Domingo sempre vou até os Bairros distantes da cidade. Em companhia do meu velho amigo Honório José da Silva, revejo alguns dos mais ditantes e novos bairros da Região de petróleo.
Ao comprar um Pão Mineiro e alguns doces, extintos das Padarias enfeitadas da cidade, olhe de soslaio e vejo uma linda vóz das antigas em harmonia com o vento frio que soprava no Bairro. Penso: só pode ser o meu velho amigo da Rua da Boa Vista e das velhas lutas políticas dos anos 70.
Era mesmo o Milcélio. Antes eu tinha visto o Almir Tucun carregando algumas sacolas. Gritei mais "Tucun" olhou para cima. Piquei matutando. Será por que o Almir Vieira Tucun tinha olhado para o alto quando gritei bem perto dele ns janela aberta do barro de Honório.
Milcélio atendeu meu chamado e foi logo me chamando de "Milbon" um apelido carinhoso que ele adaptou ao meu nome José Milbs. 1000 Célio era um dos mais ferrenhos defensores das renovações politicas de nossa região e teve um pequeno mandato de vereador nos bons tempos onde ser vereador era uma obra de maestros politicos que jamais vendia o seu voto...
Bons tempos...
Assim que nos afagamos num abraço ele foi logo dizendo ao amigo que lhe acompanhava; Estava falando em você, Milbon. Dizia ao meu amigo aqui que você é um dos mais inteligentes escritores que já li. E, o olhar de lado ao seu acompanhando, pedia e tinha a confirmação.
Que isso, 1000 Célio. È que somos amigos e ai você não sabe separar isso e me vê com esta inteligência que nasce no afetivo...
Milcélio é um dos mais sérios vultos desta região. Funcionário Público Municipal, ex Sargento do Exército Brasileiro e um cara que não se dá bem onde não existe o cheiro do POVO.
MUdou-se para o Bairro do Aeroporto assim que a cidade e muitos moradores se tornaram diferentes com a chegada do progresso. Preferiu ir morar junto aos moradores simples de bairros simples.
Disse que o Tucun, com ele também estão ficando surdos. È a proximidade dos 80 anos de Histórias, penso e lhe abraço sem deixar que veja minha emoção...
Milcélio leu meus escritos que seriam um livro com o Título O PINGUIN DA RUA DO MEIO e assim se espressou ao final da leitura:
COMENTÁRIO
MILCÉLIO DE AZEVEDO
Com este livro, José Milbs de Lacerda Gama insere-se na Galeria dos Historiadores Macaenses sólida e definitivamente.
Ele nos transporta para uma Macaé , à época provinciana e bucólica, com sua vida de pureza com seus habitantes formando uma grande e amiga família, onde o amor e o respeito recendiam.
José Milbs, com rara felicidade, conseguiu captar , e nos transmitir o clima das ruas e veredas , das classes sociais, a vivência entre as várias e atuais existentes, ao tempo em que Macaé, suas figuras folclóricas, seus educadores, seus formadores de opinião , a formação moral dos seus administradores que tinham na honestidade e no respeito ao erário público motivo do real e justo orgulho.
O Autor nos recorda paisagens com visual já hoje inexistente quando retrata os que foram os barracões da Leopoldina em Imbetiba, a praia, a rua da Praia, do forte, a praça da Luz e as ruas que o progresso modernizou. José Milbs demonstra grande preocupação com o verdadeiro e o humano tendo no existencial . Nos proporciona uma leitura amena, nostálgica para os que vivenciaram a época retratada e conhecimentos históricos para os que não vivenciaram.
Despeço-me de Milcélio, volto ao meu sítio, sento no PCu e escrevo sobre outros vultos de nossas histórias...
MACAÉ NO TEMPO QUE GUILHERME MUSSI TIRAVA UMA SONECA DEBAIXO DE UM FRANBOAYAN NA RUA DA PRAIA...
Pessoas, apelidos, afetos, coisas, vivencia de uma existência alegres de uma cidadezinha de interior RJ
José Milbs de Lacerda Gama.
.............................................................................. Aos meus filhos como única herança material deixo estes relatos. A minha mãe Ecila - minha amiga- muitas saudades e a dúvida/certeza de um reencontro. Ao Euzébio Luiz a gratidão por ter vivido no meu tempo e por me ter proporcionado longas e belas horas de beleza e encantamento que brotavam de seu gargalhar de menino num mundo sempre adulto e tenso.
Aos netos pela curiosa presença e pela chegada num mundo que, ao sair dela, saio com o dever cumprindo de ter sido notado, criticado, amado, curiosamente entendido e no fundo uma feliz certeza que vivi. Vivi um mundo lindo apesar da crueldade de certos humanos...
Das árvores que vi crescer...
Dos amigos que vi deixar de viver...
Das saudades que tive ...e as que não pude ter.
As certezas do existir não sendo...
...È como dizia um jogador de carteados de nome "Zè Ceará" nas frias noites do bar Império: "Nada vale nada"...
É a afirmativa de Frota de que o" Homem é o que é por último" e a contestação de que o "Homem não é",coisas que só nascem e se escutam numa cidadezinha como esta velha Macaé, onde seus antigos moradores ainda ficam "de mal" por longos tempos sem se odiarem.
É a ausência de Lourinho da Telerj, saudades das frases infantis que falam das "agüinhas de chuva". Da tranqüilidade franciscana de Ricardo Madeira, que curte a vida, inteligentemente filosófica, se fingindo comerciante.
Do olhar puro de meu xará Pinguin Mello e suas histórias da Bicuda Grande e Cachoeiras de Macaé. As lendas de "Buzina" o Negro famoso dos anos 50. Do "Vamos ao jogo que trabalho é roubo," nas máximas sonoras que vibram das sinucas enfumaçadas dos cigarros Saratoga, Clarin e Astória, com ou sem ponteiras.
É caminhar pela Télio Barreto e cumprimentar a beleza pura de um senhor Pedrinho Hipólito dos Santos, pai de Wilson. Rever as famílias Midão, Santa Rita e Fundão e as travessuras de Ary de Daimon, falando alegremente das chuvas de pétalas caindo com o cair do teto em noite de medos e risos.
Dos poemas puros do irmão de Celso Mancebo em plena campanha eleitoral.
È poder compartilhar com a simplicidade de Bento, pai do mestre Ângelo e da meiga Ângela, que aos 90 anos, mais parecia um menino a contar histórias de Santa Maria Madalena.
É ver o nascimento de lojas como a de Ary Pozes e Nilda, bem como a chegada em nossa pequena cidade de Ailton, Niltinho e Wilson.
É familiarizar com nomes gigantescos para serem decorados mas que fizeram a história no Século que se foi, Amphilophio, Epaminondas, Lopelina, Diamantino, Philadelphio Aristóteles e tantos outros que deixaram as suas essências espalhadas por toda a comunidade
DUDU TRINDADE
Pode-se esquecer das longas conversas com Dudu Trindade, pondo em nossa presença o tempo de "A Construtora" e de tantas outras lides comerciais que se perderem no tempo mais que está avivado em sua retina aos 80 anos. Seu relato é o relato de uma existência nitidamente macaense e quando deixa escapar a emoção ela vem cheia de orgulho de seu tempo de caserna num tempo se foi nos anos 40 mais que permanece vivo no inicio do século de 2006 com o mesmo vigor que ornava sua existência numa cidade cheia de histórias para serem contada e ouvida.
A existeência de Seu Eduardo Trindade Coêlho é a presença vida de uma cidade Puramente infantil. Seus olhos brilham ao relato de andanças pelas matas em busca de caças, das pescarias e dos homens de bem de seu tempo. Deixa uma legião de filhos, netos, bisnetos e, teve a felicidade em vida, como poucos, de olhar um tataraneto. Ainda está de pé aos 82 anos, feitos, segundo ele, no Dia do Soldado, 24 de Agosto, quando abre o coraçao e relembra seus feitos como jugdor de futebol, nos Quartéis do Rio e de Macaé.
APELIDOS
Onde a gente encontra um apelido como "Caco de Vidro" e, quando você pergunta, ao próprio da origem, ele diz que é por ser muito magro e transparente. Uma resposta que prova o afetivo carinhoso dos autores de tantos e muitos que se chamam, apelidamente, por toda a dimensão histórica da cidade.
AROEIRA
As gaiolas, feitas com docilidade vindas das mãos artesanais de Gadugê-da-Aroeira, pai de Mazinho Sapateiro. Poder ir na Pedreira de Luiz de Lima e molhar as mãos nas águas puras de Atalaia que tinha fila de gente pegando Moringas e levando para suas casas. Água que não corre mais nas nascentes deste lugar, sagradamente histórico, e que se acabou.
Ainda se pode conversar com gente que lembra de dona Carolina fundadora da Acadêmico da Aroeira onde as lembranças do bairro mais antigo de Macaé se esbarram em saudades de Alzemiro Rocha, tamanqueiro do Silvino Frota e em Álvaro Gordo que deixa dezenas de descendentes espalhados por todo seguimento dos Morros do Lazaredo e São Jorge.
IMBETIBA
A elegância do Aurélio Soares ainda reflete nos seus descendentes que conservam a magistrada da casa onde morou com dona Dolores da Escola Isolada I dos cajueiros. Era ali que eu, menino de calças curtas, aos 9 anos ia para os primeiros acordes de um conhecimento passada com soberba maestria. A vala ficou escondida por obra do Prefeito Cláudio Moacyr. A casa de seu Aurélio ainda esta lá com Dalva teimando em manter o belo apesar do feio esta rondando toda a região de Imbetiba.
O NORDESTE
Macaé tinha poucos nordestinos nos anos 50. Barbosa do Tenys. Doutor Djalma, Sergipe da Boa Vista, Os Peixoto do Valle, os Maias, Adonias, Sargento Pereira, Seu Pirys, sargento pai de Jacyra e Wilson na Rua do Meio e mais outros que, no decorrer do fuxicamento da memória, vou desfilando no desenrolar destes escritos.
O MUSSI DE SONO PURO
As pessoas tiravam madornas e longos cochilos em jardins, praças sem a preocupação dos terríveis assaltos chegados com o aumento da diferenciação social e o progresso.
Como brotava o fruto da cândida liberdade ao ver Guilherme Mussi caminhar até a "Rua da Praia", deitar-se no encostativo de uma figueira e tirar longa e roncoso soneca. Duas horas, depois Guilherme voltava a caminhar, cumprimentava Fanor, Manel do Rainha e, compassadamente como quem estivesse vindo de um sonho e, flutuando nos pensamentos distantes, abria o seu Bazar Esportiva "Dois Irmãos".
Guilherme e Luiz fizeram, com suas presenças vivas e saudosas muitas histórias nas tardes empoeiradas das ruas macaenses na metade do século passado. As poucas vezes que ainda me encontro com o grande Sebas ainda podemos saber das belezas destas recordativas presença no mundo que a Saudade Distancía...
DANIEL ALFAIATE
A inocência comercial de Ailton Silva, filho do mestre em alfaiataria Daniel Silva irmão de Honório, que criou uma firma de eletrodomésticos. Relacionou centenas de conhecidos e achou que ia tê-los como clientes. Doce sonho bairrista. Esquecido de que "santo de casa não fazia milagres," viu apenas uns 4 ou 5 amigos comprarem em sua loja. Mesmo assim não perdeu seu carinho por esta terra.
DONA LAURINDA
É Passar na Praça Veríssimo de Mello e ser reconhecido pela voz e saudado numa "boa tarde" ou "bom dai" vindos de dona Laurinda, esposa de seu João Clímaco, ou pela esposa de Filhinho Drumond com o mesmo reconhecimento de voz.
Dona Laurinda contava as viagens que ela fez com dona Deuzinha mãe de Jair e Jorge. Não havia tempo a ter corrido. O caminhar pelas ruas eram o campassado que vinha na própria existencia da natureza mornal, calma e devagar que habitava todo o conteúdo homem/naureza.
DUBOC FILHO
E as loucuras de Luiz Fernando Duboc, com sua inteligência aguçada e sua participação nos carnaváis debaixo do "Boi Pintadinho"? Quem seria, senão o alegre Duboc, que pararia o Boi por alguns minutos em frente ao Palanque Oficial e, enquanto os carnavalescos gritavam: "boi.... boi.... oaoaaaa, uoaaa... boiii... Duboc calmamente fazia o "boi andar" deixando, para quem quisesse sentir, o cheiro de um cocô verdadeiramente contestativo e inteligente. Dubuc Filho estava dando sua resposta aos desmandos oficiais dos anos 70.
ALGAS OU BALSEDOS?
Educado que fui nas minhas andanças pela Praia de Imbetiba sempre pensei que, aquela cor esverdeada que ornava a pedra em frente ao Hotel, era balsedo PodeM perguntar a todos os estudantes dos anos 50 e 60 e os ex- alunos do SENAI. Eles confirmarão a existência deste verde lindamente escorregadío e fofo. Era uma Bacia que se formava onde as mães podiam bricar com as crianças e estas, escorrgavam neste esverdeado lindo e de fofura iniqualável que nos estrava mente a dentro e adormeçe em todas que podem ainda pensar e viver.
Soube por Milcélio que o nome é Alga Verde e que balsedo é outra coisa. Ao seu lado "Zé Caraca", atento as conversas, confirma o fato. Fica, no entanto, "Balsedo" como apelido das saudades lindas de ondas que nunca mais virão molhar a velha pedra e a f eia Imbetiba dos anos 2006.
SORRISO DOS CAJUEIROS
Como dizia o sorridente Zé Macaco, irmão de Celma, Helinho Cabral e filho de seu Anselmo Cabral."Nunca teremos na vida o sorriso puro de "Sorriso" que ornamentava as ruas dos Cajueiros com seus passos largos num pé 46".Pode alguém se esquecer do olhar meigo e que trazia abraços e afagos energéticamente mornado pelo amor, vindo do negro "Zé Macaco"?
AZAR DE PONTA E LILICO
E "Azar de Ponta"? Onde andará? As idas e vindas de Lilico no Belas Artes sempre em busca de uma roda de pontinho ou do carteado campista? São personagens de uma cidadezinha de interior que, sempre afirmo, existe em todas deste Brasil a fora. Com outors nomes e apelidos, mais esão vivificados nas mem´rias. Olhe os leitores que apelido: Azar de Ponta. Pode? Mais existiu msmo.
