Boas vindas

Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)

3.12.09

A Presença de Amyra e o texto de meu amigo Santafé

SAIBA MAIS SOBRE AMYRA EL KHALILI

Amyra El Khalili* é beduína palestino-brasileira, da linhagem do Shayk Muhammad al-Khalili[1]. É Economista. Presidente da ONG CTA. Idealizadora e Fundadora do Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais e da Aliança RECOs Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras e do Movimento Mulheres pela P@Z!. Membro da Comissão de Assuntos Econômicos da Fearab-América (Federación de Entidades Americano Árabes). Professora de pós-graduação com a disciplina “Economia Socioambiental” em várias Universidades. Indicada para o “Prêmio 1000 Mulheres para o Nobel da Paz” e para o “Prêmio Bertha Lutz”. email: bece@bece.org.br

[1] Nascido no primeiro mês muçulmano de Shaban do Hijra do ano 1139, que corresponde ao ano A.D. 1724, era o líder da Irmandade Qadiri Sufi e talvez o “homem santo” mais famoso do seu tempo na Palestina.

A Profª Amyra é colaboradora e Consultora Voluntária do Instituto SOS Rios do Brasil.





Minha grande amiga Amyra uma mulher que erradia a Paz que flui de uma maneira natural estará em Macaé. Num lindo texto, elaborado pelo meu velho amigo e companheiro de bons momentos na imprensa, Martinho Santafé, pude rever a vida desta Mulher Simbolo da Luta pela paz no mundo.
Falar de Amyra é lembrar seu afeto por tantos, como eu, Joel Barcellos e Armando Rozário, que sabemos ter um lugar bem quardado em seu bom coração de guerreira.
O REBATE parabeniza o jornalista Martinho e aguarda com ansiedade e respeito a presença desta dama da paz.
Falaria melhor o amigo e professor Jarmuth em seu belo comentária a respeito da luta de Amyra. Abaixo o Texto:


Ambientalista lança e-book na Feira de RSE na Bacia de Campos


Por Martinho Santafé*



Ainda faltam seis meses, mas os preparativos para a III Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos, que acontecerá em maio de 2010, em Macaé, estão sendo acelerados. Os organizadores do evento realizado pela Revista Visão Socioambiental (ex-Visão Social), com o apoio de o debate e outros parceiros, estão convidando os palestrantes do Fórum que terá como tema “Consumo Consciente por uma Economia Sustentável”.



Durante o evento, será lançado o e-book “Commodities Ambientais em Missão de Paz”. Esta obra celebra a trajetória pacifista de três décadas da professora, economista e ambientalista Amyra El Khalili – que confirmou presença como palestrante -, como resultado dos primeiros dez anos da construção econômica socioambiental na América Latina e no Caribe. Trata-se da compilação de alguns de seus principais artigos e entrevistas reproduzidos, discutidos e apresentados em listas na internet, em diversas publicações, palestras, debates, congressos, conferências e seminários no Brasil e no exterior.


Nesta obra, o leitor refletirá sobre temas como economia de mercado, meio ambiente e finanças sustentáveis, redes solidárias e suas estratégias, mudanças climáticas e mercados emergentes, financiamentos de projetos e negócios socioambientais, conflitos sociopolíticos, espiritualidade e esperança, guerra e paz.



Personalidade


Amyra é um exemplo de ativismo a serviço da paz entre os povos, entre os gêneros masculino e feminino, entre progresso e preservação ambiental. Sua militância pela dignidade humana, pelo respeito à mulher, contra a discriminação de ordem racial e étnica, tem merecido o respeito e a admiração de quantos privam de sua amizade e daqueles que lêem os seus artigos.


Como economista, Amyra empenhou-se, acima de tudo, em demonstrar que é possível conciliar uma economia de mercado com a proteção do meio ambiente. Além de economista, Amyra El Khalili é presidente da ONG CTA, idealizadora e fundadora do Projeto BECE e da Aliança RECOs. É professora de pós-graduação e MBA em várias universidades, além de colaborar com diversas revistas especializadas em meio ambiente, direitos humanos e economia.



Amyra é de descendência palestina. Durante 20 anos atuou no mercado de capitais, trabalhando como operadora da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros). A economista Amyra já realizou transações gigantescas, negociando contratos e títulos, moedas, ouro, petróleo, gado, café e outros artigos do gênero.



Seu pai veio refugiado do Oriente Médio em 1960. Tendo conhecido a fundo as mazelas sociais e os mecanismos perversos de exploração da natureza, também do homem pelo homem, Amyra sempre esteve engajada na luta pelos direitos das minorias, pelo equilíbrio ambiental e, principalmente, pela paz, razão pela qual já foi indicada para o Prêmio Bertha Lutz, 2007, e o Prêmio Mil Mulheres, ao Nobel da Paz, 2004.



Trabalhou no Projeto de Reconstrução Econômica no Líbano, que apoiou o Estado Palestino nos Acordos de Oslo (93). Conferencista e palestrante em diversos seminários para ministérios e as Forças Armadas no Brasil e no exterior. É fundadora do Movimento Mulheres pela P@Z! e membro-fundadora do “Movimento Portas abertas: dois estados para dois povos”.



Recursos naturais



Amyra define "Commodities Ambientais" como mercadorias originadas de recursos naturais em condições sustentáveis e são os insumos vitais para a manutenção da agricultura e da indústria. Constituem um complexo produtivo que envolve sete matrizes: água, energia, minério, biodiversidade, madeira, reciclagem e controle de emissão de poluentes (água, solo e ar).



As commodities Ambientais, segundo ela, obedecem a critérios de extração, produtividade, padronização, classificação, comercialização e investimentos e dá um tratamento diferente aos produtos que no jargão do mercado financeiro são chamados de commodities (mercadorias padronizadas para compra e venda). Não são mercadorias que se encontram na prateleira dos supermercados, na lista de negócios agropecuários, nem entre os bens de consumo em geral industrializados, mas estão sempre conjugadas a serviços socioambientais - ecoturismo, turismo integrado, certificação, educação, marketing, comunicação, saúde, pesquisa e história, entre outros.




Diferentemente das commodities tradicionais, as commodities ambientais obedecem a um modelo em cujo topo se encontram os “excluídos” (aqueles que não têm emprego e renda), pequenos produtores, extrativistas entre outros; à direita está o mercado financeiro e, à sua esquerda, o meio ambiente. A diferença está na base do modelo monetário deste novo mercado que está sendo construído no Brasil.




Para Amyra, “o desenvolvimento desse novo mercado requer a conscientização de todos os segmentos da sociedade civil organizada e a sensibilização de todos sobre a importância de se criar condições para uma economia justa, socialmente digna e politicamente participativa e integrada”.



Isto se dará por meio de discussões que envolvam princípios filosóficos de desenvolvimento sustentável e debates sobre as interações entre meio ambiente, direitos humanos e mercado financeiro. “Não poderia ser diferente, uma vez que seria praticamente impossível desenvolver mecanismos para gerar negócios, financiados pela democratização do capital, sem o envolvimento e o comprometimento daquele que será seu proprietário e maior beneficiário: o povo brasileiro”, declara.



Projeto BECE



A Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais - BECE é nada menos do que a criação de um novo mercado financeiro com conceitos totalmente renovados, embasados na responsabilidade social e ambiental, na ética e na transparência.



Destinado à implantação de um novo mercado, cuja produção objetiva adotar critérios de justiça social e responsabilidade ambiental, este Projeto prevê, em acordos e protocolos, que estas receitas sejam voltadas para o meio ambiente e para as comunidades que as terão produzido. As quantias reverterão diretamente para o financiamento auto-sustentável de projetos sociais ou ambientais na escala local. “Gerenciado localmente através dos seus Fóruns Regionais e virtualmente monitorados em redes, o Projeto BECE é de fato um instrumento concreto para fomentar e operacionalizar efetivamente a Agenda 21, pela qual nenhum dos signatários da ECO-92 pôde honrar seus compromissos”, ressalta a professora.



É principalmente nisso que o Projeto BECE é inédito no mundo, bem como pelo fato de que ele abre as portas do “Mercado” aos pequenos produtores, associações e cooperativas pelo viés dos acordos firmados pela Aliança RECOs. Inclusive promover a possibilidade para que os compradores tenham acesso livre e direto com os vendedores, sem intermediários e especuladores.



O projeto, por esta metodologia, prevê comprometimento com promoção do desenvolvimento sustentável. Conscientiza sobre a importância da preservação de valores históricos, artísticos, culturais, paisagísticos, antropológicos, socioambientais. Promove a inclusão social com a mudança de paradigmas (inserção dos excluídos, aposentados e minorias em geral numa sociedade digna, ética e participativa).



Transformação



Nesta perspectiva, propõe-se transformar estruturas, analisados os efeitos micro e macroeconômicos. São mudanças lentas e de longo prazo, porém já se pode avaliar estes efeitos. Efeitos microeconômicos dentre os quais está a viabilização da geração de ocupação e renda com inclusão social; o fomento da geração de novos mercados, produtos e serviços; o aumento da base da integração social com cidadania e qualificação. Nos efeitos macroeconômicos propõe-se criar riquezas com aumento do PIB; aumentar a arrecadação fiscal; aumentar a mobilidade social; melhorar a distribuição de renda dentre outros como reduzir a carga tributária do País.



“Finalmente, diz Amyra, commodities ambientais é muito mais do que um modelo alternativo para o desenvolvimento sustentável. É o resgate de princípios e valores universais, em que se busca a inclusão social sem o assistencialismo e a dependência sobejamente conhecidos no modelo tradicional”, afirma.





*Martinho Santafé, é jornalista radicado em Macaé há 28 anos, filiado à Rede Ethos de Jornalistas e, junto com Bernadete, que é publicitária, lançaram em junho de 2005 a revista VISÃO SOCIAL (visaosocial.net), - hoje Visão Socioambiental - com foco em Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade. Em maio de 2008 realizaram a I Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos (feirarsebaciadecampos.com.br), no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro), evento que procura debater questões planetárias e regionais nas áreas de RSE e Sustentabilidade, voltado para os municípios da área de influência da Bacia de Campos, que têm como principal fonte de riqueza o petróleo, ou seja, uma energia não renovável e agressora do meio ambiente.



A Feira abriga stands de empresas, instituições diversas (Firjan, entre outras), poder público e ONG´s, para mostrar seus projetos e suas ações nas áreas temáticas. Além disso, realizam o Fórum de palestras e debates, as Oficinas do Conhecimento - onde empresas, universidades e ONG´s apresentam seus projetos ecoeficientes - e a rodada de negócios sustentáveis.

Este ano, organizaram a segunda versão do evento, também em maio, com cerca de 6.500 visitantes, cujo Fórum contou com a participação de Amélia Gonzalez (editora do Razão Social), o ambientalista Fábio Feldmann, representantes da Shell, Petrobras, Sistema Firjan, dos governos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e de prefeituras da região, entre outros palestrantes.

O público alvo do evento é formado por empresários, gestores públicos e de organizações não governamentais, estudantes universitários e de ensino médio, professores, profissionais liberais, pesquisadores e todas as demais pessoas interessadas nos temas Sustentabilidade, Responsabilidade Social e Responsabilidade Socioambiental.

A próxima Feira será realizada nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2010, no mesmo local, e contará na abertura com a conferência de lançamento do E-book de Amyra El Khalili.

