor

ॐ♥Sarinhaॐ:

A Pierre, este baluarte de grandeza , bondade e sabedoria deixo expresso em letras e, principalmente, através do meu coração, no mais puro e humano que nele existe, a minha gratidão, a minha admiração mais sublime e um singelo beijo em suas mãos perfumadas pelo trabalho do amor. E a você, Jose Milbs, também a minha gratidão por apresentar-me uma verdadeira história de amor e fraternidade neste gesto tão bonito contribuindo para que esta bela história seja conhecida , alimentando em nossos corações a esperança e aumentando a chama luminosa do amor em nosso caminhar.

ॐ♥Sarinhaॐ:

Mas que história linda! Parabéns, Milbs! Um encontro com a história de uma família e a força do trabalho fraternal, solidário e humano neste artigo. Vislumbramos não só a beleza das raízes históricas de Macaé e cidades com base em laços familiares, mas o extraordinário valor de pessoas extremamente caridosas, dedicadas e voltadas para um bem maior: a fraternidade que não só une, mas finca a bandeira do amor na conjuntura da paz pelo respeito ao próximo, resultando em frutos doces semeados por pessoas de almas iluminadas . Isto prova que na seara do amor universal, o que se planta, colhe. E que os semeadores do amor com dedicação perseveram multiplicando-se continuamente através de pessoas que produzem safras de valores humanitários e espirituais.
Amigo José Milbs,


em relação ao belíssimo e histórico texto redigido sobre o centenário de Pierre, li sobre o crime que à época teria sido praticado por Mota Coqueiro, realmente um homem violento e após este fato ficou conhecido como " A fera de Macabu". Este caso é conhecido como o maior erro judiciário do Brasil. Mota Coqueiro foi condenado a morte por enforcamento diante de crime tão hediondo. Pediu misericórdia à Coroa. D. Pedro II indeferiu o pedido determinando que fosse o réu submetido à Forca. Houve a execução. Mais tarde o verdadeiro autor do crime por ocasião da extrema unção, confessou ao Cura ou Bispo a autoria para na ocasião serem envolvido Mota Coqueiro, tudo isso como vingança porque não gostava do fazendeiro e sabia do desentendimento que este teve com as vítimas dias antes da morte. A verdade apareceu e a morte era irreversível. O imperador D. Pedro II, ao tomar conhecimento do grande erro judiciário, quebrou a pena que usou para indeferir o pedido de misericórdia do fazendeiro e aboliu a partir daí a pena de morte no Brasil. Mota Coqueiro foi o último enforcado que a Nação teve. Passou a Monarquia e já estamos na Repúlblica e continua inaplicável a pena de morte no Brasil, cláusula pétrea da Constituição Federal.


Não poderia deixar de manifestar o respeito à memória de um réu inocente que a Justiça errou, condenando-o e, mais a uma pena sem volta. Mota Coqueiro é o grande exemplo de repúdio à pena de morte.

Abraço.

Rita de Cassia:
Parabéns!!!Muito bonito o artigo que homenageia Sr,Pierre,é uma pessoa Querida e bem estimada em Macaé.Seu jornal está bom !!!!Continue....Abraços Rita

2 comentários:

Otilia disse...

Parabéns querido amigo.
Bjus

Jerusa dos S. Brochado disse...

Acabo de ler está matéria , e uma emoção ENORME tomou conta de meu coração .Pois fui aluna do grande mestre S. PIERRE e também tive a felicidade de participar de muitas reuniões no C , Espirita Pedro sob a dieção do seu PIerre. Casa espirita onde meu querido pai Abilio Brochado foi velado pela ocasião de seu retorno ao Mundo Espiritual. Bela e Merecida homena
gem.