CIRROSE"s BAR
O nome de "Cirrose's Bar" a um "point"que ficava perto da Estação de Trens, perto da casa de Rosane, Renê e que os ditos portadores da dita cirrose eram habituês . Sim. tinha isto tudo nesta cidade . Pior que os frequentadores jamais imaginavam que o nome voava de boca em boca e os olhares sempre vinham carregados de irônica/tristeza.
BENÇA MAMÃE
E "Benção Mamãe"? o meigo "Curuja"? E o velho "Patureba"? E a inesquecível dona Alice Salgado com sua sobrinha rota e de negritude cor que a acompanhava fizesse sol ou chuva?
"Zé Poleiro", "Cobra D'Água", "Pé de Pato", "Cabeça de Bagre", Vicente "Barra-Lagôa", "l001", "Diabo Comendo Mariola", "Walter Talhadeira", "Martelinho" estão ai para que um folclore, dos mais chegados, possam avaliar os sobre postos aos verdadeiros nomes que seriam forma mais fiel do chamamento nas ruas e o atendimentos por quem estes apelidos eram tidos.
Apelidos que eram uma espécie de cara/vista por quem os punha de uma forma artísticamente moldada na forma de rostos e gestos no dia a dia do cotidiano.
Ver e olhar o "Diabo Comendo Mariola" e olhar para o andar "de l5 pras 3" e saber o quanto a certeza do parecimento se concretizam na forma e no chamamento que o dono atende.
O mais interessante é ver, estes portadores de nomes apelidados, atenderem o chamamento como se deles fossem donos reais. E "Sorriso" o negro dos Cajueiros que atendia como tal.?Podia existir tanta beleza e alegria ao saudá-lo? E "Cata Quiabo" do "Morro do Carvão"? sempre atento as políticas e a família que se espalhou por todo o "Alto dos Cajueiros" e se estende por toda a cidade.
É desta Macaé, que vi em minhas andanças, que busco retratar da forma mais real que puder. Até porque estes fazem ou fizeram parte viva de vivencias que ainda guardo nas lembranças de infâncias e adolescências revividas.
(texto do Pinguin da Rua do Meio)
COMENTÁRIO
MILCÉLIO DE AZEVEDO
Com este livro, José Milbs de Lacerda Gama insere-se na Galeria dos Historiadores Macaenses sólida e definitivamente.
Ele nos transporta para uma Macaé , à época provinciana e bucólica, com sua vida de pureza com seus habitantes formando uma grande e amiga família, onde o amor e o respeito recendiam.
José Milbs, com rara felicidade, conseguiu captar , e nos transmitir o clima das ruas e veredas , das classes sociais, a vivência entre as várias e atuais existentes, ao tempo em que Macaé, suas figuras folclóricas, seus educadores, seus formadores de opinião , a formação moral dos seus administradores que tinham na honestidade e no respeito ao erário público motivo do real e justo orgulho.
O Autor nos recorda paisagens com visual já hoje inexistente quando retrata os que foram os barracões da Leopoldina em Imbetiba, a praia, a rua da Praia, do forte, a praça da Luz e as ruas que o progresso modernizou. José Milbs demonstra grande preocupação com o verdadeiro e o humano tendo no existencial . Nos proporciona uma leitura amena, nostálgica para os que vivenciaram a época retratada e conhecimentos históricos para os que não vivenciaram.
MACAÉ NO TEMPO QUE GUILHERME MUSSI TIRAVA UMA SONECA DEBAIXO DE UM FRANBOAYAN NA RUA DA PRAIA...
Pessoas, apelidos, afetos, coisas, vivencia de uma existência alegres de uma cidadezinha de interior RJ
José Milbs de Lacerda Gama.
.............................................................................. Aos meus filhos como única herança material deixo estes relatos. A minha mãe Ecila - minha amiga- muitas saudades e a dúvida/certeza de um reencontro. Ao Euzébio Luiz a gratidão por ter vivido no meu tempo e por me ter proporcionado longas e belas horas de beleza e encantamento que brotavam de seu gargalhar de menino num mundo sempre adulto e tenso.
Aos netos pela curiosa presença e pela chegada num mundo que, ao sair dela, saio com o dever cumprindo de ter sido notado, criticado, amado, curiosamente entendido e no fundo uma feliz certeza que vivi. Vivi um mundo lindo apesar da crueldade de certos humanos...
Das árvores que vi crescer...
Dos amigos que vi deixar de viver...
Das saudades que tive ...e as que não pude ter.
As certezas do existir não sendo...
...È como dizia um jogador de carteados de nome "Zè Ceará" nas frias noites do bar Império: "Nada vale nada"...
É a afirmativa de Frota de que o" Homem é o que é por último" e a contestação de que o "Homem não é",coisas que só nascem e se escutam numa cidadezinha como esta velha Macaé, onde seus antigos moradores ainda ficam "de mal" por longos tempos sem se odiarem.
É a ausência de Lourinho da Telerj, saudades das frases infantis que falam das "agüinhas de chuva". Da tranqüilidade franciscana de Ricardo Madeira, que curte a vida, inteligentemente filosófica, se fingindo comerciante.
Do olhar puro de meu xará Pinguin Mello e suas histórias da Bicuda Grande e Cachoeiras de Macaé. As lendas de "Buzina" o Negro famoso dos anos 50. Do "Vamos ao jogo que trabalho é roubo," nas máximas sonoras que vibram das sinucas enfumaçadas dos cigarros Saratoga, Clarin e Astória, com ou sem ponteiras.
É caminhar pela Télio Barreto e cumprimentar a beleza pura de um senhor Pedrinho Hipólito dos Santos, pai de Wilson. Rever as famílias Midão, Santa Rita e Fundão e as travessuras de Ary de Daimon, falando alegremente das chuvas de pétalas caindo com o cair do teto em noite de medos e risos.
Dos poemas puros do irmão de Celso Mancebo em plena campanha eleitoral.
È poder compartilhar com a simplicidade de Bento, pai do mestre Ângelo e da meiga Ângela, que aos 90 anos, mais parecia um menino a contar histórias de Santa Maria Madalena.
É ver o nascimento de lojas como a de Ary Pozes e Nilda, bem como a chegada em nossa pequena cidade de Ailton, Niltinho e Wilson.
É familiarizar com nomes gigantescos para serem decorados mas que fizeram a história no Século que se foi, Amphilophio, Epaminondas, Lopelina, Diamantino, Philadelphio Aristóteles e tantos outros que deixaram as suas essências espalhadas por toda a comunidade
DUDU TRINDADE
Pode-se esquecer das longas conversas com Dudu Trindade, pondo em nossa presença o tempo de "A Construtora" e de tantas outras lides comerciais que se perderem no tempo mais que está avivado em sua retina aos 80 anos. Seu relato é o relato de uma existência nitidamente macaense e quando deixa escapar a emoção ela vem cheia de orgulho de seu tempo de caserna num tempo se foi nos anos 40 mais que permanece vivo no inicio do século de 2006 com o mesmo vigor que ornava sua existência numa cidade cheia de histórias para serem contada e ouvida.
A existeência de Seu Eduardo Trindade Coêlho é a presença vida de uma cidade Puramente infantil. Seus olhos brilham ao relato de andanças pelas matas em busca de caças, das pescarias e dos homens de bem de seu tempo. Deixa uma legião de filhos, netos, bisnetos e, teve a felicidade em vida, como poucos, de olhar um tataraneto. Ainda está de pé aos 82 anos, feitos, segundo ele, no Dia do Soldado, 24 de Agosto, quando abre o coraçao e relembra seus feitos como jugdor de futebol, nos Quartéis do Rio e de Macaé.
APELIDOS
Onde a gente encontra um apelido como "Caco de Vidro" e, quando você pergunta, ao próprio da origem, ele diz que é por ser muito magro e transparente. Uma resposta que prova o afetivo carinhoso dos autores de tantos e muitos que se chamam, apelidamente, por toda a dimensão histórica da cidade.
AROEIRA
As gaiolas, feitas com docilidade vindas das mãos artesanais de Gadugê-da-Aroeira, pai de Mazinho Sapateiro. Poder ir na Pedreira de Luiz de Lima e molhar as mãos nas águas puras de Atalaia que tinha fila de gente pegando Moringas e levando para suas casas. Água que não corre mais nas nascentes deste lugar, sagradamente histórico, e que se acabou.
Ainda se pode conversar com gente que lembra de dona Carolina fundadora da Acadêmico da Aroeira onde as lembranças do bairro mais antigo de Macaé se esbarram em saudades de Alzemiro Rocha, tamanqueiro do Silvino Frota e em Álvaro Gordo que deixa dezenas de descendentes espalhados por todo seguimento dos Morros do Lazaredo e São Jorge.
IMBETIBA
A elegância do Aurélio Soares ainda reflete nos seus descendentes que conservam a magistrada da casa onde morou com dona Dolores da Escola Isolada I dos cajueiros. Era ali que eu, menino de calças curtas, aos 9 anos ia para os primeiros acordes de um conhecimento passada com soberba maestria. A vala ficou escondida por obra do Prefeito Cláudio Moacyr. A casa de seu Aurélio ainda esta lá com Dalva teimando em manter o belo apesar do feio esta rondando toda a região de Imbetiba.
O NORDESTE
Macaé tinha poucos nordestinos nos anos 50. Barbosa do Tenys. Doutor Djalma, Sergipe da Boa Vista, Os Peixoto do Valle, os Maias, Adonias, Sargento Pereira, Seu Pirys, sargento pai de Jacyra e Wilson na Rua do Meio e mais outros que, no decorrer do fuxicamento da memória, vou desfilando no desenrolar destes escritos.
O MUSSI DE SONO PURO
As pessoas tiravam madornas e longos cochilos em jardins, praças sem a preocupação dos terríveis assaltos chegados com o aumento da diferenciação social e o progresso.
Como brotava o fruto da cândida liberdade ao ver Guilherme Mussi caminhar até a "Rua da Praia", deitar-se no encostativo de uma figueira e tirar longa e roncoso soneca. Duas horas, depois Guilherme voltava a caminhar, cumprimentava Fanor, Manel do Rainha e, compassadamente como quem estivesse vindo de um sonho e, flutuando nos pensamentos distantes, abria o seu Bazar Esportiva "Dois Irmãos".
Guilherme e Luiz fizeram, com suas presenças vivas e saudosas muitas histórias nas tardes empoeiradas das ruas macaenses na metade do século passado. As poucas vezes que ainda me encontro com o grande Sebas ainda podemos saber das belezas destas recordativas presença no mundo que a Saudade Distancía...
DANIEL ALFAIATE
A inocência comercial de Ailton Silva, filho do mestre em alfaiataria Daniel Silva irmão de Honório, que criou uma firma de eletrodomésticos. Relacionou centenas de conhecidos e achou que ia tê-los como clientes. Doce sonho bairrista. Esquecido de que "santo de casa não fazia milagres," viu apenas uns 4 ou 5 amigos comprarem em sua loja. Mesmo assim não perdeu seu carinho por esta terra.
DONA LAURINDA
É Passar na Praça Veríssimo de Mello e ser reconhecido pela voz e saudado numa "boa tarde" ou "bom dai" vindos de dona Laurinda, esposa de seu João Clímaco, ou pela esposa de Filhinho Drumond com o mesmo reconhecimento de voz.
Dona Laurinda contava as viagens que ela fez com dona Deuzinha mãe de Jair e Jorge. Não havia tempo a ter corrido. O caminhar pelas ruas eram o campassado que vinha na própria existencia da natureza mornal, calma e devagar que habitava todo o conteúdo homem/naureza.
DUBOC FILHO
E as loucuras de Luiz Fernando Duboc, com sua inteligência aguçada e sua participação nos carnaváis debaixo do "Boi Pintadinho"? Quem seria, senão o alegre Duboc, que pararia o Boi por alguns minutos em frente ao Palanque Oficial e, enquanto os carnavalescos gritavam: "boi.... boi.... oaoaaaa, uoaaa... boiii... Duboc calmamente fazia o "boi andar" deixando, para quem quisesse sentir, o cheiro de um cocô verdadeiramente contestativo e inteligente. Dubuc Filho estava dando sua resposta aos desmandos oficiais dos anos 70.
ALGAS OU BALSEDOS?
Educado que fui nas minhas andanças pela Praia de Imbetiba sempre pensei que, aquela cor esverdeada que ornava a pedra em frente ao Hotel, era balsedo PodeM perguntar a todos os estudantes dos anos 50 e 60 e os ex- alunos do SENAI. Eles confirmarão a existência deste verde lindamente escorregadío e fofo. Era uma Bacia que se formava onde as mães podiam bricar com as crianças e estas, escorrgavam neste esverdeado lindo e de fofura iniqualável que nos estrava mente a dentro e adormeçe em todas que podem ainda pensar e viver.
Soube por Milcélio que o nome é Alga Verde e que balsedo é outra coisa. Ao seu lado "Zé Caraca", atento as conversas, confirma o fato. Fica, no entanto, "Balsedo" como apelido das saudades lindas de ondas que nunca mais virão molhar a velha pedra e a f eia Imbetiba dos anos 2006.
SORRISO DOS CAJUEIROS
Como dizia o sorridente Zé Macaco, irmão de Celma, Helinho Cabral e filho de seu Anselmo Cabral."Nunca teremos na vida o sorriso puro de "Sorriso" que ornamentava as ruas dos Cajueiros com seus passos largos num pé 46".Pode alguém se esquecer do olhar meigo e que trazia abraços e afagos energéticamente mornado pelo amor, vindo do negro "Zé Macaco"?
AZAR DE PONTA E LILICO
E "Azar de Ponta"? Onde andará? As idas e vindas de Lilico no Belas Artes sempre em busca de uma roda de pontinho ou do carteado campista? São personagens de uma cidadezinha de interior que, sempre afirmo, existe em todas deste Brasil a fora. Com outors nomes e apelidos, mais esão vivificados nas mem´rias. Olhe os leitores que apelido: Azar de Ponta. Pode? Mais existiu msmo.