Martinho Santafé
Revista Visão Socioambiental
(22) 9984-4624
(22) 2772-2569



Parabéns ao Martinho e a Visão SocioAmbiental por esta bela iniciativa de fazer presnte em Macaé a nossa Amyra ( Jose milbs de Lacerda gama editor de www.jornalorebate.com

Amyra escreve ao O REBATE e, como sempre, fala pelo coração:
Que momento esperado!
Eu disse para Joel Barcellos que seria mais fácil chegar em Macaé do que nos encontrarmos em São Paulo.

Será a gestação de um filho, que nascerá em Maio (parto de 6 meses) na querida Macaé, seio da Bacia de Campos.

Estou emocionada......engasgada e sem palavras!

Allahmdulilah
(Graças a Deus!)

Amyra El Khalili - mulherespelapaz@bece.org.br
Movimento Mulheres pela P@Z!

27.11.09

Pingos de memórias no catucamento afetivo de minha doce amiga de Portugal Marie Thereza...



"Que seria do Poeta, do Artista sem o sofrimento? seria pedir de mais a criação" José Milbs editor

UM DIA CONVERSEI COM MINHA MÃE ECILA, ELA ESTAVA NO LIMIAR DOS SEUS JOVENS 80 ANOS. DIABÉTICA, AINDA FAZIA QUESTÃO DE PREENCHER SEUS CHEQUES DO BANERJ FRUTOS DE SUA APOSENTADORIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RJ NO NIVEL DE JUIZA. OS CHEQUES, DEVIDO A SUA VISÃO JÁ CANSADA, IA FAZENDO CURVAS QUE O SEU GERENTE E AMIGO JARBAS DA CENTRAL DO BANERJ EM SP PAGAVA E SE EMOCIONAVA COM TANTA DIGNINDADE. NA CONVERSA EU FUI BEM REAL. MINHA MÃE, SE A SENHORA TIVER QUE PERDER A PERNA DEVIDO A SUA INFERMIDADE, COMO SE SENTIRIA? ELA, COM A SABEDORIA DE QUEM DEVIA ANTEVER MINHA PREOCUPÇÃO, RESPONDEU. MEU FILHO, EU JA CAMINHEI 80 ANOS COM AS DUAS PERNAS E POR QUE NÃO FAREI COM UMA? Faleceu antes deste acontecimento. Rosto sorridente que escondia suas tristezas na câmara mortuária que a trouxe de SP para Macaé para ficar junto comm seus antepassados.
hOJE RECEBO DE UMA AMIGA DE PORTUGAL QUE SABE DO SOFRIMENTO DA PERDA E PUBLICO ESTA MENSAGEM QUE MAIS OU MENOS A VERDADEIRA POESIA DO VIVER..
Marie thereze:
PERGUNTARAM A UM VELHO PINTOR.
SE O SENHOR PERDESSE A VISÃO,O QUE FARIA DA VIDA?
ELE SABIAMENTE RESPONDEU, PRIMEIRO COMPRARIA UMA BENGALA,
SEGUNDO UM LINDO ÓCULOS ESCURO E DEPOIS...........ESPERA AI, NÃO SOU PINTOR NÃO SOU UM ARTISTA, PORTANTO CONTINUARIA PINTAR.
AI ENTRA O INDAGADOR MAIS COMO?
RESPONDEU ENTÃO O VELHO ARTISTA, COM AS MÃOS E PINCÉIS É CLARO.
DE NOVO O INDAGADOR, MAIS COMO SE NÃO VERÁS?
RESPONDEU ENTÃO O SÁBIO PINTOR, COMO SOU ARTISTA É FÁCIL MINHA ALMA É QUE PINTA E MEU CORAÇÃO SE EXPRESSA.
bjos de portugal

26.11.09

PRIMEIRA MULHER A OCUPAR CARGO DE PREFEITA NA CIDADE DE MACAÉ. MARILENA GARCIA ABRE UMA NOVA LIÇÃO DE HISTÓRIA...


Prefeito se licencia:

MARILENA GARCIA, ASSUME A PREFEITURA DE MACAÉ, E É A PRIMIERA MULHER A OCUPAR ESTE CARGO.

Marilena Pereira Garcia, assume a prefeitura da cidade. Possuidora de uma das mais longas biografias da vida pública de nossa região, ex vereadora e atual vice-prefeita, tem uma vasta história ligada as raizes da educação. Professora e também Secretária de Educação recebe o cargo do Prefeito Riverton Mussi Ramos numa das mais alegres regiões de nossa cidade. O Bairro Nova Holanda, no Ciep, local desta importante transmissão.

Liderança do PT local, acaba de ver eleito, por quase 80% de votos para a presidencia do partido, seu filho Guto Garcia Assis. Foram 605 eleitores e alavancou a jovem liderança de um dos mais eficientes jovens de nossa atual safra de politicos.

Marilena vem de uma familia de pessoas extremamente enraigada na vida social e humanista de nossa região. Nacionalmente conhecida e respeitada por suas posições voltadas para o social e para educação, se fez presente em todos os recantos onde podia falar e exigir obras para Macaé. Amiga pessoal da ex Ministra Benedita da Silva, minha companheira de fundação do PT, juntamente com o inesquecivel "Bola" seu ex companheiro e petista das primieras horas.

Marilena não confirma mais seu nome é um dos mais cotados pora a Prefeitura no mandato que irá comemerar o II CENTENÁRIO DE NOSSA EMANCIPAÇÃO.

O Presidente Lula, a partir de 2011, irá pessoalmente custurar várias alianças na Região de Petróleo e uma das mais importantes, será em Macaé onde o PT sempre esteve presente com dezenas de mulheres nos deus 33 anos de existência. Vários partidos estarão sendo contactados objetivando uma grande coligação para levar Marilena a ser 1a. nativa mulher a chegar a este cargo.

A presença de desta batalhadora professora, mulher e mãe, à frente do executivo, numa passagem de cargo num lugar simples e cercado de crianças pobres e alegres da Nova holanda, é o sinal evidenciado da clara diferenciação de Marilena de outras aspirações eleitorais ao longa da vida politica de Macaé.

Aluna de Escolas Públicas, hoje ela tem trânsito livre em todas as salas de aulas de nossa Educação. Sabe e fala a mesma linguagem que emana do sofrido POVO das periferias macaenses e é amada por milhares de pessoas que ja sentem o efeito de seu trabalho na educação de nossa Região.

Com a mesma garra quando exercia o mandato de vereadora e foi resposnável pela criação dos Royalties do Petróelo, ela agora se debruça na férrea missão de dar ao nosso municipio escolas Publica em nivel altamente competitivo e uma gama de centenas de cursos de especializações que estão sendo realizados em sua gestão...

Lembranças em Pingos de Memórias. Alertadas pela Poetisa, Artista e Amiga Marie Thereza de Portugual...

UM DIA CONVERSEI COM MINHA MÃE ECILA, ELA ESTAVA NO LIMIAR DOS SEUS JOVENS 80 ANOS. DIABÉTICA, AINDA FAZIA QUESTÃO DE PREENCHER SEUS CHEQUES DO BANERJ FRUTOS DE SUA APOSENTADORIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RJ NO NIVEL DE JUIZA. OS CHEQUES, DEVIDO A SUA VISÃO JÁ CANSADA, IA FAZENDO CURVAS QUE O SEU GERENTE E AMIGO JARBAS DA CENTRAL DO BANERJ EM SP PAGAVA E SE EMOCIONAVA COM TANTA DIGNINDADE. NA CONVERSA EU FUI BEM REAL. MINHA MÃE, SE A SENHORA TIVER QUE PERDER A PERNA DEVIDO A SUA INFERMIDADE, COMO SE SENTIRIA? ELA, COM A SABEDORIA DE QUEM DEVIA ANTEVER MINHA PREOCUPÇÃO, RESPONDEU. MEU FILHO, EU JA CAMINHEI 80 ANOS COM AS DUAS PERNAS E POR QUE NÃO FAREI COM UMA? Faleceu antes deste acontecimento. Rosto sorridente que escondia suas tristezas na câmara mortuária que a trouxe de SP para Macaé para ficar junto comm seus antepassados.
hOJE RECEBO DE UMA AMIGA DE PORTUGAL QUE SABE DO SOFRIMENTO DA PERDA E PUBLICO ESTA MENSAGEM QUE MAIS OU MENOS A VERDADEIRA POESIA DO VIVER..
Marie thereze:
PERGUNTARAM A UM VELHO PINTOR.
SE O SENHOR PERDESSE A VISÃO,O QUE FARIA DA VIDA?
ELE SABIAMENTE RESPONDEU, PRIMEIRO COMPRARIA UMA BENGALA,
SEGUNDO UM LINDO ÓCULOS ESCURO E DEPOIS...........ESPERA AI, NÃO SOU PINTOR NÃO SOU UM ARTISTA, PORTANTO CONTINUARIA PINTAR.
AI ENTRA O INDAGADOR MAIS COMO?
RESPONDEU ENTÃO O VELHO ARTISTA, COM AS MÃOS E PINCÉIS É CLARO.
DE NOVO O INDAGADOR, MAIS COMO SE NÃO VERÁS?
RESPONDEU ENTÃO O SÁBIO PINTOR, COMO SOU ARTISTA É FÁCIL MINHA ALMA É QUE PINTA E MEU CORAÇÃO SE EXPRESSA.
bjos de portugal
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24.11.09