CIRROSE"s BAR
O nome de "Cirrose's Bar" a um "point"que ficava perto da Estação de Trens, perto da casa de Rosane, Renê e que os ditos portadores da dita cirrose eram habituês . Sim. tinha isto tudo nesta cidade . Pior que os frequentadores jamais imaginavam que o nome voava de boca em boca e os olhares sempre vinham carregados de irônica/tristeza.
BENÇA MAMÃE
E "Benção Mamãe"? o meigo "Curuja"? E o velho "Patureba"? E a inesquecível dona Alice Salgado com sua sobrinha rota e de negritude cor que a acompanhava fizesse sol ou chuva?
"Zé Poleiro", "Cobra D'Água", "Pé de Pato", "Cabeça de Bagre", Vicente "Barra-Lagôa", "l001", "Diabo Comendo Mariola", "Walter Talhadeira", "Martelinho" estão ai para que um folclore, dos mais chegados, possam avaliar os sobre postos aos verdadeiros nomes que seriam forma mais fiel do chamamento nas ruas e o atendimentos por quem estes apelidos eram tidos.
Apelidos que eram uma espécie de cara/vista por quem os punha de uma forma artísticamente moldada na forma de rostos e gestos no dia a dia do cotidiano.
Ver e olhar o "Diabo Comendo Mariola" e olhar para o andar "de l5 pras 3" e saber o quanto a certeza do parecimento se concretizam na forma e no chamamento que o dono atende.
O mais interessante é ver, estes portadores de nomes apelidados, atenderem o chamamento como se deles fossem donos reais. E "Sorriso" o negro dos Cajueiros que atendia como tal.?Podia existir tanta beleza e alegria ao saudá-lo? E "Cata Quiabo" do "Morro do Carvão"? sempre atento as políticas e a família que se espalhou por todo o "Alto dos Cajueiros" e se estende por toda a cidade.
É desta Macaé, que vi em minhas andanças, que busco retratar da forma mais real que puder. Até porque estes fazem ou fizeram parte viva de vivencias que ainda guardo nas lembranças de infâncias e adolescências revividas.
(texto do Pinguin da Rua do Meio)
COMENTÁRIO
MILCÉLIO DE AZEVEDO
Com este livro, José Milbs de Lacerda Gama insere-se na Galeria dos Historiadores Macaenses sólida e definitivamente.
Ele nos transporta para uma Macaé , à época provinciana e bucólica, com sua vida de pureza com seus habitantes formando uma grande e amiga família, onde o amor e o respeito recendiam.
José Milbs, com rara felicidade, conseguiu captar , e nos transmitir o clima das ruas e veredas , das classes sociais, a vivência entre as várias e atuais existentes, ao tempo em que Macaé, suas figuras folclóricas, seus educadores, seus formadores de opinião , a formação moral dos seus administradores que tinham na honestidade e no respeito ao erário público motivo do real e justo orgulho.
O Autor nos recorda paisagens com visual já hoje inexistente quando retrata os que foram os barracões da Leopoldina em Imbetiba, a praia, a rua da Praia, do forte, a praça da Luz e as ruas que o progresso modernizou. José Milbs demonstra grande preocupação com o verdadeiro e o humano tendo no existencial . Nos proporciona uma leitura amena, nostálgica para os que vivenciaram a época retratada e conhecimentos históricos para os que não vivenciaram.
Edito o jornal O REBATE desde 1968, buscando escrever as histórias e fatos que podem levar as pessoas ao caminho belo de suas lembranças. Faço isso como o objetivo de deixar para as gerações futuras textos que possam servir de encantamento e pesquisas de pessoas que viveram nos anos em que vivi.
Boas vindas
Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)
27.7.09
22.7.09
Benjamin Constant morou em Macaé:

- Benjamin Constant:
A proteção da família da Viscondessa de Macaé proporcionou ao 1° tenente Botelho de Magalhães a tentativa de um estabelecimento na cidade desta denominação (Macaé), onde ainda entregou-se ao professorado. Aí foi batizado o seu primogênito em 26 de março de 1837, dando-lhe o pai por patrono subjetivo Benjamin Constant, o célebre publicista do constitucionalismo de quem era entusiasta.
“Benjamin Constant veio ao mundo no porto do Meyer, freguesia de S. Lourenço do Município de Niterói, no dia em que a Igreja Positivista comemora Duclos, o moralista adjunto do grande pensador que resume o glorioso movimento espiritual no século XVIII - Diderot (18 de Outubro de 1836). Seu pai, Leopoldo Henrique de Magalhães Botelho, natural da Torre de Moncorvo, assentara praça voluntariamente, com vinte anos de idade, no regimento provisório de Portugal em 21 de novembro de 1821. (...)
Português por seu pai, Benjamin Constant já era brasileiro por sua mãe, D. Bernardina Joaquina da Silva Guimarães, natural do Rio Grande do Sul. Em 1836 quando nasceu o futuro Fundador da República na raça portuguesa, dirigia seu pai uma escola particular, onde ensinava primeiras letras, gramática portuguesa e latim. Escassos sendo, os recursos que daí auferia, porque a maior parte dos discípulos era pobre, viu-se obrigado a procurar outra profissão, apesar da verdadeira satisfação com que seguia o magistério. A proteção da família da Viscondessa de Macaé proporcionou ao 1° tenente Botelho de Magalhães a tentativa de um estabelecimento na cidade desta denominação (Macaé), onde ainda entregou-se ao professorado. Aí foi batizado o seu primogênito em 26 de março de 1837, dando-lhe o pai por patrono subjetivo Benjamin Constant, o célebre publicista do constitucionalismo de quem era entusiasta. (...)
De Macaé passou-se a família de Benjamin para Majé, onde aprendeu este o abc com o vigário da Freguesia; e depois para Petrópolis onde seu pai ensaiou a vida industrial estabelecendo uma padaria. E já pelo desejo de ser o mestre do filho, por quem era extremoso e em quem depositava as maiores esperanças, já atendendo às suas inclinações pedagógicas, abriu novamente a sua escola. Conta-se que já então Benjamin auxiliava o pai nas suas funções de professor, o que sem dúvida deve ter concorrido para a predileção que mais tarde revelou pelo magistério.
Em Petrópolis não sendo mais feliz do que fora em Niterói, porque o seu gênio bondoso levava-o a repartir gratuitamente pelos pobres da vizinhança os frutos de sua indústria e as suas lições, aceitou o pai de Benjamin Constant o convite do então Barão de Laje, que o estimava e o considerava muito, e passou a administrar uma fazenda deste em Minas, mediante a partilha dos lucros. Foi aí que a família de Benjamin Constant encontrou os seus melhores dias. Mas essa felicidade durou pouco tempo. A 15 de Outubro de 1849 sucumbiu o seu chefe após oito dias de moléstia e no dia seguinte era sepultado na capela de S. José da Paraibuna, deixando à pobre e desolada esposa cinco filhos, cujo mais velho apenas em vésperas de completar treze anos.
(...) Com o auxílio de uma amiga, fazendeira de Minas, a Sra. D. Bernardina Vale Amado, que lhe pagava o aluguel da casa, pode a mãe de Benjamin Constant estabelecer-se nesta cidade, onde com o produto de seu trabalho, aumentava o modesto meio soldo de seu marido. Aqui a encontramos em Agosto de 1850.
Benjamin Constant, cuja atividade teórica, fora despertada por seu pai, já ensinando-lhe a gramática portuguesa, o latim e o cálculo elementar, já acenando-lhe porventura com a glória das profissões espirituais e com a melhoria que daí proviria para a sua situação doméstica, deu-se pressa em angariar os meios de continuar os seus estudos, apenas aqui chegou. Neste intuito dirigiu-se a um antigo conhecido de seu pai que muitas promessas de auxílio e proteção fizera à sua família. O amigo, porém, depois de pensar algum tempo, aconselhou-o a seguir um ofício, talvez como o meio de ser em mais curto prazo útil aos seus. Ofereceu-lhe arranjá-lo como servente de pedreiro, com o projeto de formar dele um bom oficial. Benjamin retirou-se calado, mas ferido no seu amor próprio; e quando mais tarde foi promovido a alferes, apresentou-se fardado ao referido amigo, cujo comprimento recusou, dizendo-lhe que apenas o procurava para provar-lhe que tinha aptidão, não para ser um oficial de pedreiro, mas um oficial do exército brasileiro.
(...) Frustrado nessa tentativa, não desanimou o jovem fluminense. Apelou para a família Andrade Pinto, e por intermédio de um dos seus membros alcançou ser admitido em umas aulas mantidas pelos frades beneditinos. Os seus progressos foram rápidos; em breve era ele auxiliar dos professores de latim e matemática elementar, encarregando-se de dirigir as classes mais atrasadas. Consta também que por esse tempo frequentou o Colégio Coruja, sendo passado por este professor, o atestado com que requereu para ser admitido a exames preparatórios na Escola Militar afim de seguir o curso de infantaria. Matriculou-se como voluntário em 28 de, Fevereiro de 1852, (...) os que tivessem dois anos aprovados plenamente e se houvessem distinguido nos exercícios práticos com aplicação e aproveitamento eram promovidos a alferes, com os vencimentos do soldo correspondente ao mesmo posto.
A vista de semelhantes vantagens, Benjamin Constant no duplo intuito de auxiliar o. sustento de sua família e de proporcionar-se os meios materiais indispensáveis ao prosseguimento de seus estudos, assentou praça no 1° Regimento de Cavalaria, em 1° de Abril de 1852.
(...) foi aprovado plenamente a 28 de Novembro de 1854.
(...) Nesse ano encetou Benjamin a sua carreira do magistério como explicador de matemática elementar aos alunos da Escola Militar”. (Mendes)
- O Mestre Amado (Rondon)
“Foste, Benjamin Constant, o meu Mestre Amado - que a todos se impunha pela extensão do cultivo intelectual, pela integridade do caráter diamantino, pela pureza do coração. Trato ameno aureolado de doçura e bondade, absoluta e sincera franqueza, realçavam aqueles predicados. E a todos, Mestre, inspiravas veneração.
Transfigurou-te o 15 de Novembro, fazendo-te ultrapassar-te a ti próprio, para chegares a ser o patriota que soube pôr uma sedição militar a serviço dos anseios da jovem nacionalidade, tão nobremente expressos desde Tiradentes e reafirmados em José Bonifácio ‘...o grande Andrada, esse arquiteto ousado que amassa um povo na robusta mão’. Soubeste orientar esses anseios no sentido da meta da evolução humana: a Fraternidade Universal.
E tanto é verdade que o amor supera em valor a inteligência, que não foi pela tua ciência e sim pela tua devoção à Pátria e à Humanidade que penetraste no Panteon da Imortalidade: ‘O Fundador da República, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, passou da vida objetiva à imortalidade a 22 de janeiro de 1891. O Povo Brasileiro, pelos seus representantes no Congresso Constituinte, se desvanece de lhe ser facultada a glória de apresentar este belo modelo de virtudes aos seus. futuros presidentes’ - tais são os termos da moção unanimemente aprovada na sessão em que se elegeu o primeiro Presidente da República Brasileira, a 25 de fevereiro de 1891.
Assim me ensinaste a nortear minha vida pelo ideal de servir a Humanidade, servindo à Pátria e à Família.
Refletia-se a nobreza moral de Benjamin Constant no porte, nas maneiras, na voz, na correta simplicidade do trajar, o que o tornava um dos homens de mais encantadora presença. Disse Teixeira Mendes que com ele privou: ‘pode-se assegurar que aquele que só o conhecesse pela fama de seus dotes morais e mentais, não teria a mínima decepção ao encontrá-lo pela primeira vez, pois não descobriria a menor discordância entre sua imagem e o tipo ideado para localizar tais qualidades- quiçá a realidade excedesse a expectativa’.
Tinha Benjamin Constant pouco mais de vinte anos. Foi quando se deu ruidoso incidente escolar de que resultou ser ele preso na Fortaleza de Santa Cruz.
Surgiram suspeitas sobre a probidade dos alunos da Escola Militar, traduzidas em ordem do dia do Comandante, lida em formatura geral. Avançou Benjamin Constant para o oficial que a lia, arrebatou-lha das mãos e, calcando-a aos pés, disse:
- Esta ordem do dia é um insulto para os alunos!
Sete vezes entrara Benjamin Constant em concurso para a cadeira de matemática e fora classificado em primeiro lugar, sendo que, numa das vezes, um dos examinadores, o Dr. Augusto Dias Carneiro, notável pelo saber e pela probidade, propôs a curiosa e expressiva classificação: ‘Em 1° lugar, com distinção, o Bacharel Benjamin Constant Botelho de Magalhães; em 2° lugar, ninguém; em 3.° lugar, ninguém, etc... em seguida, o outro candidato’. Ainda assim, fora Benjamin, mais uma vez, preterido.
Vago, mais tarde, o cargo de catedrático da Escola Militar, a que tinha direito Benjamin Constant, determinou o Imperador que fosse a cadeira posta em concurso. Todas as vezes que o Imperador se encontrava com Benjamin, insistia para que concorresse, ao que respondia ele sempre negativamente, uma vez que já dera provas cabais em público, nos sete concursos a que se submetera. Por fim, já impaciente, perguntou ao Imperador que novamente insistia, dizendo ser o concurso mera formalidade:
- Nomear-me-ia Vossa Majestade no caso de me resolver a concorrer?
- Claro .que sim!
- Pois andaria muito mal Vossa Majestade porque, aquiescendo eu afinal, depois do que lhe tenho dito e redito, daria péssima prova de caráter, o que me inibiria de poder bem.cumprir os elevados deveres do professorado.
Caracteriza Benjamin Constant a sua atitude em relação à Família Imperial, à qual devia reiteradas provas de consideração, inclusive o convite para lecionar as filhas e netos do Imperador.
Uma vez proclamada a República, partindo do princípio que a revolução visava à instituição e não às pessoas, cuidou Benjamin Constant não só de cercar de atenções a Família Imperial, como de acautelar escrupulosamente seus bens e propriedades, organizando para isso uma comissão de pessoas de reconhecida probidade e fielmente dedicadas ao trono. Sugeriu, além disso, que o Governo Provisório desse ao Imperador a ajuda de custo de 5.000 contos de réis, para que se estabelecesse na Europa. Recusou-se o Imperador a aceitá-la, mandando devolver o cheque, que, à sua revelia, recebera o Conde D’Eu, no Brasil”. (Viveiros)
Fontes:
VIVEIROS, Esther de – Rondon conta sua vida - Brasil, Rio de Janeiro, 1958 – Livraria São José.
MENDES, R. Teixeira Mendes – Benjamin Constant - Brasil, Rio de Janeiro,1892 – Igreja Positivista do Brasil.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
17.7.09
Dolores Duran tinha um carinho com Macaé onde sua mãe nasceu.
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DOLORES DURAN EM MÚSICA MEDIÚNICA
No dia em que completava 30 anos de seu desenlace, em reunião pública acontecida no GEMFJ de Betim, MG, a compositora carioca Dolores Duran compareceu, através da mediunidade de Arael Magnus, trazendo uma bela melodia com significativa letra, "Débitos".
Dolores, que nasceu Adiléia da Silva Rocha, ficou famosa pela beleza e romantismo de canções que até hoje são consideradas clássicos da MPB. A autora de "A Noite de Meu Bem", "O Barquinho", "Tristeza", Castigo e muitas outras, passava a compor, desta feita, através do Projeto Alfa que é dirigido na espiritualidade pelo Padre Aldo, religioso holandês que viveu no início do século XX na cidade de Conquista próxima a Sacramento (ambas em Minas), onde teve estreito relacionamento com o destacado médium Eurípedes Barsanulfo. O projeto Alfa (Almas Libertas Francisco de Assis) congrega espíritos que em vida desfrutaram de talentos poético-musicais, e agora compõem músicas que "edificam consciências e esclarecem cantando". Atualmente são 1604 músicas recebidas de cerca de 450 compositores e poetas (até Junho de 2009), tendo sido as peças gravadas em cds, fitas e dvds, com os direitos revertidos para obras sociais, como a Casa do Berço, em Sabará.
O médium Arael Magnus, que é Regente de Coral e Professor de Música, faz os arranjos e a Orquestração. Dolores Duran já enviou mais de 30 músicas, todas elas enfocando situações de vida comum, muitas vivenciadas pela mesma quando de sua estada na Terra. "Dèbitos" foi a primeira que ela enviou, e aí se percebem o talento, a métrica, a cadência e harmonia formidáveis, característicos da grande compositora carioca, que, em vida tinha um especial carinho com a cidade de Macaé, onde viveu sua mãe. Ouça a obra de Dolores Duran e avalie. Na noite da reunião, o presidente da casa espírita em Betim, Ramon Aguiar informou que pela mediunidade viu Dolores, feliz, serena, usando longo vestido azul, como se estivesse se apresentando em noite de gala. E pela beleza da música, realmente era. Clique no link
http://www.youtube.com/tvintermedium?gl=BR&hl=pt
Para O Rebate- Arael Magnus-
16.7.09
pensamento de uma menina que também é minha filha


pensamentos de uma menina-moça
quando eu era menina pensava como minha mae
era importante para mim
o quanto eu precisava de seus carinhos e sua atençao
mas nao o tinha, pois, no corre corre
da vida eu sempre sobrava de lado...
quantas vezes ela foi pra um bar e me deixou em casa sozinha
e muitas vezes eu chorava chorava, pois, como uma menininha carente
queria apenas sua presença e um carinho
pensei varias vezes me atirar das sacadas
de muitas das casas que ja morei pois assim
mesmo que eu moresse ela sentiria minha falta
e eu onde estivesse sentiria que ela me amava...
mas sempre nas nossas vidas tem uma esperança
e aconteceu na minha vida depois de um bom tempo de sofrimento.
quando eu menos esperei ja tinha virado uma moça
casada com um filho e muitas responsabilidades.
mas numa bela manha de inverno
parei para pensar e olhar minha vida
e pude ver como DEUS esteve comigo todo esse tempo me ajudando
colocando pessoas sempre boas e prontas para me ajudar
foi assim que eu conheci meu pai, meu marido, e ganhei um presente de DEUS
um anjo lindo que ele deixou sobre os meus cuidados....
e tudo o que eu sinto pela minha mae ainda é amor
um dia eu sei que ela vai acordar e ver o quanto eu a amo
e o quanto eu quero seu carinho a sua atençao e nao
apenas dividir os seu problemas e afliçao
AS TEMPESTADES UM DIA PASSA E A AMANHA DE SOL NASCE RAPIDAMENTE JUNTA COM
A ALEGRIA E A ESPERANÇA
Laís xavier da costa lacerda gama
PAI SE PUDER PUBLIQUE NO SEU JORNAL
e me diga o que achou?
15.7.09
CRÕNICA NUM DIA DE CHUVA NUM SITIO EM MACAÉ. " Coisas de criança em tempo de boas tormentas"

COISA DE CRIANÇA...
Coisas de criança em tempo de boas tormentas
José Milbs
— Puxa, vô, sabe da Martinha? Ô, vô!!! Aquela que o pai dela trabalha na Prefeitura.
— Sim, minha filha, o que tem ela? — respondeu feliz o Nicanor, quase que agradecendo a menina por tê-lo feito voltar ao real. Nicanor sabia que o diálogo seria esticado e isto fazia bem a ele, que gostava das longas conversas com as crianças, coisas que pareciam estar acabando.
— Ela faz aniversário juntinho comigo e com aquela menina que o pai também trabalha na Prefeitura. Só que o pai da Martinha é secretário do prefeito e o pai da outra — a Marta, que tem cabelos assim, oh, como falei —, trabalha no caminhão do lixo. Sabe o que ela me disse na Praça da Matriz, vô?
— Não. Conte aí — disse o Nicanor buscando posição mais confortável na velha cadeira que, pelo uso e tempo, capengava de um lado para o outro...
— É que o pai dela — quer continuar a menina...
— Dela, quem? Conta direito, Clara!
— Ô, vô! Da Martinha! A que o pai é secretário do prefeito, um homem gordão, careca e que anda com um outro, altão, bigodudo ...
A menina se ajeita nos braços do avô:
— Deixa eu contar. O pai dela perguntou o que ela queria de aniversário. Uma festa ou 5 mil reais para ela gastar como quisesse. Ela preferiu a festa. Ela disse, na pracinha, que o secretário gastou foi mais de 60 mil. Ih, mais até! Tanta gente que ela nem podia ficar com as amiguinhas. Ela disse que o pai dela e outros secretários da Prefeitura, todos, estão comprando terrenos, construindo, e que contratam um montão de seguranças para evitar os ladrões. Ela disse que a irmã do prefeito comprou uma mansão também, de mais de um milhão, de um vereador. Pagou assim, oh: pum!
Nicanor achou graça do relato da netinha. Olhava-a admirando sua beleza, seu espantoso crescimento físico e intelectual. E se perguntava pela forma que acabaria assumindo a narrativa, aquele estilo que enriquecia a cada dia, entremeado de opiniões curtas, decididas, definitivas, repleta de dúvidas e considerações filosóficas. “Mas que tempo ruim”, pensava ele. “Nossas crianças crescem em meio a uma guerra suja, imunda. Mas, talvez por isso, nossas crianças crescem e crescem, rápido... e falam dessa maneira, conspirando.”
— Ah, o que não vem por aí — deixou escapar Nicanor.
— O que, vô? Vem o quê? Bom, sabe o que essa menina falou? — continuou a netinha — que os amigos do pai dela e toda a família do prefeito estão preocupados com uns doutores do ministério da polícia...
— Ministério Público, Clara. É Ministério Público.
— ... mas deixa eu contar, vô! Então, o pai dela disse que estão investigando muito a vida deles, aqui na cidade. Os vereadores e todos os secretários ficaram ricos da noite para o dia. Dizem que querem prender eles, igual àquele menino que roubou um tênis do Adolfo, lá do bar, e a policia levou para a delegacia. Mas ela também acha que não vai dar em nada. Uma colega disse para a Martinha que os amigos do pai dela vão apanhar igual o menino do tênis. Aí, ela respondeu que eles têm advogados e muitos amigos nas altas. Mais, vô, a professora disse outro dia que a justiça é cega. É igual para todos, né? Eles vão levar uma baita de uma surra, não vão?
A menina fixou seus olhos nos do avô e, como que lendo seu pensamento, concordou:
— É, está bem, o senhor acha que não vai acontecer nada... Eu também.
II
Enquanto fala, os olhos lindos de Clara viajam por entre as dezenas de árvores, sobem e alcançam os pássaros lá no céu. Depois, focalizam duas borboletas amarelas que se aproximam dela e do ancião. Aqueles olhos tão vivos sobem de novo, ocupam todos os espaços —coisas que os adultos desaprendem com o tempo — e quase chegam às nuvens que anunciam mais chuva.
Nicanor e Clara ficaram por segundos abraçados, como se ouvindo o eco das próprias vozes até atingir a essência do pensamento humano e receber suas respostas. Dessa vez, nem a menina notou o cântico triste de uma cambaxirra na soleira da varanda, que lamentava a perda de seu ninho, seus ovos e seu esforço pela sobrevivência da espécie que um vento forte levou na noite anterior.
— Por que tem gente rica, vô? Rico serve para quê? Só têm carro importado. Todo rico é doente, vô? É por isso que as casas deles têm tanta privada? Mulher de rico, toda hora tem que ir ao médico. E eles não gostam de pobre. Não gostam de ninguém. Só da gente deles e olhe lá. Olham para os outros com cara de nojo...
Clara levanta rápido a cabeça e dispara:
— Isto é outra coisa que eu queria que o senhor me dissesse: é verdade que rico não entra no céu? Vô, eu acho que entra, sim. E quem fica do lado de fora é a gente. Só se não existe céu.
Volta a encostar a cabeça no peito do avô:
— Não posso dizer isso por aí não, né vô?
Novamente ergue a cabeça, rápido e, unindo as sobrancelhas, profere:
— Mas vô, eu tenho certeza que esse céu de anjinhos não existe, não.
Clara retoma, enérgica, balançando o braço de Nicanor sem lhe dar a menor oportunidade de esboçar uma única palavra:
— Vô, por que o senhor e o pai daquela menina pretinha... (Se lembra sim, vô, aquela, aquela, da casa que o senhor me levou daquela vez... Tava com goteira na sala...), por que vocês não podem comprar casa nem carro novo? O senhor, vô, trabalha o dia todo. Depois, fica sem dormir. Lendo, escrevendo... E não compra automóvel por quê?
A menina puxa carinhosamente o rosto do avô em direção ao seu:
— Por que rico não trabalha, vô? Eles só ficam com cara de preocupados. É feio falar mal dos outros, mas eu não gosto de rico, não, vô! Eu não gosto, não gosto...
O vento que assanhava os cabelos de Clara teimava em evitar que o sol permanecesse esverdeado na face de Nicanor. Ele olhava perplexo aquele pedaço de gente que já não acreditava na amorosas crueldades das histórias infantis, das lendas religiosas que as rodeavam. Suas amigas, umas menos outras mais, também não. Pareciam viver, o tempo todo, desmentindo toda a lenga-lenga criada pelos exploradores com seus direitos, justiça, noticiários, novelas...
Nicanor abraça a neta. Olha um horizonte que parece sumir em sua face já quase toda enrugada pelos anos. Como que querendo sussurrar para si mesmo, fala e é ouvido:
— Isso vai mudar um dia, minha Clara linda. Os do meu tempo, com vocês e com os que virão mais tarde, chegado o momento. Muitos trabalham e trabalharão para isso. Olha: a estação do ano está mudando. Mas também toda uma época social. Nem a natureza aguenta mais o regime de exploração, Clara. Os povos exigem um tempo novo, porque esse está caduco de fato e definitivamente uma nova época se faz necessária. Sem explorador e sem explorados. Esse tempo está chegando, porque o mundo anuncia um outro tipo de tormenta, minha Clara. E que venham as tormentas, porque essas nós as conduziremos pelos caminhos da nossa libertação, minha filha...
P
Centro Espirita Pedro, na Região de Petroleo, homenageia os CEM ANOS DE VIDA de Pierre Tavares da Silva Ribeiro...
Um dos mais fiéis adptos do Kardecismo do Brasil professor de Matemática e um dos mais antigos e ilsutres filhos de Conceição de Macabú, Pierre completou 100 anos de vida neste mês de julho.
Fundador do Centro Espírita Pedro onde sempre militou e foi grande palestrante teve momento de emoção nas homenagens que recebeu.
Pierro foi um dos que participaram da Materialização de Irmã Sheilla pelo Mediun Peixotinho.
Numa das últimas vezes que estive com Pierre ele relatou este grande momento do Espiritismo Mundial e que ele, Pierre, tinha apenas uma pequena frustração que foi não ter cortado as lindas transas da Irmã Sheilla para mostrar aos amigos.
Uma de saus mais puras frustrações que marca este homem humano e de um valor inestimável para para a vida Kardecista.
Em http://www.jornalorebate.com/nhasinha/7.htm
http://www.jornalorebate.com/nhasinha/13.htm
http://orebate-josemilbs.blogspot.com/2007_04_01_archive.html
http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=205&Itemid=163
Alguns links onde se pode historiar a presença de Pierre na vida de nossa região. (José Milbs, editor de O rebate )
Fundador do Centro Espírita Pedro onde sempre militou e foi grande palestrante teve momento de emoção nas homenagens que recebeu.
Pierro foi um dos que participaram da Materialização de Irmã Sheilla pelo Mediun Peixotinho.
Numa das últimas vezes que estive com Pierre ele relatou este grande momento do Espiritismo Mundial e que ele, Pierre, tinha apenas uma pequena frustração que foi não ter cortado as lindas transas da Irmã Sheilla para mostrar aos amigos.
Uma de saus mais puras frustrações que marca este homem humano e de um valor inestimável para para a vida Kardecista.