GUTO GARCIA UM LIDER QUE SURGE




Um Lider que Surge:
ELEIÇÃO DE GUTO GARCIA RESGATA A HISTÓRIA MACAENSE DENTRO DO PT NA REGIÃO DE PETRÓLEO...
Independente de estar participando do governo municipal e, não tendo nada contra os não macaenses que controem a região e enobrecem a vida de nossa comunidade na mistura de sua genética com os nativos e vice versa, sou obrigado a registrar para a História de Macaé a eleição de Guto Garcia Assis para a presidencia do PT local.
Para refrescar a memória de alguns malucos engravatados e irônicos que teimam e falar que o PT foi fundado por um bando de loucos e outros adjetivos comuns ao Humor da direita, devo fazer viver os anos de fundação deste partido que não milito mais e exijo respeito aos dedicados fundadores nos anos de 1978.
Participei da Fundação Tijolo por Tijolo do PT. Ao meu lado, aqui em Macaé, Euzebio Luiz da Costa Mello, Honório do José da Silva, Omir de Sá Rocha, Dilma Lóes, Phydias Barbosa o nosso querido Barbosinha), e alguns metalúrgicos de Diadema, amigos de Luiz Inácio da Silva.
Era numa salinha embaixo do Minhocao em SP, com a presença do Airton Soares que a gente ia banhar-se no conhecimento e da formação do PT.
No Rio de Janeiro, onde fomos o Primeiro Núcleo do Estado do Rio, faziamos as reuniões com Eudes e Souza, ambos fundadores do PT nacional.
Incorporado ao PT de Macaé vieram dezenas de jovens e, depois de uma luta intensa foi criado o partido,
Vieram as eleições de 1982 tentamos uma cadeira no Legislativo. Iza Correa de Aguar aceita ser candidata a Prefeita, sendo a 1a mulher a ter a ousadia de enfrentar uma elite machista, cheia de ameaças e outros milongas que ainda são usadas por alguns remanescentes da reação,
Maria das Graças, ainda uma jovem professora é a nossa candidata a vereadora na Barra do Rio Macaé. Vereadores e asseclas do Poder Municipal ameaçam as duas jovens mulheres. Ambas professoras municipais. Ameaças que, vinham misturadas com "não se metam que esta gente do PT ou então, olhe seu emprego..etc. etc....
Elas resistem e o PT de 1982 lança Prefeito, 28 vereadores, vice prefeito e eu candidato a Deputado Estadual...
Lizâneas Macial, aceita meu convite e vem até Macaé dar os últimos retoques nas candidaturas. Fomos ao Morro veja texto e Maria de Jesus http://www.jornalorebate.com/colunistas/milbs16.htm onde falo da nossa visita as favelas de Macaé....
O que a gente não sabia era que um Juiz Eleitoral, totalmente ligada a hierarquia feudal dos anos de chumbo, estava "armando uma pra cima de mim". Impugnou 18 dos nossos pré candidatos a vereança. ele sabia que a gente ia fazer 1 representando e usou sua Toga, manchada pelo véu da ironia e da subserviencia a elite para impedir nossa vitória...
Pergunto: onde estão os malucos, os maconheiros, os marginais que tanto alegria dá a alguns petistas que se arrotam de esquerda?
Sabem onde estavam e estão os banditos? estavam lá, encrustados no Poder Judiciário e ainda estão por ai a buscar, dentro do PT alguma boquinha, algum corgo público para continuar a arrotar que são petistas, que conhecem o PT desde a sua fundação e que este partido está ai robusto com gente engravatada e com carros luxuosos, alguns conseguidos a custa de grana corrupta e do uso da cafetinagem...
A hipocrisia de taxar de maconheiro, maluco, travesti, louco e outros termos, serve apenas para encobrir os verdadeiros Heróis que ousaram acreditar que Luiz Inacio Lula da Silva, um simples retirante viria ser Presidente da Republica do Brasil...
Não estou em busca de emprego ou cargos. Não " roí as cordas" . Para sobreviver, além dos meus 700 por mês da aposentadoria do ministério da Saude, vivo e moro num sitio que minha mãe Ecila trocou por uma herança de familia, fiz um Kiosque onde aumento meu sustento.
Como estão os que se dizem de "esquerda do PT"? com raras excessões tipo Moctezuma e Almir estão "comendo e passando muito bem com a grana que pinga do poder que tanto abminam na fala. A prática é bem outra...
Não se metam comigo nem com os velhos fundadores do PT. saí do Partido, (agradeço a nacional me manter ainda lá no PED como filiado) mais estou em outra. Respiro transquilamente o ar da luta.
Metam-se com outros. Comigo nao...
Guto Garcia Assis, repito, é o resgate da história de nosssa região. È um lider nato. Este negócio de direita do PT, centro do PT, Esquerda do PT é história para boi dormir. È papai noel fantasiado de vermelho. Não creio em esquerda no poder que se acocora ao que está Ai...
Que esquerda é essa que "cumpre o que determina os empregados assalariados do Daniel dantas? Que esquerda é essa que na teoria é uma posição e na prática se banha nas mesmas aguas perfumadas nas niscinas da borguesia que fede? - Escondinho, pode?...

A verdadeira esquerda está em outro lugar e eu estou caminhando para lá. A liga Operária, com muitos ex petistas e intelectuas honestos está a para a luta.
A história de Guto passa pelo humanismo de seu avô Carlos Augusto Tinoco Garcia, pela perspicácia de seu pai e meu amigo Antonio Carlos de Assis e pela coragem, ousadia e competência de sua mãe Marilena Garcia...
Barrar o continuimismo de uma elite assanhada, faminta de casas luxuosas em Búzios com restos de propinas e de desvio de dinheiro é o objetivo principal de quem ama Macaé que fará 200 anos em 2013.
Do alto de meus quase 80 anos, de minha vida politica, nascida no PTB de Roberto, Pauva muniz, Jango e outros, de meus filhos e netos, exijo que dobrem a lingua, suja dos sabores e vinhos importados, quando se dirigirem aos "malucos que fundadoram o PT. Malucos de amor ao POVO e de desejo de uma sociedade livre e fraterna...

Jose Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com e fundador do PT nos anos de 1978...

19.11.09

Ingrid de Agrolândia Santa Catarina: Uma linda mensagem de uma mulher que deve merecer uma reflexão mesmo...




Ingrid de Agrolândia, Santa Catarina fez este lindo texto que tomo a liberdade de expor no meu blog...
Sou uma pessoa comum. E você?

Fui criado com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era o flagrante do lanterninha dos cinemas!

Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximo, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, idosos, autoridades.

Confiávamos nos adultos porque todos eram pais de todas as crianças da rua!
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.

Hoje, sinto uma tristeza infinita por tudo que perdemos.
Por tudo o que meus filhos precisam temer.
Matar pais, avós, violentar crianças, sequestrar jovens, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade no noticiário policial.
Não levar vantagem é ser otário!
Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão.
Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.

O que aconteceu conosco?

Professores agredidos em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas.

Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte.

Que valores são esses? Carros que valem mais que abraços, filhos pedem como brindes por passar de ano.

Mais vale vinténs do que um gosto?

Que lares são esses?

Bom dia, boa noite, até mais. Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga.
Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz e o lugar onde o bem e o mal são contrários, onde o mocinho luta com o bandido e o único medo é de quem rouba e mata.
Quero de volta a lei e a ordem.
Quero liberdade com segurança. quero tirar as grades da minha janela.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter. a cara limpa e o olho no olho.
Quero empregos decentes, salários condizentes, uma oportunidade a mais.

Uma casa para todos, comida na mesa, saúde a mil.
Quero livros, cachorros, sapatos e água limpa.
Eu quero voltar a ser feliz!

Quero xingar quem joga lixo na rua, quem fura a fila, quem ultrapassa a faixa,quem não usa cinto, quem não paga a conta, quem não dignifica meu voto e cobra mensalão.

Abaixo o "ter", viva o "ser" e o "sentir"!

E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã!

16.11.09

fome:BARRIGAS VAZIAS SÃO TAMBORES DA REVOLUÇÃO.




Suor, lágrimas e saudades

José Milbs
Publicado originalmente no jornal A Nova Democracia

O sol permanece escondido entre os raios de Lua que teimam em reinar no amanhecer da cidade. O dia ainda nem começou, quando centenas de homens deixam os alojamentos e caminham com destino à obras que lhe fornecerão "o pão de cada dia". A barriga ronca, o hálito diz da precariedade da dentição o e os braços se erguem num espreguiçar que deixa à mostra a musculatura rígida feita de pancadas de estacas e levantamento de sacos e mais sacos de cimento.

Sorrisos trocados com companheiros, olhar escantilhado para os lados em busca de capacete e roupagens coloridas com os logotipos de empresas tercerizadas fazem a rotina destes homens cujas rugas na face dão conta dos anos em que servem de "mão-de-obra", deixando transparecer o belo olhar infantil que brota na universal identidade com seus companheiros de labuta.

O ranger da porta, feita de restos de taipas de outras obras e a tramela fixada ali com carinho e arte, deixa entrar os primeiros raios de sol que, como que pedindo licença, começa a esquentar as entranhas do alojamento. Os beliches, com esteiras abertas pelos anos de uso, deixam à mostra o madeirame duro que se faz de estrado.

Rostos lavados em vasilhames, bochechos e abrir de bocas são as primeiras identidades desta universalidade humana. As xícaras de alumínio, algumas já amassadas pelo uso antigo, recebem os lábios sedentos de sede e fome destes homens que partem para as obras da construção civil nos luxuosos bairros da cidade de Macaé, estado do Rio de Janeiro, arrotada pelo monopóio dos meios de comunicação como a "capital do petróleo" e a "melhor cidade para se viver, morar e trabalhar".

Ainda com o estômago embrulhado pelo alimento do dia anterior, eles sorriem entre si, falam, em seu linguajar alegre e partem para a luta. Assobios, cantigas, versos ao vento e, sei lá onde tanta pureza brotando da brutal vida que a sonorização dos versos e cânticos, penso, os elevam ao patamar dos pássaros.

Uns fumam, outros biritam. Uns falam de mulheres, outros de religião. Todos, no entanto, arquejam no andar e deixam à mostra a incerteza do dia seguinte. Se a fome aumenta, engolem o último pedaço de pão comprado no mercadinho perto do alojamento. Se sentem sede, bebem da água encanada. "Barrigas vazias são tambores da revolução", dizia Adão Nunes que, nos anos de sua militância ainda acreditava no parlamento. Os tempos passam, outras barrigas batem tambores em outras fomes.

A construção civil não pode parar. Hotéis de luxo para abrigarem os patrões do patrão. Suas carteiras de trabalho não pesam mais em seus bolsos. Elas foram requisitadas pelo jagunço das empreiteiras e viajaram para outros estados para serem "assinadas".

A fachada da obra tem nomes suntuosos de conhecidas empresas no ramo nacional. Publicidades são feitas em seu nome, jantares e reuniões idem, retratos e visitas caritativas em clubes sociais também. Colorida e iluminada, a fachada das obras ostenta o nome de socialites famosos, com suas caretas famigeradas e seus cabelos pintados que deixam transparecer o olhar cruel de quem enriqueceu à custa do sacrifíio de homens e mulheres indefesos e puros.
A mais-valia astronômica que esses cafajestes da construção civil embolsam é tão monstruosa que eles abrem hotel em cima de hotel, como se estivessem construindo barquinhos de papel. Fazem edifícios com andares em local antes proibidos e em praias que terão seus dias finitos pelas sombras que, por certo, virão em pouco tempo.

O bolso vazio do traseiro que não tem mais a carteira de trabalho é preenchido com papéis e anotações. Uma espécie de diário onde se pode ler, em alguns "garranchos" gramaticais, anotações de dias, horas, sábados, domingos e tardes noites de extras.

O jagunço que pegou as carteiras fala grosso. Gesticula em gestos brutos sem saber que põe para fora sua homoxessualidade reprimida. Fala com os trabalhadores como se estivesse em campo de batalha e dando voz unida. Diz-se assessor do dono do hotel e que as carteiras irão chegar de São Paulo em menos de 3 meses. Os operários se olham em silêncio. O último que ousou desafiar este monstrengo em forma de humano foi despedido e está passando fome nas ruas empoeiradas dos bairros periféricos de Macaé. Quer voltar para o Maranhão e está esperando ser atendido pela assistência social.

- Ele mesmo disse - falam quase balbuciando - que o maranhense já viu várias vezes o jagunço tomando chope com o pessoal da prefeitura.

Todos os operários foram pinçados fora de Macaé. Uns vieram do interior da Bahia, convidados por outro jagunços, que se diz dono de empreiteira e que assinou mais de cem carteiras de trabalho. Outros foram trazidos do Maranhão, cidades bem do interior. A maioria trouxeram de São Paulo e Minas.

O jagunço que se diz empresário e recolheu as carteiras sumiu das obras. Dizem que foi para São Paulo. Lá uma outra obra, precisamente em Bauru, deixou centenas de operários sem receber. Como eles eram, a exemplo dos daqui, de outros estados, não ficam para "por no pau estes canalhas". Precisam viver e partem para outra.

Num canto da cidade os donos das construções e seus jagunços festejam mais uma grandiosa obra, inaugurada com a presença de todas as autoridades civis, militares e eclesiáticas do município.