Em http://www.jornalorebate.com/nhasinha/7.htm
http://www.jornalorebate.com/nhasinha/13.htm
http://orebate-josemilbs.blogspot.com/2007_04_01_archive.html
http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=205&Itemid=163
Alguns links onde se pode historiar a presença de Pierre na vida de nossa região. (José Milbs, editor de O rebate )
12.7.09
Quando tinha 15 anos li este poema onde trabalhava no Cartório do 3 Oficio de Macaé

SE
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling
9.7.09
associação de moradores do Novo Cavaleiro faz denúncias
+-+Luiz+Bispo_4100.jpg)
Preocupado com uma obra de grande importância pra toda a Comunidade o Presidente Dirant Ferraz esteve na Redação de O REBATE que também fica no Bairro para alertar os perigos.
A Amonca (Associação dos Moradores do Novo cavaleiro) pede a Polícia Militar uma cabine no bairro que tem sido alvo de constantes ações criminosas.
Abaixo a Carta/Email enviada pela AMONCA que estará, a PARTIR DESTE MUMENTO, acessada mundialmente no Google...
Caro Sr., Conforme contato com Dirant Ferraz, Presidente da AMONCA, segue em anexo o Oficio de notificação à empresa responsável pelas obras do valão sobre a preocupação dos moradores da vizinhança em relação aos "Risers" das bombas, que foram retirados para obras no local, tornando o sistema de bombeamento que previne / minimiza alagamentos, inoperante em caso de chuvas. Caso haja espaço, pedimos também dar divulgação ao processo iniciado pela AMONCA em conjunto com empresários do bairro e o Batalhão da PM local para instalação de uma Cabine da PM em nosso bairro, no canteiro em frente ao Posto Titan.
Sds...
Reginaldo Barreto Corrêa
1º Secretário da AMONCA
Associação dos Moradores do Novo Cavaleiros
Ofício n° 034
Macaé, Julho de 2009
Para: Contagem Engenharia Ltda
At.: Sr Amorim / Sr José Manuel
cc.: Secretária de Obras / Sr José Tadeu
Assunto: Retirada de Risers.
O presidente da AMONCA - Associação de Moradores do Novo Cavaleiros, cumprindo seus deveres e atribuições estatutárias vem através deste ofício, comunicar a empresa e seus representantes sobre a preocupação dos moradores da área próxima às obras em frente ao terminal da Lagoa. Foi verificado que os “Risers” que atendem as bombas do local foram retirados, deixando os moradores das áreas que mais sofrem em tempos de chuva desguarnecidos e sem os equipamentos necessários para uma atuação eficaz e rápida em caso de alagamento. Enquanto as obras prosseguem, solicitamos que uma solução alternativa seja implementada a fim de evitar novos danos aos moradores em caso de chuva.
Sem mais para o momento, agradecemos e nos colocamos à disposição.
Dirant Ferraz
Presidente da AMONCA
2773-2404 / 9217-2998
Alameda Tenente Célio nº 769 – Novo Cavaleiros
Associação dos Moradores do Bairro Novo Cavaleiros
Resumo da ata de reunião na FUNEMAC
Assunto: Segurança do bairro com instalação de uma cabine da PM.
Reunião realizada no dia 10/06/09 as 19:30h no auditório da FUNEMAC. Presentes:
1. Nilton J. Prazeres – Capitão da PM;
2. Tenente Rezende – Representante do Comandante Alexandre Fontenelli do 32º BPM;
3. Dirant M. Ferraz – Presidente da AMONCA;
4. Reginaldo B. Corrêa – 1º Secretário da AMONCA;
5. Ailton Monteiro – 2º Secretário da AMONCA;
6. Leonardo Bello – Schlumberger;
7. Julio Cezar – Gerente do Shopping Plaza;
8. Fabio Moraes – Shopping Plaza;
9. Arlan Maio – Shopping Plaza;
10. Gilberto da Silva – Empresário da Construção Civil;
11. Helcir Azevedo – Representante da FUNEMAC.
A reunião foi aberta pelo Presidente Dirant Ferraz informando do objetivo: a instalação de uma cabine de policiamento no bairro.
O Tenente Rezendo fala sobre a necessidade da cabine, seus reflexos na segurança do bairro e os benefícios para os empresários e a comunidade e os custos a serem absorvidos pela sociedade organizada. Informa que existe a modalidade “Termo de sessão de uso”, um contrato assinado entre as partes; explica a respeito do local onde poderá ficar a cabine e a infraestrutura necessária para seu funcionamento.
O Capitão Nilton Passa informações a respeito do combate ao crime pela corporação no município, dados sobre crimes no centro da cidade, as ações e resultados e o que a corporação poderá fazer com a implantação da cabine.
O Superintendente do Shopping Plaza Fabio comenta sobre a reunião anterior e seus desdobramentos e sugere outra reunião com apresença de representantes da FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, ACIM - Associação Comercial e Industrial de Macaé e Faculdade Estácio de Sá.
O Presidente Dirant Ferraz fala da necessidade de divisão dos custos da cabine em cotas para as empresas que vierem a participar do projeto e pede para o Gerente Júlio Cezar um levantamento destes custos.
O Capitão Nilton passa informações sobre a cabine, sua estrutura e seu funcionamento, além do material em que é fabricada e as bases para sua instalação. Após discussões sobre como operacionalizar todo o processo, quando todos deram suas opiniões, foi marcada nova reunião para o dia 23/06/09 no mesmo horário. Sem mais para o momento, a reunião foi encerrada pelo Presidente Dirant M. Ferraz.
AMONCA – Associação de Moradores do Bairro Novo Cavaleiros
Alameda Tenente Célio nº 769
Tel.: (22)3084-2275 / (22)9217-2998
Dirant Melo Ferraz
Presidente
7.7.09
"Meu filho dê um pulinho na vendinha de Seu Bilú e compre fumo 5 pontas"...

Fiapos de Memória. Cláudio, o autor, Zelita, Seu Bilú, Seu Celino e o Fumo de Rolo...
Vovó Adelayde Bastos da Silva tinha 100 anos nos anos de 1940 e sempre chamava os bisnetos ou alguma criança para uma missao qualquer. Crianças que sempre estavam em seu redor ouvindo histórias, vendo cantigas serem misturadas ao vento ou simplesmente mirar seus olhos esverdeados e suaves.
As pessoas que chegam aos 100 anos são engraçadas. Se dizem cansadas da vida mais não de cansam de fazer louvores a existência em cantigas que falam no belo da vivência.
Vovó Adelayde tenha uma pele bonita, creia de rugas nas mãos e rosto. Falava com harmonia e estava sempre pronta para papear e fazer quitutes que aprendeu com seus pais no Sertão de Carapébus no inicio dos anos de 1800. Era filha única de uma india Urutú com um branco. Ecila, sua neta e minha mãe, dizia que era um homem nascido de mãe francesa que tinha sido o pai dela. Certo era que tinha a pele muito bonita e quase fechando para a negritude. Casada com meu bisavô Emilio Tavares da Silva, um velho cigano e de estatura alta, viveram a felicidade de uma convivência de mais de 60 anos.
Quando ela chamava algum de nós era para ir a Vendinha mais perto da casa para fazer alguma coisa. A maioria das vêzes todos corriam a um só tempo. Todos queriam fazer o atendimento dela por que era uma maneira de ir até a Rua e sentir-se premiado por atender algum de seus desejos.
A cidade era tranquila e bocólica. Não havia carros. Apenas carroças puxadas a cavalos ou burros ou algumas bicicletas. Todos se conheciam. Os moradores da cidade eram nativos de Macaé, Conceição de Macabú, Carapebus, Quissamã, Cabo Frio, Rio Dourado, Sana, Cachoeira de Macaé, Glicério ou de Casimiro de Abreu. As prais eram cercadas de matos e, as vielas que levavam as pessoas até eles, tinham grande buracos de Caranguejos e Goiamuns que eram um grande quantidade e tamanhos. Passarinhos, frondosas àrvores e velhas cercas de bambú eram as visões alegres de quem caminhava neste mundo maravilhos de uma cidade Pura e de Sol ameno...
A Vendinha que era mais perto de nossa casa na Rua do Meio era de um senhor risonho e muito atencioso que atendia pelo nome de seu Bilú Miranda. Ficava numa esquina onde tinha uma padaria de um belissimo senhor de nome "Seu Celino". Ele, seu Celino, tinho um montão de filhos e filhas e o "Seu Bilú" também. A gente aproveitava para comprar, numa só viagem, alguns pães mineiros e de milho que era a especialidade da Padaria,
Lá em Seu Bilú Miranda tinha tembém Rapadura em pedaços, Pirulitos de Mel que vinham enrplados num papel fininho em forma de cone e Bolebas...
A corrida e distância para atendermos o pedido de minha avó Adelayde sempre era pela manhã. Um Sol deixava fluir, por entre galhos de belas árvores, uma cor quase igual a dos Arco-Irys das tardes macaenses. Era uma cor misturada de Azul do Céu,Amarelo de folhas secas que ainda não tinham caido e verde de galhos que, ao balanço do vento vindo do mar, fazia existir este colorido que só crianças e velhos podem ver na natureza...
Como era muito jovem eu sempre ia em companhia de um amiguinho mais velho 3 anos. Cláudio me pegava pela mão e, de calças curtas e cabelos ao vento a gente ia em direção a missão que nossa avó tinha nos determinado fazer.
A distância de nossa casa até s Vendinha devia ser de uns 700 metros. Embora tivessemos que dobrar na Rua Júlio Olivier, passar em frente a casa de Custódio e Gilda, Lucas e Zilda, Tinoco e Nilza, era tudo muito rápido por que não tinha muitas casas. Eram casas encostadas uma nas outras sem trancas e sem medos. Cortávamos caminho de terreno em terreno, pulando cercas e espantando Rolinhas...
Cláudio era filho de dona Zelita Rocha de Azevedo e do Seu Alvaro Bruno de Azevedo e tinha que ir, lá na "Travessa" onde morava, pedir permissão dela para me levar na Vendinha e atender a vovó Adelayde...
Cláudio aproveitava a ida para apanhar alguns botões e algumas bolebas no caso de a gente achar alguem jogando triangulo ou alguns meninos jogando botões em varandas no caminho de nossa ida. Caminhavamos eu e Cláudio, com nossas setas ou atiradeiras penduradas no pescoço sem imaginar que seriamos eu editor de O REBATE e ele um dos mais dignos e corretos politicos do Estado do Rio no Século XX...
Havia, nos pequenos trechos entre as casas muitas gaiolas com Coleiros, alguns São Paulo, Larangeiras, Papa Capin de Ponto e poucos Canários que cantarolavam saudando o amanhacer que caminhava para o entardecer. O vento ainda teimava em chegar aos nossos rosos infantis e meio suados em andragens rapidinhas e afoita.
Embora nossa missão era comprar Fumo 5 Pontas ou o similar Fumo Coral havia a necessida de irmos rápidos por que o troco, em Vintém, a gente usaria para comprar papel para confecção de Pipas. O Vento era nosso aliado e demonstrava que iria ficar na cidade por muito tempo. As Folhas de Papel de Seda e a Linha seriam compradas na outra esquina com o "Seu pepeu" que, numa loja de nome " A Garota" vendia todo o tipo de bugingangas que as crianças adoravam e as mães também.
Vovó Adelayde usava o Fumo 5 Pontas para mastigar. VovÔ já era ligado a Fumo de Rolo que ele comprava de um homem que vinha de Caraébús à cavalo.Ambos faziam as suas linda cabeças brancas neste sumido fumo...
As curiosidades infantis ficavam por conta do mastigamento do Fumo que esta linda mulher de 100 anos fazia e cuspia nos seus paninhos que eram por ela mesma lavados e guardados com muito carinho.
Numa noite, indo no quintal levar os seus Sagrados Panos de Fumo ela caiu. Tombo, nos anos 40 de 1800, com a medicina ainda engatinhando, não havia como rever o quadro. Uma morte feliz, uma passagem como disseram os seus amigos e visinhos...
José Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com
2.7.09
Edgar Ficher de Mello, filho do jornalista Ten. Mello falece na região de Petróleo...

Outro pilar dos Mellos de nossa região deixa de existir materialmente. Edgar foi um grande amigo e "meu sempre incentivador" nesta minha veia de escrever tudo que bate nas minhas paredes memoriais, sem me preocupar com erros gramaticais, pontos ou revisão, vale a inspiração.
Nos conhecemos muito jovens. Ainda tinhamos nossos cabelos negros e Macaé era uma grande familia onde todos sabiam as origens e conheciamos todas as vielas que nos levavam ao Centro da Cidade. O REBATE foi o celeiro de grandes colunistas. Desde os anos 30 até hoje sua marca é a marca do forjamento de grandes jornalistas e poetas.
Tenente Mello, pai do meu velho amigo edgar, era um destes que, junto com Osmar Sardenberg (com n como ele gostava de frizar em suas crônicas com pseudônimo de "Ramos"), aliado, também, a José Murteira que se assinava "Mirto",e outros vultos do jornalismo dos anos 50, 60, 70 do Século passado.
Edgar herdou do Velho Mello, o manusiar com as letras e com a fala. Dono de uma linda vóz iniciou-se no Radio e fazia parceria com outras belas vózes como as de Ignácio Heleno Mathias Netto (meu primo), Pedro Paulo de Sá Vianna, Manoel Antonio Assumpçao, Rubens Rodrigues Barreto (irmão do meu amigo Paulo Rodrigues Barreto),Jayro Bacellar Vasconcellos (amigo de meu pai Djecyr Nunes da Gama0, Thiers Pereira de Azevedo... velhos boêmios, alegres malandros e grandes vultos.
Neste tempo de võzes sonoramente/hermoniosas e belas não haviam TVs e a "Rádio Club de Macaé"" era de propriedade do Senhor Dantas que inaugurou este meio de comunicação em nossa região.
Edgar Ficher de Mello era destaque em seus horários com uma das maiores audiências da cidade.
Fomos parceiros durante um longo tempo. Muitas cronicas do seu pai a gente transcrevia no "O REBATE" e ele mesmo fazia alguns textos queforam publicados nos anos 60.
Admirador e amigo do ex prefeito Sylvio Lopes, de quem tivemos bons momentos juntos, era uma constante a gente ir no "Bar e Restaurante São Cristvão", no Centro da Cidade para papearmos com Sylvio que começava sua vida comercial neste pequeno barzinho. Manoel do Carmo Losada, Célio Pimentel Ferraz, Olápio Quinteiro ( o alegre Dédeu), Walter e Faetinho Vieira, Thiers, Manoel Tavares, Manoel Antonio Assumpçao e outros velhos pilares de nossa radiosinfonia-nativa, faziam, ali no Bar de Sylvio, nosso ponto de encontro depois de uma noitada alegre das vindas felizes dos puros e amenos prostibulos dos anos 60...