4.11.09

A REGIÃO CRESCEU TANTO QUE SÓ SOUBE, POR ABRAÃO ELETRICISTA,, 6 MESES DEPOIS, DA MORTE DE LELEY MARTINS VIANNA...



Poucas saídas tenho feito de meu sitio, onde edito e escrevo o jornal O REBATE que só sei de muita coisa quando aqui me aparece algum amigo da chamada "Velha Guarda".
Foi assim hoje, quando recebi a presença amena de Abrãao Eletricista que, em conversa vai, conversa vem,falou da morte de Derciley Martins Vianna, nascido e criado nas cercanias da Rua do Meio e que tinha o afetivo apelido de Leley. Fomos criados juntos nas poeiras das Ruas da Região de Petroleo. Dona Maria e seu Bráulio foram grandes nas recordações de milhares de macaenses. Casou-se com Gilda, de quem tenho afetiva recordação pessoas que tive o prazer de conviver em momentos felizes de minha vida. Leley se uniu a esta grande familia e, desta união, soube criar com digninidade seus filhos...
O tempo me afastou de muitas pessoas de minha juventude. Por motivos de atuação em outros afazeres sociais ou mesmo por questões de tempo de encontros e cumprimentos. Isto, no entando, nao tirou de minha mente o comprimiso de perpetuar no Jornalismo Nacional,através de nossa parceria com o Google Mundial, a passagem de Derciley Martins Vianna pela sociedade e cultura macaense.
A simplicidade que ele herdou de seus pais,de seus irmãos mais velhos e a meiguiçe de suas alegres irmães foram motivos de ter realizado uma trajetória de sucessos no mundo financeiro.
Jamais, no entanto,deixou-se levar pelo apego aos bens materiais e nem perdeu sensibilidade que é marca registrada em todos os seus familiares.
É muito dificil, hoje, fazer citações de alguma morte de como a deste velho descenddente dos Martins Viannas. Leley era um dos mais novos, senão o caçula. Viu, com uma grande curiosidade e uma pespicácia nativa, eles entrarem no mundo profissional da Macânica de Autos. Dalcyr, Wanderley e Décio forjaram nele o desejo de seguir este caminho. Numa Empresa de venda de peças firmou-se financeiramente e deixa uma lacuna de dificil preenchimento.
Em nome de O REBATE, em nome do afeto que sempre tive por parte de seus pais Braulio e Doan Maria e, também pela amizade com a familia de Dona Carminha e seu Josias, estendo meus sentimentos a seus filhos, esposa e demais familiares. (Jose Milbs de Lacerda Gama editor)

3.11.09

UMA PRINCESA QUE MORA NA SUIÇA E QUE SEMPRE LE E DIVULGA O REBATE FALA DE SUAS SAUDADES E DE SEU BONDOSO AVO PRESTES

ARTISTA PLÁSTICA e HIH Princesa Eliana Lamine dos Santos of Bokanga of Lobaya
Nascida em Itapeva S.P
Mora na Suíça há 20 anos indo sempre visitar os familiares.
Coroada a Princesa pela Princesa Lydia Lamine do Império do Kongo
Possui alguns títulos tais como:
Diploma de Honra e Mérito “Professor Edison de Oliveira Martho” da Prefeitura de Itapeva S.P
Embaixadora da Arte Solidaria Brasil-Suiça
Chanceler Honorária da FALASP _ Conde Thiago de Menezes
Embaixadora da Paz da NOBLE DINASTY PRINCE SALVATORE CAPUTO OF GUATEMALA

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Descendente das Famílias Prestes Rolim e Moreira dos Santos. A Princesa Eliane fala:“É difícil de começar uma história, mas para mim esta é uma da mais linda de minha infância. Meus Avós, jóias que nos inspiram assim também como nossos pais.
José Prestes Rolim e Benedita Prestes Rolim eram fazendeiros respeitados e amados por muitos, eles defendiam toda sua família com unhas e dentes mostrando o valor da união familiar.
Meus pais João Moreira e Dirce Prestes dos Santos que nas férias nos levava para visitar meus avôs, naquela época em Santa Cruz dos Lopes, uma viajem longa mais linda pela Natureza selvagem que existia ainda naquela época.
A fazenda era um Paraíso, mais ou menos 240 alqueires de terra, a Cede da fazenda que era um enorme casarão feita de madeira, sustentada com pilar para não ter o problema com cobras e outros animais rasteiros, ali embaixo da casa era um abrigo ideal para os animais tais como porcos e galinhas que ali se abrigaram.
Na fazenda meus Avôs criavam suínos, e muitas cabeças de Gado para Carne e leite, e também a agricultura.
À noite se reuníamos enfrente a fogueira onde toda a família ali estava e meu avô começava a contar causos (historias) de fantasmas, boi tatá, mula sem cabeça, e outras histórias que me deixava de cabelos em pé.
Eu depois de ouvir estas histórias, dormia agarrada com minha irmã, lhe pedindo para não dormir antes de mim.
Minha avó acordava às 3 da manhã com a luz de lampião (naquela época não era eletricidade na fazenda), e ordenhava as vacas todos os dias, eu acordava para ir ver e ficava admirando tanto amor com o qual ela tratava os animais.
Ao lado da Casa um lindo pomar, laranja e mexerica Pokan era em fartura, eu e meus irmãos passávamos quase a manhã toda a colher frutas e degustá-las diretamente ao pé da árvore. O
Meu Avô José Prestes, quando ele sabia que vínhamos ordenava para que colhessem melancias no pasto para nós, hoje quando eu degusto uma melancia lembro-me deste tempo de fartura e família reunidas.
O meu avô tinha tratores carros naquela época, mas ele amava era andar de charrete (carroça) com seu fiel cavalo que somente obedecia a ele.
Infelizmente toda esta maravilha foi se acabando, isso pelo financeiramento em Banco, naquela época de 1980.
Toda a lavoura foi financiada pelo Banco e infelizmente a Natureza não foi gentil... E nesta mesma época deste financeiamento, uma chuva com granizo devastou todas as terras.
Os meus avôs não havia feito o seguro de proteção, e sem saber da gravidade que estaria para lhe acontecer.
Para pagar os Bancos foi vendendo terras, vendendo... vendendo ...até que ao decorrer dos anos não lhe sobrou mais nada, pagando toda dívida com os Banqueiros, se viu sem dívida mais também sem seus sonhos ...a Fazenda...
Viveu seus últimos instantes na cidade de Buri interior de São Paulo, junto com sua mulher amiga e companheira de longos anos, minha Avó Dita guerreira, há qual nós muito aprendemos com os dois.
Aprendemos a lutar pelo que amamos e nunca abaixar os braços, aprendemos a ter sempre dignidade mesmo depois de perder algo que muito conta aos nossos olhos.
Agradeço meus avôs e eles serem sempre amados por nossa família, e agradeço às avós de todos, pois são História nesta pagina do livro da Nova Generação”. (
Princesa Eliana Lamine dos Santos

2.11.09

Colégio Estadual Luiz Reid onde passaram as grandes cabeças da cultura da Região de Petróleo.


O Poeta e Escritor macaense Luiz Cláudio Bittencort fala das saudades de toda uma geração. Faço dele as nossas saudades de todos que viveram os anos 60 em diante.
Este colégio existe, hoje, gratuitamente, devido a uma luta da FEDERAÇAO DOS ESTUDANTES DE MACAÉ que, em memoráveis greves, exigiu do então Governador Celso Peçanha, tranaforma-lo em Estadual. A geração de Luiz Cláudio é parceira vida deste feito memorável... (José Milbs ex aluno e editor de O REBATE

27.10.09

Silencio no Samba da Região de Petróleo: Morre Joel Cruz fundador do GRES Princesinha do Atlêntico


Joel Cruz o Grande Mestre do Samba da Região de Petróleo se cala. Os acordes da Princesinha do Atlântico que esteve ligada a sua existência de morador nato do samba, está trsite.
Joel nasceu e se criou nas ruas de Macaé. Passou por todas as dificuldades que se pode imanginar na busca de de Velhos Carnavais. Muitos deles sofridos e criados no Artezanato da Vida. Remanescente da Escola de samba Independente da Rua do Meio ele conhecia e, ainda menino, soube da existência dos Mestres dos Mestres de nosso samba.
Quando se podia falar nestes velhos e saudosos carnavais, onde fluia os batuques dos surdos e dos tamborins em couro de gato, seu sorriso o remetia aos anos 40 e 50 que foram vividos por seus pais e tios na velha e aconchegante Casa da Mãe Titinha nos ensaios da Escola de samba Independente:
/ " Sai, fui buscar, lá na Vila uma Bahiana prá Sambar... Na minha Escola, este \samba eu fiz, prá ela sambar...
Agora quero ver, cajueiros Sambar"...

Joel era dos melhores, senão o melhor. Fundou a Escola de samba Princesinha do Atlantico e era seu atual presidente. Hoje, na manhã morna de da Cidade que virou Capital do Petroleo, recebo o aviso de sua morte num texto simples mais amenamente fraterno:

É com extremo pesar que esta diretoria informa o falecimento do Sr Joel Cruz, fundador e ex-presidente do GRES Princesinha do Atlântico.
O velório está sendo realizado na 2ª Igreja Batista de Macaé, localizada no bairro dos Cajueiros.
O cortejo funerário sairá às 15:00h para o Memorial Mirante da Igualdade.
Com toda certeza o samba macaense perde um de seus maiores representantes.
Sem mais palavras para o momento.
Atenciosamente,

Diretoria de Comunicação e Marketing - GRES Princesinha do Atlântico



Sofre todo o coração dos Sambistas da Região que batiam sob o afago deste grande amigo Joel.
Numa das últimas vezes que estive com Joel, numa Roda de Samba de Fundo de Quintal na Rua Alfredo backer, ele trazia no bolso um texto que fiz sobre Minhas Andanças pela Rua do Meio e que hoje faço questão de unir ao seu Obituário.



Novos Tempos


A rua do Meio tinha e tem uma forma de entendimento diferenciado Nos Fiapos de minha memória. Ali teve cimentada e forjada toda a essência que fixou a infancia e o início dos caracteres da minha existencia.

Por isso ela tem um significado nunca igual as outras ruas, conquistado no dia a dia do crescimento de uma criança. A conquista de novas ruas, de periferias para qualquer menino de 4 ou 5 anos é algo que transcende ao entendimento adulto.

É como o primeiro assobio treinado com luta, tentativas e conquistas. É algo que marca a vida no segumento da vida que brita em cada um nos dias do que se denominou chamar velhice. O belo infantil, que é lembrando no primeiro tombo da bicicleta emprestada por amigos mais ricos, ou do ganho feliz de uma boleba num papão ou num triângulo “ a vera.’’. Coisas que todos temos guardados nas esquinas tortuosas da memória e que vão sendo cotejadas, como pongos de uma chuva criadeira, quando se quer passar isso para os amigos e pessoas...

A vida de uma criança tem sementes que não morrem. Por isso é que, a cada passo que se conquista no mundo geográfico em que habitamos, abrimos trincheiras que se cognominar-se a “ guerra linda da existência humana”.

Fiz-me nas poeiras dessa rua esburacada e santaficada pelo que aprendi, na década de 40, numa Macaé ainda virgem de maldades humanas e progressos loucos e destrutivos.

Ainda se balbuciavam, carinhosos e afetivos, os bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite.