Atualmente o Geoval Soares que, residindo à 30 anos e, já sendo cidadão da Região de Petróleo, segue os passos destes magos da radiofonia que encantaram gerações.
Ultimamente o Bom edgar andava meio cabreiro da vida. O mesmo olhar felino, o mesmo sorriso do jovem brotava nele quando nos avistámos nos poucos encontros na Nova Macaé dos anos 2000 que some, absorvida por uma nova safra de novos moradores que se jontam aos antigos e fortalecem a futura genética.
Dizia que andava meio adoentado e, sorria, quando eu lhe tocava em alguns trexos de nossas vivências.
Possuidor de um senso de inteligencia aflorada até pouco tempo atuou em uma Rádio Local com algumas reclamações populares.
Mais um Mello que nos deixa. Foi-se o Euzébio Luiz da Costa Mello, Lecino Mello, Luiz Alfredo Mello, Tenente Mello e o patriarca da nossa imprensa Cézar Mello.
O rebate se une a saudade deste grande radialista/cronista e amigo, Edgar Ficher de Mello.
Num dos últimos encontros que tive com o Edgar, na Rua Direita, orgulhosamente me apresentou o seu filho Pulo Roberto Alves de Mello, fruto da união com Dona Eloina Alves de Mello. Rendo aos seus familiares minhas homenagens saudosas. Não é sempre que uma cidade de interior pode ter homens da liderança que o Edgar tinha junto a comunidade humilde da Região de Petróleo. ( José Milbs de Lacerda Gama editor de O rebate) www.jornalorebate.com 77 anos de histórias
30.6.09
Quando o trabalho é sério. Petrobras e Prefeitura formam 1 500 alunos...
Prefeitura e Petrobras formam mais 1500 alunos amanhã
O Centro de Educação Tecnológica e Profissional (Cetep), da Secretaria de Educação, mais uma vez comprova a sua importância na inclusão de jovens no mercado de trabalho. Nesta quarta-feira ás 18h na Cidade Universitária a Prefeitura promove mais uma formatura. Em parceria com a Petrobras já terão sido entregues 3100 certificados dos cursos de qualificação do Projeto Petrobras de Qualificação Profissional de Jovens e Adultos do Programa de Desenvolvimento Social de Macaé e Região (Prodesmar), mais da metade do número previsto no convênio. Em dezembro foram entregues 550 certificados e no dia 27 de maio outros 1050.
A meta do convênio é formar no total 5740 alunos até dezembro. “Com esta formatura são mais de 3 mil profissionais prontos para ingressar no mercado de trabalho. Oferecemos o que há de melhor em termos de ensino profissional”, comentou a secretaria de educação e vice-prefeita, Marilena Garcia.
A Educação por meio do Centro de Educação executa um dos quatro convênios assinados entre a Prefeitura Municipal de Macaé e a Petrobras no dia 03 de julho de 2008: O Projeto de Qualificação Profissional de Jovens e Adultos do Prodesmar, que consiste ainda em outros convênios firmados entre os governos federal, estadual e municipal, como a Duplicação da rodovia RJ-106 trecho Rio das Ostras-Macaé, Projeto Monitoramento por Câmeras e Despacho de Viaturas (novo 190) e o Planejamento Estratégico da Região Norte Noroeste.
Qualificação abre as portas para o mercado de trabalho - Os resultados das formaturas dos alunos dos cursos de qualificação profissional oferecidos gratuitamente pela Prefeitura em parceria com a Petrobras já podem ser observados. O profissional de nutrição, Wildes Félix Santos encontrava-se desempregado quando surgiu a oportunidade de emprego. No entanto, em meio aos pré-requisitos havia a solicitação do curso de Controle de Infecção Hospitalar. “Eu não tinha condições de pagar e o Centro de Educação me acolheu. Se não tivesse tido essa oportunidade aqui, teria que procurar em Salvador ou no Rio de Janeiro, o que seria muito caro”, comentou.
Os casos de sucesso são muitos, como o de Hugo Cezar Mattos, que após terminar o segundo grau, se viu sem emprego e precisando de uma oportunidade. “Hoje faço parte do programa de trainee da Plame Saúde. Fiz os cursos de Assistente de contabilidade, auxiliar administrativo e Introdução à Gestão Ambiental. Ao terminar o de contabilidade, o professor me indicou à empresa e imediatamente comecei o estágio”, explicou. Ele comenta que sem o Centro de Educação, não estaria tendo esta oportunidade. “Quando saímos do segundo grau nosso currículo está em branco. Aqui o jovem tem uma oportunidade gratuita de obter uma qualificação de qualidade”, ressaltou.
Além de ajudar pessoas a ingressarem no mercado, os cursos oferecidos gratuitamente também tem ajudado muitas pessoas a melhorarem suas oportunidades. È o caso de Fabiana de Lima Gabry, formada em Auxiliar de Laboratório. “Sempre gostei da área de saúde e quando surgiu à oportunidade me inscrevi no curso. Trabalhava em Farmácia, mas queria mudar de emprego. Hoje trabalho num laboratório fazendo algo que gosto”, comentou ela, que também passou no concurso da prefeitura para atuar na Fundação Hospitalar de Macaé.
25.6.09
MARTINS VIANNA, ALFREDINHO. NEW ALFRED.







lUIZ ALFREDO MARTINS VIANNA, o nosso querido Alfredinho New Alfred. desencantado de uma vivência alegre e feliz, deixa este mundo. Sempre ficará presente nas nossas memórias a figura marcante,autêntica, carismática,contestaiva e acima de tudo amiga do Cabelereiro Alfrdinho.
Nasceu e se criou na Rua do Meio, depois Rua Doutor Buêno. Neto do "Seu Brúlio e Dona Maria e filho do inesquecível Wanderley. Orfã muito novinho, Alfredinho foi a luta para sovreviver numa cidade que ainda engstinhava no progresso. Escreveu no O REBATE, nos anos 70 onde assinava uma coluna denominada NEW ALFRED. Usava o seu poder de liderança nata para transformar sua coluna numa das mais lidas do jornal. Exigente, perfecionista ele sempre dizia aos Redatores Clúudio Ulpiano, Euzébio Mello e Armando Barreto: Não deixe sair erros em minha coluna, senão paro de escrever. falava sorrindo como quem sabia ser acariciado com afeto por todos nós que faziamos O REBATE nas madrugadas frios dos Anos de Chumbo.
Alfredinho sempre foi um gentleman. Educado, polido, com um grande senso de humor aflorado,sabia ser gentil com seus amigos e cruel com quem o provocava nos seus momentos de ira. Era um bravo na luta pela sobrevivência e um esbravador numa provocação.
Sobre seu gênio estourando, melhor falava o velho Euzébio Mello" Não gosto de contrariar o Alfredo. "Ele roda a baiana dele e não olha nem que está por perto". Era mesmo assim este genioso e carinhoso amigo. Esbravejava depois vinha no acalento como bom amigo e irmão...
Viveu os anos 70 e 80 e passou por todas as transformações da cidade e da região de petróleo. Sempre presente as nossas praias e noites passeava nas areias macaenses, desde Imbetiba até o Pecado e a todos fazia sua gentil palavra soar com harmoniosa sonoridade de dificil imtação.
Gostava de falar das coisas antigas, família, amigos, antepassados, companheiros mortos e lugares de prédios que sumiram como o progresso.
A Praça Verissimo de Mello perde o último dos Mellos. Alfredinho morreu hoje, 25 de junho de 2009 e, nos primeiros pipocar dos festejos Juninos, irá se juntar a tantos outros alegres macaenses que com ele aqui conviveram.
As fotos do pai e mãe do Alfredinho, do Samuel e do amigo Alfredo, foram tiradas do arquivo da familia Martins Vianna.
José Milbs de Lacerda Gama editor de O REBATE...
Após o sepultamento, hj, do Alfredinho, recebi, comovido o texto de uma amiga comum. ॐ♥Sarinhaॐ:
Jose Milbs,
acabei de ler o texto sobre o amigo querido e inesquecível que partiu para outra missão dada pelo Altíssimo, no Jornal O Rebate. Emocionadíssima, agradeço. Amizade, muitos falam, poucos sabem o valor deste sentimento. Somos de uma geração que amizades eram agregadas a nossa família. Que enraizadas, frutificam por gerações. Hoje, muito se vê este belo sentimento vestido com a capa do interesse, do imediatismo de oportunidades sempre com trocas materiais, tornando-se descartável. Por isso, num atrevimento, levada pela emoção, EU TE AGRADEÇO e levanto a bandeira da admiração para o ser humano, que você tem demostrado ser.
Eternizo no google esta maravilha da Sarinha...Milbs
Rita de Cássia Almeida Pereira disse sobre Alfredinho:
É um pesar! Frequentei muito o salão dele nas décadas de 70 e 80 tinha muito Talento e grande Estilo Que Deus o tenha num lugar Especial"...
Tania Jardim, nossa eterna Musa dos anos 80, assim falou sobre o nosso Alfredinho:
Oi Milbs,
Estou em S. P com Carlos Emir. Sinto muito a perda de Alfredinho. Fiz lindas festas com ele. Deus o receba. Grata pelo aviso. Abraços Tânia Jardim
22.6.09
Tem pente ai? Saudade de minha Lapa Boêmia de minhas andanças e juventude no meu Rio de Janeiro dos anos 60...

http://orebate-josemilbs.blogspot.com/2007/07/saudade-de-minha-lapa-bomia-de-minha.html
SAUDADE DA LAPA BOÊMIA DE MINHA JUVENTUDE. Hoje ao chegar aos 70 anos, bate e REBATE mesmo uma grande presença. Grandes Malandros, Miguelzinho, Satã, Camisa Preta, Carne Frita...
MINHA LAPA DOS ANOS DE GLÓRIAS
Quem é malandro?
Quando trabalhei na rua do Acre numa Importadora e revendedora de mercadorias de Secos & Molhados, recebia cartas de minha avó Alice Quintino de Lacerda pelas mãos de caminhoneiros que iam até este entreposto comprar alimentos que viriam abastecer a cidade de Macaé e as cidades visinhas. Eram os comerciantes Amphilophio Trindade, Erotildes Monteiro e Elpidio Costa .
Um destes caminhoneiros era o Raphael Monteiro , filho de Erotildes que morava numa casinha velha na esquina da Rua do Meio com Júlio Olivier.
A ida ao Rio era numa estrada de chão e mesmo assim chegava mais rápido que o Correio. A vida e o trabalho na Rua do Acre era uma experiência que marcou minha juventude. Trabalhava na Rua Leandro Martins, perto da Praça Mauá e pude tirar proveito deste tempo bom do Rio de Janeiro.
As ruas que faziam encontros com a do Acre, até a Central do Brasil tinham sotaque Lusitano durante o dia e a noite tudo se transformava. Já morava num conjugado em Copacabana e freqüentava a noite nas imediações do meu trabalho que era o ponto alto da boemia do Rio de Janeiro: Praça Mauá e periferia.
Em Copa era uma mini/burguesia ascendente e na Mauá uma pseudo/burguesia decadente. No final da noite não havia esta diferenciação. Gente do Bolero junto com as meninas da noite que furavam cartão no Dancing Avenida ou no Dancing Brasil tomavam café com leite pingado juntas com a malandragem da Riachuelo, Mauá e Cinelândia. Travestis desta época era chamado de viado mesmo e Sapatão de Fanchona.
Os palavreados nasciam na Lapa, subiam os morros e iam para Copacabana e Leblon. Vez ou outra chegava a Tijuca quando passavam com destino a Vila Izabel. A malandragem, os Proxenetas e Cafetões se esbarravam nas vielas dos becos do Centro e se podia notar o respeito quando, num balanço mágico de corpo, se sacava quem tinha ou não tinha navalha no bolso de trás.
As brincadeiras de "Tem Pente Ai"?, levando a mão na bunda do amigo, nasceu nestas buscas de navalhas escondidas. Nesta época, o Rio de Janeiro, lançou um pente que se abria em formato de navalha em homenagem a estas escondidas armas.
Havia um bandoleiro (carne-sêcacarne-seca) que usava esta arma para cortar pessoas quando o bonde deixava as madrugadas com destino a Muda ou Santa Teresa. Depois de longas maldades humanas foi preso e quase linchado nas imediações do Arco da Lapa. Era uma afronta para a malandragem ter o símbolo de Satã e gente enlameando a área.
Grandes malandras, Miguelzinho, Camisa Preta, Satã, Bôa Noite e o Velho Edgar. Faziam "ponto" no Ponto Azul, Bola Preta, Arcos, Maraguape, Mauá, Estácio e Glória.
Hoje, aos 70 anos revejo estes lindos momentos desta Lapa Boêmia que meu amigo Nelso Gonçalves tanto cantou, amou e frequentou...
Isto era um pouco do Rio nos anos 50...
Sempre tive uma alma excessivamente curiosa e ia em todas. As vezes no Dancing Avenida na Cinelândia, outras vezes estava no Dancing Brasil furando os cartões e sempre que podia, no final da noite, uma esticada no Bola Preta, lanchava no Ponto Azul e dormia mesmo na Rua Riachuelo ou Visconde de Maraguape quando não na Frei Caneca. Só ia para casa com o Sol do meio dia.
Quanto a Praça Mauá, suas noites eram alongadas e alegres. As Boites ficavam até o dia clarear, o Novo México, então virava o dia com gringos bêbados cheios de dólares que caiam pelas calçadas sendo levados por travestis e prostitutas espertas.
Antes que estas noites tivessem inicio gostava era de ficar tomando chope preto no Amarelinho onde se podia ver desde Madame Satã, indo em direção aos bondes de Santa Teresa, até Orlando Silva se deliciando com suas pingas e chopes de colarinho.
Foi ai que conheci o famoso chope Preto do Bar do Luiz na Senador Dantas onde mais tarde passeei com Lúcia em nossa lua de mel nos anos 60. Interessante que quando estive na Lapa, andando na rua do Passeio com minha mãe Ecila, e falei de minhas andanças e passeios com Lúcia, ela disse que era um coincidência, pois tinha sido ali que ela passeava com meu pai nos anos 40, quando se casaram.
Ou a Lapa era mesmo um ponto turístico ou houve uma bela e divina atração nossa por este local tão boêmio do Rio de Janeiro.
Havia uma esquina macaense numa loja de Dandão e Gó na esquina onde se comia os melhores Galetos do Rio. Sempre que a noite caia e antes que os Dancings começassem o seu piscar de luzes avermelhadas e, o Amarelinho aindainda a punha suas cadeiras estendidas no calçadão, era comum a gente vevê muitos macaenses transitando no local.Pedro Paulo Viana, Enio Lima e Joãozinho, Jair e Jorge Siqueira, os irmaosirmãos AlvarezAlvares, Flamarion, Gurgel e uma dezenas de outros que a memória não põe nas pontas dos dedos que teclam. Era na loja dos irmãos de Aciollio Pena e dona Lopelina que estes macaenses passavam as tardes noites do Rio boemioboêmio dos anos 50.
O Rio de Janeiro foi uma escola onde não faltou nada. Estava ainda com l9 anos e tudo estava no tom do afloramento. Em Copacabana freqüentava a turma do Edifício Camões que era onde se concentrava a turma da Figueiredo Magalhães, Serzedelo Correia, Siqueira Campos, Santa Clara e toda a extensão da Atlântica conhecida como posto 4.
O Camões era um Edifício considerado o point dos anos 60 em Copacabana. Tinha rua particular que saia na Praia e de seu lado esquerdo t um casarão onde morava o velho Assis Chateaubriand que a gente ficava olhando-o levar amigos até a frente da casa.
Sempre de terno preto, com uma faixa atravessada no peito parecia até camisa do Vasco. Era se não me engano algo relativo a Embaixadas. Baixinho, sempre rindo e cumprimentativo, nem sabia que a turma estava ali só para bisbilhotar o velho dono dos Diarios Assoiados. O muro da casa do velho Chateaubriand dava para a rua particular do Camões e era fácil ver seu vulto, elegantemente vestido, levando uma famosa cantora dos anos 50 até a frente da casa. Se não me engano era Ester de Abreu.
A turma do Camões tinha sempre encontros agressivos com a turma da Monte Negro e da Prado Júnior. Uma espécie de Rua do Meio, Aroeira e Praça da Luz em Macaé. Quando havia alguma festa no Bairro das Laranjeiras havia um encontro era fatal algumas brigas. Lembro de Camilo, Reco e outros que gostavam das brigas. Sobre isso falaria melhor Joelson Franco Trindade que, sendo mais velho no Bairro, foi quem me apresentou a turma e morou mais tempo no camões...
As noites no Rio de Janeiro eram como uma faculdade de vivências O Novo México com suas bailarinas importadas de Caxias ou de Buenos Aires tinha o ar refeito de luzes que piscavam em coloridos pobres e danças desconcertadas por marujos desengonçados. Num canto da boate, uns proxenetas contavam sempre dólares amassados tirados de bolsas e bolsos sujos por entre e sa e entra de dedos.
Alguns destes dólares eram surrupiados por novas prostitutas Alguns ingleses e noruegueses passavam em passos bêbados e balbuciando a linguagem universal do etílico. Neste inteligível universal caminham, transando a rua para os barco ancorados na Mauá. Um balcão ainda sujo com restos de cervejas brilha quando o Sol começava a penetrar seus raios nas mesas vindo da direção de Niterói.
Enquanto um velho, de braços ossudos e óculos picinez, reconta moedas que resvalam no Raio do Sol e vinha até minha mesa, no canto esquerdo do salão, que fede a cigarro, cuba-libre e caipirinha com vodka. Era assim as madrugadas no Novo México numa das esquinas perto do centro da malandragem no Rio de Janeiro dos meus l9 anos.
O gordo do edifício da Radio Nacional estava sempre pré disposto a um longo papo nas madrugas.
Era ele que se fazia de delegado ou xerife de um Rio de Janeiro que, longe de ser violento, era respeitado em todos os Cais do Mundo pelo alto índice de afetividades entre seus famosos marginais de navalhas e pernadas...
As vezes indo até o BOLERO ou o CIROCO na Atlântica se podia diferenciar o ambiente. Algumas mulheres eram as mesmas e, se não fossem os métodos, poderiam se considerar na igualdade do socialismo mundano tão rico em peripécias e tão bonito de vivenciar. No Bolero alguns gringos. A maioria dos freqüentadores era mesmo da zona Sul e alguns forasteiros turistas paulistas ou mineiros.
A ainda não havia sido divulgado o Beco das Garrafas e os inferninhos ainda eram coisa de meninos e cocotinhas.O “Ciroco” era uma mini-boate. Havia o esbarramento com artista famosos que moravam em copacabana e iam nas noites.
Um piano tocado por Agostinho dos Santos em inicio de carreira e alguns boêmiosboêmios vindo do Antonius, ou do Jangadeiro, do barril l800, ou do Zepelin de Ipanema.
O Rio de Janeiro para mim, um menino saído das ruas empoeiradas de Macaé, tinha um caráter de curiosidade e encantamento. Claro que moleque criado nos bast fonds de Macaé, conhecendo desde Ermita até o Quadrado, passando por outras tantas das nossas noites, o Rio era como um Segundo Grau ou um Vestibular. Como não me dava bem nas aulas escolares, nestas aulas ia me saindo com notas acima de 7. Não entrava em bolas divididas nas noites e sabia onde estava e andava os meus limites e com isso fui sendo bem chegado ao ponto de em todos os mundos cariocas ter me dado otimamente bem como se estivesse sentado num barzinho das ruas puras de minha cidade.
O Barril l800 era onde se via os que podemos chamar de pequenos burgueses em alta e a classe média sul./norte em roupas de grife. A maioria era formada por freqüentadores do Alcazar, outro point da beira do mar de Copacabana, e que era onde se podia tomar de fato o melhor chope. Só era comparado ao chope do amarelinho ou do bar do Luís da Senador Dantas.
Quando ia no Jangadeiro era hora de se ver e olhar os velhos e famosos escritores e cronistas. José Carlos de Oliveira, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, e alguns dos novos escritores que viriam criar o Pasquim. O Zepelim era onde a concentração ficava por conta dos que viriam ser a jovem guarda dos anos 70. Nas mesas, desde Elis Leis Regina a Pedro Calmon e Peregrino Júnior. Ali também era presente um macaense da Velha Guarda. Beto Reis que com seu comércio de móveis TORA acalantava os desejos de artistas com seu designer moderno e bonito.
Uma mistura de música clássica com rock ou Bossa Nova.. Eu ainda não conhecia o Chico Chaves o que veio a se concretizar nos finais dos anos 70 numa revista do MAM que escrevi texto. Era a época dos finais da contra- cultura e neste revista falavam todos os artistas que vivenciavam a história. Chico Chaves entrevistava Caetano, Gil, Chico Buarque e outros. Veio até onde eu estava e me perguntou que eu fazia no momento em termos de artes. Falei que esculturava minhas formas em sorvete. Chico não perdeu tempo e tacou no jornal do MAM que eu estava esculpindo em sorvete.
Assim era este Rio de Janeiro onde as noites emendavam nas manhãs e o Sol se punha com toda a sua beleza dourando toda a extensão de Copacabana.
Foi um bom Segundo Grau na escola da vida. Mais tarde alguns macaenses foram tomando conta das noites. Lucas Vieira, de seu Manduquinha, foi tocar com Ivon Curi. Lucas, um dos mais requisitados pianistas das noites, recebia sempre os macaenses onde quer que tocasse.
Havia uma Macaé sempre presente no Rio de Janeiro e as noites haviam encontros que se prolongavam por horas e horas. O Rio ainda tinha o Ccheiro da e Ppaz que ainda não conhecia o arranhamento do desnível social. Morro era mesmo morro do Chão de Estrelas e a Lapa tinha ainda o cheiro das pólvoras da torre da Igreja que faltava e que Adelino Moreira colocou no Samba que Nelson Gonçalves cantava. Bater samba em mesa do Amarelinho em caixa de fósforo e harmonia nos pés era toda noite nas madrugadas do Rio nos anos 50.
As sinucas eram freqüentadas e o Carne Frita tomava seu café com leite calmamente antes de fechar o jogo da bola Vermelha ate a Preta , matando a 5, pegando a seis duas vezes e a sete no fundo. Era mesmo uma Lapa gostosa dos bondes de Santa Teresa e saídas para Tijuca e Meier.
Tudo girava em torno de um Rio de Janeiro bem interior e bem Carioca.O Bar Ponto Azul era sempre freqüentado por Carne Frita e sua turma das sinucas da Riachuelo e Centro. Madame Satã subia as ladeiras do Arco da Lapa num gingado típico das grandes marcas da malandragem.
A ausência de Noel era comentada por gente que o conheceu nas esquinas da vida do Rio de Janeiro. Benedito Lacerda compunha Normalista e Telefonista esperando uma ligação da cabina da telefônica de Macaé na esquina de Teixeira de Gouveia com coronel Amado. Célio Ferraz, que morou na casa dele no Rio, me conta, numa madrugada alegre no Bar São Cristovão, onde o Sylvio nos servia as delícias de um Feijão Pingado com Curvina Frita, que Benedito Lacerda criou as duas mísicas vendo as menininhas saírem do Ginásio Macaense vestidas de Azul e Branco.
A musica original era mais ou menos assim. “Vestida de Azul e Branco, trazendo um GM num bolsinho encantador..Depois ele adaptou. Trazendo um sorriso franco.
GM era a sigla de Ginásio Macaense que todas as meninas usavam na altura dos seios.
Como a ligação estava demorando para o benedito falar com sus Ondina, ele criou a “Telefonista, segundo o nosso CPF (Célio Pimentel Ferraz)...
José Milbs de Lacerda gama (editor de www.jornalorebate.com )
20.6.09
ELIAS GOLOSOV, BORIS BLUMEN E STERN CHGARAM Á REGIÃO DE PETRÓLEO, FIZERAM AMIGOS E DEIXARAM SAUDADES E ENSINAMENTOS. MACAÉ TEVE O PRIVILÉGIO DE SUAS P
Poucas cidades do Brasil tiveram o privilégio de ter, como habitantes, homens que fizeram à história de seu Comércio, dedicaram sua vida ao carinho com o próximo.
Em 29 de Dezembro de 1927, assim conta os arquivos familiares de Elias Golosov. “Desembarcou em Santos e foi morar com seus tios onde trabalhou numa indústria de produtos de borracha, botas, capas de chuva, guarda-chuvas, entre outros”. Vinha com o coração partido pela dor de ter perdido o pai, uma irmã e um tio na Guerra Européia. Lutou para trazer para o Brasil sua mãe e uma tia mais nunca conseguiu.
Associado ao amigo Boris Blumen chegou à Macaé e dei início a uma trajetória comercial e social que marcaria para sempre a transformação da cidade ainda totalmente desprovida de homens desbravadores e alegres.
Aonde é hoje (2009) As lojas Pernambucanas e a Loja Preferida, na Antiga Rua Direita Boris e Elias criaram um “point” inédito na Região acostumada a um comércio nativo e fragilizado de idéias. Era o início de nosso “pool” comercial.
O Rebate nasceria no ano de 1932 sob a direção de Èrico Sardenberg e Antonio Duarte Gomes e acompanhou durante estes anos a história dos valores humanos de sua história.
Boris Blumen e Stern não tiveram descendentes. Segundo consta do Domínio Público Macaense ambos deixaram para dois jovens, à época, pobres que trabalhavam em suas lojas todo o seu patrimônio. Segundo relatos de meus familiares estes dois herdeiros foram José Vieira (Mobiliária Carioca) e Armando Borges (Mobiliária Macaense).
Elias, no entanto,deixou o maior de todo o patrimônio que um ser pode almejar neste mundo de rápida e esquecida passagem humana: Legou à Macaé uma prole que se espalhou por toda a Região e chega, hoje, a lugares distantes na mistura de uma genética feliz e de grandes feitos comunitários.
"O Rebate" queria perpetuar, em acessos em todo o mundo aonde chega à internet, este destacado homem de nossa história. Nosso intuito era e é transmitir a toda a comunidade o destaque deste simples Elias Golosov, habitante de Macaé e morador do simpático Bairro dos Cajueiros. Ali ele criou e educou seus filhos em companhia de Dona Alventina Maria da Silva Golosov que, além de companheira e amiga, dividiu com Elias o grande afeto que este casal soube refletir em todos que o conheceram nos anos 50 e 60 do Século XX.
Pessoalmente eu conheci “Seu Elias”. Tive contato com ele e admirava seu modo simples de tratar as pessoas. Sempre rodeado de homens do Bairro simples Seu Elias participava da transformação política de Macaé. Amigo do Ex-Prefeito Eduardo Serrano e do Ex-Governador Celso Peçanha ele lutou, ombro a ombro com os estudantes dos anos 60 para a conquista da transformação do Colégio Luiz Reid (pago) para Colégio Estadual Luiz Reid. Na qualidade de Líder Estudantil do Estado do Rio de Janeiro tive a honra de ter ido até “Seu Elias” para que assinasse Abaixo Assinado para que Celso Peçanha transformação o ensino pago em público.
Era com ele que o Ex-Prefeito Eduardo Serrano, em sua curta e meteórica passagem pela Prefeitura, se aconselhava com objetivo de manter a liderança junto aos menos favorecidos da periferia...
Amigo do humanista Médico Manoel do Carmo Losada, de Antonino Cure, Aristides de Souza, Carlinhos Curvelo e José Vieira de Almeida era sempre visto nestas companhias humanas quando de sua esticada ao Centro da Cidade e numa chegadinha rápida ao Bar e Restaurante “Belas Artes”. Todas as vezes que o Governador Roberto Silveira vinha até a região não deixava de procurar o “Seu Elias” nos Cajueiros onde deixou saudades e centenas de amigos...
Quando O Rebate quis homenagear este velho amigo da cidade, procurou uma de suas filhas. Verinha Golosov aceitou falar sobre a existência de seu pai e nos forneceu os dados precisos de que precisávamos na busca de um informe real.