Vocês perguntarão. E as outras ruas, as outras cidades, as outras vilas por este mundo afora? Não seriam e teriam o mesmo formato divino? Confirmo que sim. Creio que estas minhas recordaçoesrecordações servem ao meu mundo o que não o diferencia dos demais mundos existentes em todas as infâncias do universo humano.

Acho que toda a criança, por mais longe do real que esteja, vivenciou mundos maravilhosos e divinos. Quem negará o sonho, o belo pesadelo infantil? Só que eu vivenciei esta realidade e me é outorgado o direito de revelar seus encantamentos com o desejo que outros também os faça para que sirvam de recordações e motivos para longas conversas com filhos e netos.

Como esquecer as estripulias de seu Aluisio do Hospital que tão sabiamente seu filho Zéquinha lhe representa em alegrias e brincadeiras? Do afeto de Dona Durvalina por seus “milhares de filhos”, que vieram ao mundos poe suas mãos? Quando falo em dona Durvalina e repito sua existência neste Fiapo de memória, é porque ela faz parte de milhares de universos infantis de uma Macaé que teima em esquecer suas entranhas para fazer uma historia de bijuterias e falsas existências. Onde se encontra a pura essência do olhar de Iromar uma existência viva e recordativa de uma cidade pura?

Iromar foi me colega de Senai e habitou, em seus últimos dias de vida, o Bairro do Porto do Limão. Sem a visão do mundo exterior ele me conhecia pela vóz e demos lindas gargalhadas de infinito prazer e felicidade quando nos viamos.

Como esquecer as noites de encantamento nas mesas do PINGÂO, REIZINHO, DONA DADÁ E SILVIC? Bares que pipocavam as belezas das nossa ruas nos anos 50 e 60 onde podiamos rever velhos notivacos das noites e das serestas?

II

Não se faz história de uma cidade com 30 anos ou 40 de vivencia nela. Se não se pode fazer parte dela que não se assanhe em faze-la. Se não a fizer , seus filhos farão. Por isso é que me revolta ver as pessoas tentarem dar um branco na vida de Macaé como se a história se pudesse comprar como qualquer titulo de clube ou com nomeações de presidências de clube de serviço. Uma vida genética tem suas raízes na verdadeira essência. Que eles façam as suas histórias nas suas cidades de origens e deixem para seus filhos fazer a nossa.

È muito triste a gente abrir determinados jornais, escritos por debéis historiadores, escreverem mentiras sobra o passado. Locuras que póderia enganar a centenas de crianças indefesas que possam ter acesso a seus textos. Soube que um desses “historiadores de plantão em algum orgão público municipal, disse que ‘Mota Coqueiro tinha sido Prefeito de Macaé. Ainda bem que o Armando Barreto, que está na militancia da imprensa local, desmentiu o ocorrido.

Quem pode esquecer Zacarias Ferreira de Moraes, “Zeca” e sua bela mãe? Como ficar no esquecimento as noites de plantão do PU com Floro, Célio Ferraz, Paulinho Borges. que era na verdade Ivair Borges?

A poucos dias fui numa festa num colégio do Bairro do Aeroporto e quem estava lá como diretora era a filha de Zequinha de seu Zacarias. Maria Inês retratava sua história que era a própria história de nossa comunidade. Falamos do O REBATE do tempo de seus pais e avós e ela ficou feliz em saber que estamos on-line mundialmente acessados.

Sua presença era a presença de parte viva da história e sua fala se confundia com tudo que diz respeito a existência da cidade. Inês falava de sua formação, de sua luta para chegar ao Magistério.

Vi em seus olhos o passamento de toda uma vida que, no bairro simples que ela ministrava aulas, era a representação da própria história de MACAÉ que se espalhou por toda a extensão territorial. Era como que estivesse esticado a Rua da Poça, onde ela nasceu e fincasse esquinas no Bairro Aeroporto...

São coisas que ficam cimentadas nas mentes e que são transferidas para o consciente de uma Macaé que capenga no esquecimento de sua verdadeira história.

III

O Fiapo da Memória caminha para a região onde é hoje o Banco do Brasil. Ali perto morava Celso Terra um dos primeiros práticos em Odontologia. Sempre preocupado com o mundo social e Walter Belmont pai de Regis e Rosana. Eles davam um toque diferenciado dos macaenses nativos já que vinham de outras cidades. Eles incorporaram a vida social em nossa comunidade nos anos 50.

Barrica, meu colega de primário e Gin dos Cajueiros ainda lembram da Escola de Dona Dolores. Era escola Isolada 1.Tinha Indaiá. Sylvio, Elmo, Marlécio e Moacyr Prata. Barrica sempre está nas peladas na Pedra dos Cavaleiros e bate bola com outros senhores. Caminha alegre para os 70 anos de histórias vividas e havidas em nosso região. Parodi que o diga...

IV

Arquimedes França, o pioneiro em tudo que dizia respeito a modernidade, fazia com que a cidade tivesse um tom mais moderno e atual. Zilminhaa, Iolanda, Orlando e. Edgar .........não imaginam como o seu pai, Arquimedes, tinha a visão a frente dos moradores da época. Falar com ele era falar com uma alma alegre e que viajava em redor das falas para a busca do futuro. Hoje quando existe alguma referencia a Arquimedes França as pessoas olham e reverenciam sua memória como um homem que pensou a cidade 100 nos na frente. Uma espécie de Mota Coqueiro ao inverso.A primeira TV veio de suas mãos e muitos outros meios de uso e tecnologia que a cidade viu e tomou conhecimento.

V

As pipas, os campinhos de peladas, as bolas de gude, os namoricos furtivos, as esperas das tardes no jogo de Bola de Meia podem significar e significam a capa protetora das infâncias macaenses, que, as noites de historias contadas à luz de velas, forjam a passagem de existências de vidas com que os avós nos presenteavam em saudosas falas carinhosas e puras.

Histórias dos sertões de Carapebus e seus índios nativos, vivências em Quissamã e suas fazendas gigantescas, caminhadas a Rocha Leão, Macabú e Rio Dourado.

A verdadeira história de Mota Coqueiro, passada por bisavós que o conheceram em Macabú e não tem nada haver com as informações passadas ao meu amigo e escritor March de tão pura intenção envolvido por historiadores mal intencionados. Mota matou mesmo a familia sim, afirmavam eles em suas certezas por que eram visinhos dele em Macabuzinho...

VI

Era sempre uma Macaé verdadeiramente macaense em essência e vidas. Creio que existe uma ideologia nos dias atuais de gente que deseja, por força ou por não terem a paciência histórica de esperar que a historia os reverenciem ,esconderem as verdades verdadeiras. Pensam e querem que a história comece com eles. Eu noto que nestes últimos 20 anos, não sei se com a chegada da Petrobrás ou se de fato, essas pessoas pensam que podem “passar um apagador” na historicidade real. Muitos estão ai afoitos em se perpetuarem numa mentira histórica, textos que não passarão despercebidos por que tem muita gente ainda viva e atenta a esses engodos.

Não se colhe frutos sem que as raízes estejam fincadas na terra. Assim deve ser a vida de uma cidade. Governar a cidade voltada para sua verdadeira essência cultural e genética deveria ser o que eles deveriam fazer. Até por que não existe meias verdades na historicidade de um povo. Ou é ou não é.

VII

A Rua do Meio tinha frondosas árvores e as areias grossas das ressacas de Imbetiba ladeavam as entranhas das ruas e faziam se fazima de picadas nas casas. Um emaranhado de conchas e restos de mares antigos. O velho Benoni conversava nas esquinas com “Geraldinho” de Zelita Rocha. Sobre algumas jogadas do Time do Americano e falavam dos dibles de Venicio de Oliveira que tinha sido convidado por Gintil Cardoso para ser reversa de Garrincha no Botafogo. A gente ficava ouvido estas conversas dos “mais velhos” e ficavamos sabendo disse fato inédito na vida do esporte de Macaé. Venicio, um menino saido das poeiras de nossas favelas iria ser reserva do fabuloso Garrrincha. Venicio, na timides de um menino dos anos 40, não foi. Sua timides impediu que passasse para a história do Futebol Mundial. Perdeu a cidade...

Pedrinhas brancas, cacos de Mariscos e ostras eram comuns nas cercanias. Elas se misturavam nas terras pretas dos jardins da rua Dr. Bueno com belas Dálias, Roseiras e pés de Laranjas, comuns nas frentes das residências nesse início da década de 50.

Na rua Júlio Olivier além de Custódio, Tinoco, Seu Manoel, tinha seu Sebastião Crespo com seu caminhão que nos dias de carnaval desfilava cheio de crianças pelas ruas do centro. Lucas e Zilda ainda embalavam os meninos Guto e Toninho.

Era comum as puras aparições de carros, alegremente carnavalescos, passando pelas ruas. No Carnaval, seu Sebastião era visto seus filhos Edevan, Edson, Celinha, Cacilda e Edy que se jundavam a turma da Rua do Meio, Igualdade e Praça para as comemorações. Os caminhões se enchiam de crianças e mini adultos e desfilavam na Rua Principal, antecedendo os desfiles dos Cajueiros e Independente.

Ainda não havia as Bandas Marciais do Luiz Reid nem a do Polivalente que viriam a ser osquestradas por Jamil e José Geraldo no CELR e pela abnegação de Angela, esposa do meu amigo Mozart e mãe do nosso reporter esportivo Léo Lima, no Colégio Polivalente.

VII

Havia uma Vala ( que nos anos 60, quando Cláudio Moacyr manilhou), que era onde a gente brincava muito. Eu, Cláudio, Levy, Telmo, Rubinho, Nelsinho de dona Pequena e outros meninos.

Do lado de lá da Vala, hoje uma rua que dá acesso a casa de Míriam de Dona Pequena, morava alguns mitos das hitórias macaenses. “Titinha” DO INDEPENDENTE, Seu Roberto do Bar e o Seu Xará de Dona Pequena, Thiers, Dona Olga Patrocínio, Aloísio do Hospital, Mãe Durvalina de Braulio, Zequinha e Hilário de Hilarinho, Custódio, Gilda, Seu Manuel de Anterinho, Celinha irmã de Devan e seus belos e bondosos pais, Lalate, Dona Cotinha, Nelson, Clyce, Theresinha, Eliete, Darcílio, Irene, Doca e Zezinho, Mathias, Catuta, seu Oswaldo, Benicio, Marinildo Amado e suas meigas irmãs, Benildo, Dona Zinha de Syldai e Neinha, Elias e sua irmã, de doces lembranças de Seu Rubens Patrocínio, Sucena, Pimpão, Lenice, Clea, Mazinha.

Tinha um velho Pé de Mija-Mija instalado em frente a Chácara onde morava Alencar e dona Bentinha. pai de Elcinho. Esta árvore tinha um pequeno fruto que, ao ser cortado, expedia um liquido. Dai este nome. Confirmei, com Naná Ferroviário, este fato e ele se lembrou desta árvores. Ela, como o Pé de Tamarindo que existia na Praça Veríssimo de Melo, suniram do real mais repousam suave e docemente nas nossas memórias.

VIII

Nessa Chácara, onde Alencar morava, ao lado de minha casa, na Rua Doutor Bueno, 180, tinha dezenas de jabuticabeiras e uma pedra de umas duas toneladas, que as crianças diziam ter um tesouro enterrado debaixo.

Elsinho e seu outro filho Alencar eram nossos colegas de bolebas e a gente discutia sobre o tesouro debaixo desta pedra. Dona Bentinha tinha uma filha linda que revi neste início de século quando de uma ida a Cerj para ligar uma luz. Estava na sala de Guto filho de Lucas e pai de Luquinha. Sorria com o mesmo sorriso franco e puro que tinha os 6 anos. Rever histórias e passar para este Fiapo é salutar.

‘Não sei nem contar as vezes que ficava torcendo para crescer e remover aquela pedra pedra dos tesouros. O pior é que todas as crianças tinham o mesmo desejo. Interessante, está coisa de mente humana. Quando descrevo estes fatos vejo perfeitamento a Pedra que ficavs uns 15 metros da trave de nossas peladas com bola de meia ou de borracha...

IX

No final da rua morava “Nelsinho de Dona Pequena” e “Manuelito”. Do lado da casa de Dona Maria de Seu Bráulio pai de “Icinho, Lelei, Delvan. Décio e Dalci. Vizinhos de “Seu João Gordo”, pai de “Zé Pretinho”, isso tudo perto do campinho de peladas (campinho da Cocheira) em terreno da Prefeitura.

Nas noites os batuques do ensaio de carnaval do “Independente” de “Titinha” , João Pinto, pai de João Batista Pinto e de Monclar de “Dodge” , Luiz Geraldo e Ana Pinto. As crianças se misturavam com os mais velhos em busca de repiques de tamborins e pandeiros. Sempre escrevi e repito que os tamborins eram de couro de Gato...

Ainda não havia luzes nos postes de madeira os pirilampos davam a dimensão do belo e nos proporcionavam momentos de ligamentos no real existente.

Sentados em torno do fogão de lenha da casa de Titinha esquentávamos os Tamborins para os ensaios na busca de vencer os Cajueiros, nosso tradicional concorrente no carnaval dos anos 40. A música que o independente cantou em sua Escola, eu e Cláudio Moacyr relembramos quando ele era Prefeito e eu Vereador na década de 60. Era assim:

Sai, fui buscar lá na vila uma baiana pra dançar...Na minha escola, este samba eu fiz pra ela cantar. Agora, quero ver cajueiros dançar...(já naquela época usávamos o termo dançar como forma de fazer dançar... etc.

Acho que neste ano o Cajueiros dançou de fato. O meu independente venceu o carnaval de l949.Qualquer dúvida pergunte a Meca, Simário, “Badu”. Miguel, Wilson Pires, Nagib e outros remanescentes. João Pinto, Wilson e Monclar sempre estavam com suas presenças simpáticas nos ensaios da Escola de samba do Independente da Rua do Meio.

Quem tem mais de 60 anos e morou nas imediações desta monumental Rua de Macaé, deve lembrar, por certo, de mais detalhes. Esta ai que termino são as que veio no meu Fiapo aos quase 70 anos...
Que Joel Cruz seja recebido por acôrdes de anjos e que a Bandeira de sua Querida Princesinha do Atlântico esteja sendo levada por centenas deles...

Eu era um menino de 11 anos.(José Milbs de Lacerda Gama)

www.jornalorebate.com
RECEBI E PUBLÍCO ESTE LINDO TEXTO SOBRE MEU TEXTO:
Falecimento‏
De: Dircom Princesinha do Atlantico (dircom.princesinhadoatlantico@gmail.com)
Enviada: terça-feira, 27 de outubro de 2009 11:40:48
Para: José Milbs Gama (josemilbs@hotmail.com)
Sentimo-nos confortados com a singela homenagem sua e de seu veículo de comunicação,
Afinal, sem medo incorrer no puxa-saquismo que campeia nos dias atuais, sabemos bem o profissional gabaritado e bem informado sobre diversos assuntos que o senhor é.
Agradecemos esta homenagem de coração.

26.10.09

EU, POETA? Foram se os Cabelos Negros, vieram os Brancos... Foram-se as duvidas... Vieram as certezas... Na dúvida do nascimento do amor... A certeza





Por um ninho que cai... ventos, ventanias, chuvas...


Muitos textos que fiz se foram nas ventanias da vida. Muitos foram publicados no velho e resistente O REBATE no decurso destes 50 anos. "POR UM NINHO QUE CAI foi um destes que deve habitar algum arquivo de alguém que gosta de guardamentos.

Neste uma falava as chuvas de inverno, ventos uivantes, balanceamento de árvores aqui do Sitio onde moro. Revia a luta de um casal de rolinhas que, aconchegados aos sews filhotes, fazia frente as trovoadas e relâmpagos que, abusando das forças maiores da natureza, objetivam jogar por terra os filhotes. Debalde, falei da luta das Rolas. Uma rajada de vento, que até molhou as lentes de meus óculos, levantou e atirou longe os filhotes.

Não sei se rolinhas choram. Eu praguejei a natureza. Por que que logo os filhotes? por que não foi, com seu vento forte e seus raios, atingir quem mata Nascentes, Cimenta Rios e matam animais indefesos?

Neste meu texto POR UM NINHO QUE CAI falei também das gotículas das chuvas criadeiras de Agosto e final de Julho que faziam brotar as mais lindas sementes que ficam no chão...
Entendia, neste texto, o que era de fato a transformação do vital. Desde lindo circulo natural de vida e morte...

Hoje, meu filho Luís Cláudio me diz que um ninho tinha caido da soleira da casa onde habitamos. Dizia que neste momento se lembrou deste que originou esta lembrança...

EU, POETA?
Foram se os Cabelos Negros, vieram os Brancos...
Foram-se as duvidas...
Vieram as certezas...
Na duvida do nascimento do amor... A certeza do seu nascimento....
A existência das dúvidas em verdades vividas...
Haveria certeza nas dúvidas puras das infâncias?
Ou seria a 'duvida a eterna das nossas incertezas?

20.10.09

IKA ESTEVES, (Jorge Luiz Gonçalves de Carvalho NENINO JOVEM APRENDIZ DE O REBATE DOS ANOS 70 MORRE NA REGIÃO





Os anos 70 foram de grandes transformações na vida das pessoas da Região de Petróleo. O REBATE tinha uma Escola de Gráficos. Eram Jovens Aprendiz que seram forjados em nossa Oficina que ficava no Centro de Macaé, precisamente na Rua Marechal Deodoro, 150.
Os meninos, que tinham entre 13 e 17 anos eram ministrados pelas maõs hábeis de Maximiliano Lima, o bom Marquezinho. Quase todos estes jovens se formaram nesta Escola de O Rebate e se embrenharam em dezenas de Tipografias, Gráficas e diversos Jornais.
Dentre estes meninos se sobressaia a presença alegre de Ika Esteves (Jorge Luiz Gonçalves de Carvalho). Filho de José Esteves e Marlene, Ika se destacava pelo afeto que sempre tinha com os mais velhos. Cresceu na Rua do Meio, onde Zé Tenório, apelido carinhoso de José Esteves, transmita a ele e aos demais filhos a educação que recebeu de seus pais e avós, vinda dos Sertões de Carapebus.
Iza cresceu também no ramo de empresa. Lutando por um lugar que soube conquista na sociedade da região ele se dedicou com denodo e perspicácia ao ramo de Antiguidades.
Sabia valorizar seu trabalho de pesquisador de arte e fez, de um velho ponto abandonado na Rua Visconde de Quissama, um lindo local que sempre estava ornado com as belas e desejadas artes da antiguidade.
Era feliz o meu Velho Menino dos Anos 70. Na última vez que o vi, passava pela Rua da Estação com meu filho Luis Cláudio. Ao olhar para a esquina, Luis Cláudio parou o carro e, sorrindo se dirigou a mim dizendo: "Pai, olhe ali o Ika". Em questão de segundos, se aproximou do carro, e num abraço longo e fraterno, meu deu dois beijos na face. Acho qu Ika estava se despedindo de mim. Perguntei por Zé Tenório, por Marlene e ele foi falando dos pais e, ainda sorrindo se despediu de Luis Cláudio e me acenou com alegria. Confesso que revi ele aos 13 anos nas Oficinas de O REBATE...
Soube depois que estava lutando contra uma terrivel doença. Foi o próprio Zé Tenório, na fortaleza de um pai que sofria, que me deu a notícia desta doença.
Em nome de O REBATE e de toda comunidade de meninos dos Anos 70, que deu inicio na Região ao Jovem Aprendiz, quero publicar texto de OS GRAFICOS DE NOSSA HISTÓRIA numa imorredoura homenagem de todos que são citados ao amigo IKA ESTEVES (Jorge Luiz Gonçalves de Carvalho, filho de Zé Twnório e Marlene...
José Milbs de Lacerda Gama editor. Segue o Texto:


O trabalho da imprensa era totalmente artesanal neste dourado tempo de sol e lua em uma Cidade ainda Pura. O REBATE e a GAZETA DE MACAÉ faziam a historia que era contada por dezenas de articulistas, poetas e focas que davam o toque jornalístico como amadores e fazedores de opiniões mais diretas.

JOVEM APRENDIZ DE "O REBATE"

Nas oficinas os gráficos manipulavam caixas grande de tipos de todos os formatos que eram apanhados um a um e colocados nos componidores e depois de amarrados iam para as bolandeiras para uma prova revisional antes de ser levada, pesada e com carinho, para a grande impressora tocada a mão ou por um motor velho e lento.
Nestas oficinas se formavam os autodidatas . Eram jovens pinçados em nosso meio social que sabiam que a profissão era uma maneira fácil e rápida de estarem perto dos grandes valores da intelectualidade neste final de século.
Assim o REBATE fez a cabeça de dezenas de gráficos e aprendizes que pelas suas oficinas passaram .
Lembro-me, e do esquecimento peço desculpas, de alguns destes pilares da vida jornalística e gráfica,. Enilton, Elias, Alfredo Ávila Filho, o bom Surdinho, Roberto, um dos maiores compositores que iniciou se como menino nas oficinas do " O REBATE " , assim Jorge Babá, Kiko, Josias Pires, o filósofo, Pedro Paulo Almeida e Chico, o meigo Caturra, que sempre gostou de uma ramazinha, Ivair de Souza, Ciri, , Sapo, Eulálio, Bidoda e Izaac que formavam o melhor de nossas inteligências no ramo. David , Acílio, Argeu, Amildes, Aramis, e Odalcyr Motta que com suas experiências no trato com as letras formaram os suportes deste mundo belo que é uma oficina de jornal com seus cheiros de chumbo, tinta e papel. Odalcy Motta , “Lorinho” , já tinha experiências no mundo gráfico. Desde menino era visto com seu olhar esverdeado e cabelos encaracolados aos 12 anos no balcão da livraria “O REBATE” do Milton Madureira. Ele me afirmava rindo que era parente longe de Mota Coqueiro. Ceil e Ilce , seus irmãos não negam nem afirmam. Olham de banda. Num piscar concordativo.
Era uma época onde o conhecimento vinha, assim, como a Brisa do Sol. Entrava sem que a gente pedisse ou quisesse. Era um conhecimento que penetrava na cabeça e fluía para os dedos. Foi assim que nasceram o Poeta Marquesinho, o escritor Newton Carlos o Amarelinho do JB, Eraldo e Nelson Mussi, Alfenbake Olive, Milton Madureira, Miguel Ângelo Santos e o Pai de Newton Carvalho e o Allan Birosca em suas crônicas “desfolhando a Margarido”. Crônicas na “Gazeta” e no “O Rebate”.Eles foram forjados nas oficinas e delas apreendiam, nas composições noturnas, o que não se ensinava nas ruas nem nos colégios.