Elias Golosov nasceu na Rússia no ano de 1914. Seus pais Alexandre Golosov e Anna Golosov viram a as lutas dos Bolcheviques na busca do poder em 1903 e 1905. A cidade de Zaparogype foi onde ele nasceu num dia 7 de Novembro.
Vera não esconde a emoção quando fala de seu saudoso pai e se dirigiu com afeto quando de minha busca dos dados sobre este velho militante Russo/Macaense: “
... Querido amigo José Milbs. Vai um pouco do que pude conseguir junto aos meus irmãos. Você nem imagina como falar de Papai, lembrar de papai, torna-me imensuravelmente feliz e eternamente enternecida e grata pela sua tão doce e sutil lembrança. Beijos neste lindo coração. Com minha gratidão sempre. Todo meu afeto e reconhecimento pelo seu profissionalismo e comprometimento. “Vera”.
Pois é ai vai o que falei no inicio do texto. Da riqueza e do bem maior deixado pelo Elias Golosov para a perpetuação da espécie humana que ele espalhou.
Seus filhos, Magali Golosov, Sonia Lúcia Golosov Alvarez Melon, Vera Lucia Golosov, Tânia Golosov, Kátia Golosov Cure e Elias Golosov Junior, espalharam ainda mais a genética deste grande Russo/Macaense. Mantendo a simplicidade do velho Elias e. a alegria de viver herdada, de seus ensinamentos. Criaram filhos e netos que se agruparam em vários setores da vida do Estado do Rio e de vários lugares do Brasil.
Os netos estão ai para seguimento desta geração de valares humanos. Rodrigo e Camile filhos de Soninha e de meu velho amigo José Maria Alvarez Melon que marcou presença na vida social, esportiva e jornalística de Macaé. Fiel a sua velha Espanha, chegou a cidade que amou e viveu trazendo as lembranças afetivas e sempre falada de seus irmãos: Camilo, Angelita,Júlia, Celestino,Maria Josefa, Geraldo, Manolo, Valentin e Agustina.
O Saudoso Thiago e Diego, filhos de Verinha e Cláudio Pedro, Alex, Eric e Victor filhos de Kátia e de meu amigo Marcus Darlan Maciel Cure, dos bons tempos de “Jânio Bigode na Cara” e das Lides Estudantis dos anos 60,Yuri, Raysa e Yago, filhos de Elias e Ana Christina e Ygor filho de Magaly e Humberto.
Pergunto a Verinha e ela me diz que ainda estão ai para espalhamento da genética de seu amado pai, os bisnetos: João Pedro Golosov Alvarez Melon Curvelo, filho de Camile e Sergio Curvelo Junior.
Destas raízes, verdadeiramente macaenses, forjadas na essência de uma cidade, onde a mistura de raças é a sua predominância, O REBATE foi buscar todas estas informações para conceituar o que significa uma chegada de um homem e o que desta chegada se tornou atual e benéfico para a historicidade.
Macaé é uma mistura de raças. Desde a Ferrovia, onde falo em http://www.jornalorebate.com/livro/int.htm nesta saudável mistura de gente até a chegada da Petrobras. Assim como seu Elias que, enriquece o cenário de nossa cidade/biografia com seus netos, filhos e bisnetos, futuramente outros historiadores irão se debruçar em outros vultos na importantíssima busca de fornecer aos leitores a realidade de lembranças que precisam e devem fazer parte de nossa história.
A partir de hoje, fica a disposição de todos, em qualquer cidade ou pais, a história de nosso “Seu Elias Golosov”. Um dos pilares de uma bela família e de bons amigos. Graças ao convênio de O Rebate com o Google internacional todos terão acesso a esta belíssima biografia humana. (José Milbs de Lacerda Gama, editor de www.jornalorebate.com).
Em 29 de Dezembro de 1927, assim conta os arquivos familiares de Elias Golosov. “Desembarcou em Santos e foi morar com seus tios onde trabalhou numa indústria de produtos de borracha, botas, capas de chuva, guarda-chuvas, entre outros”. Vinha com o coração partido pela dor de ter perdido o pai, uma irmã e um tio na Guerra Européia. Lutou para trazer para o Brasil sua mãe e uma tia mais nunca conseguiu.
Associado ao amigo Boris Blumen chegou à Macaé e dei início a uma trajetória comercial e social que marcaria para sempre a transformação da cidade ainda totalmente desprovida de homens desbravadores e alegres.
Aonde é hoje (2009) As lojas Pernambucanas e a Loja Preferida, na Antiga Rua Direita Boris e Elias criaram um “point” inédito na Região acostumada a um comércio nativo e fragilizado de idéias. Era o início de nosso “pool” comercial.
O Rebate nasceria no ano de 1932 sob a direção de Èrico Sardenberg e Antonio Duarte Gomes e acompanhou durante estes anos a história dos valores humanos de sua história.
Boris Blumen e Stern não tiveram descendentes. Segundo consta do Domínio Público Macaense ambos deixaram para dois jovens, à época, pobres que trabalhavam em suas lojas todo o seu patrimônio. Segundo relatos de meus familiares estes dois herdeiros foram José Vieira (Mobiliária Carioca) e Armando Borges (Mobiliária Macaense).
Elias, no entanto,deixou o maior de todo o patrimônio que um ser pode almejar neste mundo de rápida e esquecida passagem humana: Legou à Macaé uma prole que se espalhou por toda a Região e chega, hoje, a lugares distantes na mistura de uma genética feliz e de grandes feitos comunitários.
"O Rebate" queria perpetuar, em acessos em todo o mundo aonde chega à internet, este destacado homem de nossa história. Nosso intuito era e é transmitir a toda a comunidade o destaque deste simples Elias Golosov, habitante de Macaé e morador do simpático Bairro dos Cajueiros. Ali ele criou e educou seus filhos em companhia de Dona Alventina Maria da Silva Golosov que, além de companheira e amiga, dividiu com Elias o grande afeto que este casal soube refletir em todos que o conheceram nos anos 50 e 60 do Século XX.
Pessoalmente eu conheci “Seu Elias”. Tive contato com ele e admirava seu modo simples de tratar as pessoas. Sempre rodeado de homens do Bairro simples Seu Elias participava da transformação política de Macaé. Amigo do Ex-Prefeito Eduardo Serrano e do Ex-Governador Celso Peçanha ele lutou, ombro a ombro com os estudantes dos anos 60 para a conquista da transformação do Colégio Luiz Reid (pago) para Colégio Estadual Luiz Reid. Na qualidade de Líder Estudantil do Estado do Rio de Janeiro tive a honra de ter ido até “Seu Elias” para que assinasse Abaixo Assinado para que Celso Peçanha transformação o ensino pago em público.
Era com ele que o Ex-Prefeito Eduardo Serrano, em sua curta e meteórica passagem pela Prefeitura, se aconselhava com objetivo de manter a liderança junto aos menos favorecidos da periferia...
Amigo do humanista Médico Manoel do Carmo Losada, de Antonino Cure, Aristides de Souza, Carlinhos Curvelo e José Vieira de Almeida era sempre visto nestas companhias humanas quando de sua esticada ao Centro da Cidade e numa chegadinha rápida ao Bar e Restaurante “Belas Artes”. Todas as vezes que o Governador Roberto Silveira vinha até a região não deixava de procurar o “Seu Elias” nos Cajueiros onde deixou saudades e centenas de amigos...
Quando O Rebate quis homenagear este velho amigo da cidade, procurou uma de suas filhas. Verinha Golosov aceitou falar sobre a existência de seu pai e nos forneceu os dados precisos de que precisávamos na busca de um informe real.
Elias Golosov nasceu na Rússia no ano de 1914. Seus pais Alexandre Golosov e Anna Golosov viram a as lutas dos Bolcheviques na busca do poder em 1903 e 1905. A cidade de Zaparogype foi onde ele nasceu num dia 7 de Novembro.
Vera não esconde a emoção quando fala de seu saudoso pai e se dirigiu com afeto quando de minha busca dos dados sobre este velho militante Russo/Macaense: “
... Querido amigo José Milbs. Vai um pouco do que pude conseguir junto aos meus irmãos. Você nem imagina como falar de Papai, lembrar de papai, torna-me imensuravelmente feliz e eternamente enternecida e grata pela sua tão doce e sutil lembrança. Beijos neste lindo coração. Com minha gratidão sempre. Todo meu afeto e reconhecimento pelo seu profissionalismo e comprometimento. “Vera”.
Pois é ai vai o que falei no inicio do texto. Da riqueza e do bem maior deixado pelo Elias Golosov para a perpetuação da espécie humana que ele espalhou.
Seus filhos, Magali Golosov, Sonia Lúcia Golosov Alvarez Melon, Vera Lucia Golosov, Tânia Golosov, Kátia Golosov Cure e Elias Golosov Junior, espalharam ainda mais a genética deste grande Russo/Macaense. Mantendo a simplicidade do velho Elias e. a alegria de viver herdada, de seus ensinamentos. Criaram filhos e netos que se agruparam em vários setores da vida do Estado do Rio e de vários lugares do Brasil.
Os netos estão ai para seguimento desta geração de valares humanos. Rodrigo e Camile filhos de Soninha e de meu velho amigo José Maria Alvarez Melon que marcou presença na vida social, esportiva e jornalística de Macaé. Fiel a sua velha Espanha, chegou a cidade que amou e viveu trazendo as lembranças afetivas e sempre falada de seus irmãos: Camilo, Angelita,Júlia, Celestino,Maria Josefa, Geraldo, Manolo, Valentin e Agustina.
O Saudoso Thiago e Diego, filhos de Verinha e Cláudio Pedro, Alex, Eric e Victor filhos de Kátia e de meu amigo Marcus Darlan Maciel Cure, dos bons tempos de “Jânio Bigode na Cara” e das Lides Estudantis dos anos 60,Yuri, Raysa e Yago, filhos de Elias e Ana Christina e Ygor filho de Magaly e Humberto.
Pergunto a Verinha e ela me diz que ainda estão ai para espalhamento da genética de seu amado pai, os bisnetos: João Pedro Golosov Alvarez Melon Curvelo, filho de Camile e Sergio Curvelo Junior.
Destas raízes, verdadeiramente macaenses, forjadas na essência de uma cidade, onde a mistura de raças é a sua predominância, O REBATE foi buscar todas estas informações para conceituar o que significa uma chegada de um homem e o que desta chegada se tornou atual e benéfico para a historicidade.
Macaé é uma mistura de raças. Desde a Ferrovia, onde falo em http://www.jornalorebate.com/livro/int.htm nesta saudável mistura de gente até a chegada da Petrobras. Assim como seu Elias que, enriquece o cenário de nossa cidade/biografia com seus netos, filhos e bisnetos, futuramente outros historiadores irão se debruçar em outros vultos na importantíssima busca de fornecer aos leitores a realidade de lembranças que precisam e devem fazer parte de nossa história.
A partir de hoje, fica a disposição de todos, em qualquer cidade ou pais, a história de nosso “Seu Elias Golosov”. Um dos pilares de uma bela família e de bons amigos. Graças ao convênio de O Rebate com o Google internacional todos terão acesso a esta belíssima biografia humana. (José Milbs de Lacerda Gama, editor de www.jornalorebate.com).
11.6.09
Bairro Novo Cavaleiro perde, aos 84 anos, um dos mais antigos moradores

"Seu Franque", como era conhecido e amado por centenas de moradores do Bairro Novo Cavaleiros morreu aos 84 anos. Gostava de longas conversas, amada os animais e a natureza. Conhecia e vivenciou todas as transformações do Bairro que já teve dois nomes. Era "Fazenda do Escritor Luiz Lauwrie e "Molambo"...
"Molambo", como ele mesmo gostava de contar as histórias, vinha do tempo dos Escravos que habitavam este local. Distante uns 3 quilômetro de onde nasceu o ex Presidente Washintogon Luiz Pereira de Souza, este local tem muitas histórias para serem contadas e o seu Franklin sabia de cor...
"Fazenda do Escritor Luiz Reid" tinha este lembramento de denominação para conceituar a presença da "Família Reid" na Região de Petróleo. As terras iam desde o Bairro de nome "Cancela Preta" até a divisa da "Fazenda" onde residia os pais do Washington Luiz Pereira de Souza...
Seu Flanklin morava nas beiradas da Praia da Lagoa de Imboacica onde pescava e vendia seus peixes. Artezanal como a vida era nos anos de 1930 na Cidadezinha de Macahé, Norte do Estado do Rio de Janeiro. Conhecia, palmo a palma todas as quebradas da cidade e seus antigos moradores. Amigo de velho Negro Honorato, ele veio morar no Novo Cavaleiro, bem lá onde se concentrava o verdadeiro nome do Bairro. Era lá no "Mulambo" ou "Molambo" como teimam alguns passadólogos da linguagem acadêmica, que este lindo homem triturava Aipim e fazia as melhores farinha da Região. Muitos comerciantes de Macaé, Rio das Ostras, Cabo Frio, Carapebús, Quissamã e Rio Dourado vinham para comprar esta farinha que só era batida em gosto pelas feitas no interior da Bahia...
Conheci esta beleza de homem nos anos 70 quando vim morar no Bairro. Mudamos quase juntos para aqui. Eu fugindo do borburinho da cidade e ele por ter aduirido um terreno onde construiu uma casa e criou seus filhos.
Seu Franklin se tornou Evangélico. Sempre fiel aos ensinamentos vivia e praticava a Bondade, a Caridade e o Amor ao Príximo. Podia se dizer que ele era, de fato, a representação viva do verdadeiro Cristão...
Fomos amigos, Eu dele e meus filhos do dele. Nossos filhos cresceram juntos. Pessoaa como seu Franklin, penso, é muito raro de nascer e viver 84 anos neste mundo de crueldade e diferenciação social. Viveu e morreu cercado do carinho de seus filhos, esposa e netos a quem "O REBATE" expressa os sentimentos de saudades em nome de todos que viveram com este vulto alegre, risinho e feliz que habitou este Bairro...
A Rua Via do Sol não será a mesma. Perde uma luminosidade, uma história e um de seus mais ilustres habitantes. ( José Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com )
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