As oficinas “de “ “O REBATE “, de “ A NOTÍCIA “ em Campos de Hervê Salgado, do " CORREIO DE CAMPOS " de propriedade do jornalista Waldemar, onde Hélio Cordeiro aprendeu seus primeiros passos, tinham o valor de faculdades.
Eram celeiros de gente que, nas silenciosas noites, formavam longas filas de composições que seriam lidas nos fins de semana. Campos e Macaé têm suas raízes de histórias cimentadas nestas figuras humanas que pouco são lembradas. Os gráficos foram à mola mais importante no impulsionamento dos grandes jornais e escritores.
Depois, devagar, devagarzinho foram chegando às linotipos modelos 31. Era o progresso no mundo gráfico. Primeiro em Campos no MONITOR CAMPISTA e muito tempo depois em Macaé no O REBATE. Esta era da linotipo criava ciumeiras nos valores empoeirados de nossas oficinas. Não era para menos. Uma grande máquina, com chumbo quente e teclas fazia em horas o trabalho de uma dezena de compositores .
Querendo ou não a linotipo foi bem chegada e se podia fazer nela a rapidez de composições mais longas. Itagiba adorava o invento e nele viu seus artigos serem impressos e lidos. A beleza da criatividade das composições de componidores cedeu lugar à frieza desta máquina quente.
Os contornos de letras, poeticamente criadas pelo mestre “Marquesinho” e pelo criador Izaac, não foram mais vistos e lidos. Mas ficou com a gente a certeza de que seus trabalhos não foram em vão. O pioneirismo desta gama de trabalhadores em oficinas de jornais quero homenagear nestes 75 anos de O REBATE, através do www.jornalorebate.com
Eles cimentaram a estrada dando passagem para as linotipos e estas para este computador que faz de tudo até corrige meus milhares de erros. Este computador é o bicho, reconheço. Ele, no entanto não cria, não se arrepia, nem imagina o quanto foi feito para que ele existisse e reinasse.

II
A vida é uma eterna sucessão de fatos. Sua acumulação forma o que chamam de caráter. O forjamento deste caráter dá, a quem vivencia, a certeza do conhecimento que nos legam nossos antepassados. Feliz em escrever estas memórias e poder citar os pilares do jornalismo de Macaé e sua gente. É como se estivesse com a missão de dizer as gerações do ano 2010 que a coisa não foi bem assim como está sendo contada.
Imprensa em Macaé não é acocoramento ao poder. Temos que deixar na história que “gráfico não é este moleque de recado de patrão que vive as suas expensas e se fazendo de capitão - do - mato entregando companheiros” . Gráfico era, é, e deveria ser sempre, um apanhado de gente irmanado num só pensamento de fraternidade e união.
Eles eram autodidatas, um revisor nativo, que sabia revisar textos de Upiano, de Euzébio ou de Osmar Sardenberg com o mesmo carinho com que compunham seus próprios textos que eram espalhados em bolandeiras e pinçados um a um nos corpos 8 ,l0 e l2 negritos.
A vibração que brotava de “Magrinho” , Luiz Carlos Oliveira, Elton, Luis Cláudio, meu filho, e Emerson filho do” Magrinho” ao verem o jornal na rua, não se media com as medidas materiais. Era a medida dimensionada na alma criativa e fertilizada pelo amor.
Era a medida do próprio simbolismo do coração. A fita que dimensionava o espaço entre o coração e a alma, tinha o brilho que contaminava. Tinha o sabor do doce e o conteúdo do amor. Era lindo ver o sorriso de menino de dezenas destes pilares quando o jornal estava , ainda quente, saindo da impressora para ir para a rua. Eu, Cláudio Upiano, Izaac, Euzébio, Armando e Luiz Pinheiro cheirávamos a página. Era o nosso ópio. Era a certeza de uma obra que ia para a rua onde todos tinham dado a sua parte.
Jornal era assim. Gráficos e gráficas eram assim no final dos anos 60 . Se vocês querem saber mais perguntem a tantos quantos foram gráficos no final do Século que eles dirão muito mais e com maior conhecimento de causa.


III
Moisés de Barros lembra ainda do dia em que, numa das madrugadas frias de agosto, fecharam o jornal sem a última revisão. Dormia, entre resmas de papel e restos de páginas revisadas, o nosso Cláudio Upiano . Neste dia, , eu, Euzébio, Aurelino, Izaac, Josias, Armando, “Surdinho” e” Marquezinho” tínhamos saído de fininho para não despertar o amigo,
O sono não deixou nosso mestre e filósofo ir amanhecer sob o Sol do “Imperatriz” e o fez dormir. Rodaram o jornal depois de varias revisões dele. Quando já estávamos de volta à Redação, e, Lea Chapeta Matoso, nossa secretária, já colava os endereços para os assinantes, eis que Cláudio vê, sob seu olhar de Lynce e de Saber um erro para ele gritante: devia ser uma vírgula mal colocada ou um corpo 10 misturado no 12 novo ou negrito.
Eram 9 horas de uma manhã de Sol ainda frio e ele, com sua caneta sem tampa, com seu cigarro amassado e seu cafezinho vindo do Silvic, ia revisando, na mão, jornal por jornal tentando, nas minúcias de uma letra bem forjada, imitar a correção que só foi para a banca e para os assinantes depois de um a um todos os exemplares terem recebido sua emenda.
Foi, creio, o primeiro e único jornal do mundo e receber uma revisão assim.
À noite a gente ria muito quando alguém vinha reclamar das emendas feitas com caneta. Cláudio, sempre com seu humor aflorado dizia: Na que França estava sendo usada esta técnica nos jornais da Sorbonne”. A mistura de inteligência com a malandragem das noites macaenses saia da fala do filósofo de uma maneira simples e amena.
Uma Araponga de um quintal da Rua do Imperador avisava que ia ter chuva na tarde meio morna deste Domingo.
Acho que era no quintal do pai de Marquinho Brochado ou no de Antonio Alvarez Parada.Fato é que seu canto era um alerta .À tarde os pingos já molhavam as beiradas das calçadas dando vida às sorrateiras plantas que seriam covardemente banidas pelos homens da prefeitura na 2ª. Feira.
AMIGA MARILENA GARCIA E ATUAL VICE PREFEITA FALA SOBRE IKA ESTEVES EM CARTA AO EDITOR
Amigo e companheiro Jose Milbs
Mais uma vez agradeço as informações carinhosas e fraternas.

Soube através das paginas de O REBATE da passagem de IKA ESTEVES.Ele se foi, como todos nós um dia também iremos.

Filho de Zé Esteves e da minha companheira e amiga Marlene: professora , educadora, macaense, lutadora e acima de tudo MÃE. Vivemos muitos momentos especiais das nossas vidas no magistério.Marlene foi uma educadora que através da sua ousadia e honestidade, apresentou na década de 70|80 a ideologia do Colegio Cinecista Caetano Dias( escola comunitária), com dona Izabel Damasceno Simão enfrentando as dificuldades para matricular e formar milhares de macaenses.
Lá se foi esse tempo.............................Djalminha continuou um bom período e depois acabou.

Algum tempo depois tive a alegria de ser professora de Josi, irmã de Ika e uma das mais interessantes alunas que tive em tanto tempo de magistério. Também o tempo passou. Mas não apaga. Lembro-me dela no Parque Aeroporto, há algum tempo atrás, militando em alguma causa comunitária.

Lembrando de IKA é lembrar a Macaé da Imbetiba das ruas tranquilas aonde os nossos meninos e meninas passeavam , namoravam e sonharam o que desejavam para as suas vidas.

Há algum tempo atrás procurei no seu lindo comércio de antiguidades uma fechadura para um móvel que foi da minha família. Queria recuperá-lo.
Ika já não estava mais trabalhando , por motivos de saúde, mas conseguiu aquela pequena peça que me enviou e que hoje guardo com um respeito e carinho muito profundos.
Lá se foi, como todos nós iremos.
Deixa saudades, lembranças e a certeza de que a nossa tribo macaense marcará para sempre as nossas histórias.
Beijos
Marilena

13.10.09

Pierre Tavares da Silva Ribeiro e o livro SAGA DE NHASINHA


Zaire Lacerda Santos e Yedda Tavares Duval falaram da emoção deste 100 de Pierre.




Pierre completou 100. Pierre está vivo e vive a alegria de saber-se útil ao que sempre fez com carinho e fraternidade: O Amor ao próximo e ser fiel aos principios do Kadercismo.
Presenciou a Materialização de Irmã Sheylla, pela mediunidade do amigo Peixotinho. Pierre fundou o Centro Espírita Pedro e foi um dos grandes Mestres da Matemática. Centenas de pessoas da Região de Petróleo tiveram, como eu, o privilégio de ter sido seu aluno e amigo...
E assim sucessivamente...

Centro Espirita Pedro, na Região de Petroleo, homenageia os CEM ANOS DE VIDA de Pierre Tavares da Silva Ribeiro...

Um dos mais fiéis adptos do Kardecismo do Brasil professor de Matemática e um dos mais antigos e ilutres filhos da cidade de Conceição de Macabú, Pierre completou 100 anos de vida neste mês de julho.
Fundador do "Centro Espírita Pedro" onde sempre militou e foi grande palestrante teve momento de emoção nas homenagens que recebeu.
Pierro foi um dos que participaram da Materialização de Irmã Sheilla pelo Mediun Peixotinho.
Numa das últimas vezes que estive com Pierre ele relatou este grande momento do Espiritismo Mundial e que ele, Pierre, tinha apenas uma pequena frustração que foi não ter cortado as lindas transas da Irmã Sheylla para mostrar aos amigos.
Uma de saus mais puras frustrações que marca este homem humano e de um valor inestimável para para a vida Kardecista.

As professôras Zaire Lacerda Santos e Yedda Tavares Duval falaram da emoção deste 100 de Pierre. Foram suas alunas e também fazem parte da história vida de nossa região...
Minha amigo Sonia Golosov me presenteou com esta foto de grande mestre dos mestres.



DESENCARNAÇÃO:

Texto extraido de meu livro on-line Saga de Nhasinha que se encontra mundialmente acessado no busca do Google...




"Aos 7 anos passei a ver um novo mundo diferente daquele em que habitavam figuras tão lindas de se ver.

Mirnes Lobo, um dos mais renomados estudiosos da doutrina Kardecista, e que participou do passamento de Adelayde, disse, no inicio deste século: foi a primeira pessoa que ele tinha visto desencarnar e que pedia para sair da matéria com uma convicção incrível e declarada do dever cumprido".

Segundo Mirnes, ela pedia que retirasse do seu quarto a sua filha "Nhasinha" que estava, com choros e tristezas, não deixando que ela fizessa a passagem..

Tão logo minha avó "Nhasinha" se retirou ela pediu vela, fechou os olhos, sorriu e partiu...

Maria Angélica, irmã de Pierre Tavares da Silva Ribeiro chamava Adelaide de "Mãe Dona".

Pierre conta que quando veio, ainda solteiro, de Conceição de Macabú para Macaé, foi recomendado por seus pais que ele tinha duas primas em Macaé a quem deveria procurar. Eram "Nhasinha" e "Santa". Pierre veio, procurou "Nhasinha" e, juntos fizeram uma pensão onde dezenas de pessoas que vinham estudar em Macaé ficavam, Segundo o próprio Pierre, esta pensão,na Rua da Praia.

Moacyr do Carmo Rodrigues, vindo de Bom Jesus do Itabapoana, Wilson Fadul e Glorinha eram alguns dos meninos da época que ali ficavam.

NHASINHA

Quando Alice Quintino da Silva, filha única de Seu Emílio, de "Mãe Dona", casou-se com o fazendeiro Mathias Coutinho de Lacerda , uma grande família estava se unindo. Ele, oriundo de Cabo Frio, filho dos La cerdas de Araruama e Rio Bonito. Ela, dos Silva de Seu Emílio, e mais os Tavares , os Pratas e os Almeidas da Dona Adelaide. Nessa mistura de gente se forjaria, mais tarde, os braços genéticos de uma geração de pessoas que o autor está inserido.

Alice conheceu Mathias quando de uma visita que o fazendeiro fez ao sitiante Emílio, numa compra e venda de cavalos. Moça bonita, ela conquistou o coração de Mathias, que na condição de viúvo declarou ao seu Emílio suas intenções de casar com a linda Nhasinha, que nessa época tinha um pequeno namoro com um comerciante de Quissamã.

Ela não tinha ainda sabido das conversas havidas com seu pai e o Mathias. Estranhava muito o seu Mathias, um senhor mais ou menos l8 anos mais velho que ela, sempre estar, ao visitar seu sítio, de conversa com ela. Tinha até uma ligeira rejeição ao Mathias que, com o tempo. foi lhe conquistando a atenção ao ponto de lhe confessar as suas vontades, Já sabido pelo seu pai Emílio e sua mãe Adelaide que após conversarem com "Chico Lobo" e "Santa", que conheciam Mathias e, recebendo dos mesmos as boas referencia,

Não imaginam que, mais de 100 anos depois fariam parte da historicidade de nossa região. Abrindo espaço para que uma nova história se fizesse nesta cidade de Macaé, aumentando e criando um geração de ilustres e nativos descendentes. O pai de meu bisavô Emílio também negociava com cavalos. Dele é o tronco dos "Ribeiros", "Silvas" e "Tavares" que se espalharam por Capelinha do Amparo, Paciência, Macabuzinho, Quissamã e periferias.

MACABUZINHO

Das suas origens de "Macabuzinho", isso tudo nos idos de l800, época em que eles , os pais de Emílio e vovó Adelaide, residiam nessa localidade. Minha bisavó me dizia que seus pais eram contemporâneos de Mota Coqueiro que tinha umas terras em "Macabuzinho" e que por não quererem aceitar a imposição do pai de um seu sitiante, que sabia de seu romance com uma filha. Eles pediam parte da fazenda. Mota Coqueiro então mandou matar toda a família, pondo fogo na casa deles. Diziam que a mulher de Coqueiro, homem de muitos escravos, tinha também um romance em Campos onde ficava muito tempo.Como se trata de informação vindo de gente que viveu a época, dou credibilidade e afirmo sem medo de erros que Mota Coqueiro foi o autor do assassinato de uma familia em Macabuzinho. Que me perdoe o amigo e ex colega de lides estudantis dos ano 60, jornalista Carlos March que teve outra visão sobre Coqueiro em seu livro sobre este acontecimento.

.Minha bisavó sempre dizia isso e detalhava os fatos sempre que era perguntado.

Os pais dela vivenciaram todo o desenrolar dos acontecimentos e afirmavam que foi ele quem mandou matar a família do homem. Ele tinha mesmo mandado matar os seus sitiantes, pois além de não ter que dar nada para eles como deveria ter que dar, pois diziam que a moça estava grávida dele. Sua mulher em Campos ameaçava tomar a fazenda. Ele era rico e violento, além de amigo de gente do Govêrno.

Voltando a história dos meus avós. Namoro, noivado. Nhasinha então se casa com o fazendeiro Mathias. Antes, ele diz ser pai de 2 meninas de um casamento em viuvez, com uma irmã de "Chico Lobo", também proprietário de terras na "Bicuda Grande".

Essas duas meninas se chamavam Leonor Lacerda e Ondina Lacerda.

"Chico Lobo" por coincidência, era casado com "Santa", prima irmã de "Nhasinha".

As afinidades familiares foram um impulso muito bom para que o casal pudesse começar suas vidas. Interessante frisar que naquela época era muito comum as pessoas casarem por influência familiar e, por coincidência Macaé, Conceição e Carapebus eram quase uma família.

Dificilmente Seu Emílio iria permitir sua única filha "Nhasinha" casando com alguém que não pertencesse a comunidade e, ainda mais, viúvo. "Chico Lobo" também negociava com cavalos, uma prática muito comum em Macaé, Quissamã, Carapebus e Conceição nos idos dos anos l800 a l900.

Era salutar as crianças, sentadas ao redor dos mais velhos escutarem suas andanças a cavalo por Cachoeira de Macaé, Rocha Leão, Rio Dourado, Macabuzinho, Quissamã e mesmo Campos e Cabo Frio. Eles iam sempre em busca de negociações de cavalos e terras e traziam lindas novidades e ficavam horas conversando sob o luar ou mesmo a luz de lampião.

Como não havia comunicação outra, essas eram as verdades que circulavam em toda a comunidade.

"Chico Lobo" e "Santa" tiveram uma forte influência na decisão do casamento de Mathias Coutinho de Lacerda e Alice Quintino da Silva . Dácio, Mirnes, "Joca", "Pitico", Penha mais duas meninas eram filhas de "Chico Lobo" e "Santa" que sempre eram figuras que povoavam meu mundo infantil com colocações dos mais velhos com fotos e fatos havidos em suas vidas.

Macaé no final do século XVIII era uma cidade habitada por genéticas Carapebuenses, Quissamaenses e Macabuenses.

Todos se conheciam e a presença de Mathias Coutinho de Lacerda na comunidade era uma aceitação aos seus dotes de homem probo e de grande envergadura moral, social e financeira.



NHASINHA E SANTA

Mais tarde Nhasinha iria, a exemplo de Santa, educar meninos e meninas no Casarão da Boa vista onde Pierre, Angélica, vindos de Macabú, iriam dar início a novas existência dos Tavares, espalhando vidas que cimentariam ainda mais a história tão nebulosa de uma cidade que se formou, em essência, nos distritos que acima relatei.

Para quem gosta de futucar as origens da história macaense nos dois últimos séculos, afirmo que os fazendeiros Mathias Coutinho de Lacerda e Francisco Nogueira Lobo, respectivamente, seu Mathias e Seu Chico, abriram as genéticas destas famílias que habitam grande parte da comunidade regional que tem como centro Macaé, através de seus casamentos com Alice Quintino da Silva, Nhasinha e Adelina Silva Tavares. Santa casou se aos l9 anos na Bicuda e Nhasinha também com l9 em Quissamã, na capela da Fazenda Santa Francisca nos anos de l906.

Santa casou se em l915. Estas duas primas irmãs, uma Católica praticante e outra Espirita Kardecista, dariam inicio e vivências a centenas de belas existências da história real e verdadeira desta região que, como disse, tem seu epicentro em Macaé, espalhando genética por toda região.

ANGÉLICA E PIERRE

Como já disse, as origens vem sendo cimentadas desde as raízes dos Silvas, dos Tavares e dos Ribeiros. Pierre e Angélica eram filhos de Juventino Alves da Silva Ribeiro e de Mariana Tavares Ribeiro. Mariana prima de Adelayde pelos Tavares e Ribeiro e Silva por Emílio.

Se de um lado Nhasinha, na árvore de sua história, fincou a doçura de sua atividade na existência evangélica pelo lado do catolicismo, Santa com sua curiosidade e simpatia ia cimentando o kardecismo que hoje tem raízes profundas na vida de Macaé. Se respeitando, no mútuo entendimento que ecumenismo nativo e puro fluíam de suas cabeças, elas sem saber, iriam fazer de suas simples vidas os alicerces morais e sociais de uma cidade e região que delas brotaram em essência e história.

Daí que, de "Nhasinha" e "Santa", deve partir os inícios das verdades históricas desta região brava e pura nesses dois séculos que se fizeram vida.
Pierre era um dos maiores mestres que fizeram história. Suas aulas de Matemática foram marcadas por sua vóz apressada mais intelegível. Gostava de dizer, ao final de algum teorema:
E assim sucessivamente...

Textos do livro Saga de Nhasinha. José Milbs de Lacerda gama editor

ॐ♥Sarinhaॐ:

A Pierre, este baluarte de grandeza , bondade e sabedoria deixo expresso em letras e, principalmente, através do meu coração, no mais puro e humano que nele existe, a minha gratidão, a minha admiração mais sublime e um singelo beijo em suas mãos perfumadas pelo trabalho do amor. E a você, Jose Milbs, também a minha gratidão por apresentar-me uma verdadeira história de amor e fraternidade neste gesto tão bonito contribuindo para que esta bela história seja conhecida , alimentando em nossos corações a esperança e aumentando a chama luminosa do amor em nosso caminhar.

ॐ♥Sarinhaॐ:

Mas que história linda! Parabéns, Milbs! Um encontro com a história de uma família e a força do trabalho fraternal, solidário e humano neste artigo. Vislumbramos não só a beleza das raízes históricas de Macaé e cidades com base em laços familiares, mas o extraordinário valor de pessoas extremamente caridosas, dedicadas e voltadas para um bem maior: a fraternidade que não só une, mas finca a bandeira do amor na conjuntura da paz pelo respeito ao próximo, resultando em frutos doces semeados por pessoas de almas iluminadas . Isto prova que na seara do amor universal, o que se planta, colhe. E que os semeadores do amor com dedicação perseveram multiplicando-se continuamente através de pessoas que produzem safras de valores humanitários e espirituais.
Amigo José Milbs,


em relação ao belíssimo e histórico texto redigido sobre o centenário de Pierre, li sobre o crime que à época teria sido praticado por Mota Coqueiro, realmente um homem violento e após este fato ficou conhecido como " A fera de Macabu". Este caso é conhecido como o maior erro judiciário do Brasil. Mota Coqueiro foi condenado a morte por enforcamento diante de crime tão hediondo. Pediu misericórdia à Coroa. D. Pedro II indeferiu o pedido determinando que fosse o réu submetido à Forca. Houve a execução. Mais tarde o verdadeiro autor do crime por ocasião da extrema unção, confessou ao Cura ou Bispo a autoria para na ocasião serem envolvido Mota Coqueiro, tudo isso como vingança porque não gostava do fazendeiro e sabia do desentendimento que este teve com as vítimas dias antes da morte. A verdade apareceu e a morte era irreversível. O imperador D. Pedro II, ao tomar conhecimento do grande erro judiciário, quebrou a pena que usou para indeferir o pedido de misericórdia do fazendeiro e aboliu a partir daí a pena de morte no Brasil. Mota Coqueiro foi o último enforcado que a Nação teve. Passou a Monarquia e já estamos na Repúlblica e continua inaplicável a pena de morte no Brasil, cláusula pétrea da Constituição Federal.


Não poderia deixar de manifestar o respeito à memória de um réu inocente que a Justiça errou, condenando-o e, mais a uma pena sem volta. Mota Coqueiro é o grande exemplo de repúdio à pena de morte.

Abraço.

Rita de Cassia:
Parabéns!!!Muito bonito o artigo que homenageia Sr,Pierre,é uma pessoa Querida e bem estimada em Macaé.Seu jornal está bom !!!!Continue....Abraços Rita