Boas vindas

Que todos possam, como estou fazendo, espalharem pingos e respingos de suas memórias.
Passando para as novas gerações o belo que a gente viveu.
(José Milbs, editor)

4.5.13

MORRE EM MACAÉ MIGUEL ANGELO DA SILVA SANTOS O QUERIDO 'NENEGO' DE DONA DÊGA"... Uma perda onde a vida simples a alegria sempre acompanhou a vida de Nenego. Seu Miguel e dona Dêga tinham um especial carinho por ele e isto deve ter sido o torneamento de sua personalidade humana. Não se acostumou com a vida comercial e prefiria viver ao som das longas conversas puras das pessoas do interior. Uma perda. Condolências de O REBATE... Jose Milbs editor --- "Macaé recebeu com pesar a notícia do falecimento de Miguel Angelo da Silva Santos Filho, Nenego para os amigos. O extinto nos deixou aos 63 anos no início da tarde de sexta feira (3) na cidade do Rio de Janeiro. Seu corpo foi velado na Capela do Memorial da Saudade, em Macaé e o sepultamento aconteceu na manhã deste sábado (4) na histórica cidade Quissamã. Macaé perdeu um grande amigo, falecimento do querido Nenego é sem dúvida uma perda irreparável. Neste momento faltam palavras para expressar o que sentimos em nosso coração. Uma pessoa como ele deixa um vazio que não se preenche com facilidade, ele estava acima do bem e do mal. Desejamos Paz para sua familia e amigos, neste momento tão triste para todos nós. Fica a imagem do esposo, do pai, do amigo, do irmão e do companheiro. Descance em Paz... Nenego" .

11.4.13

UM MENINO DE 94 ANOS QUE NUNCA VI SEM UM OLHAR DE AFETO E UM SORRISO DE CRIANÇA....MORRE ROSALVO DE ALVARENGA PORTO. A Região de Petróleo está mais triste com a saudade que começa a ficar existente com a morte de Rosalvo. Fomos visinhos de longos e felizes anos na Rua Francisco Portela em Macaé, cidadezinha fica fica a Noroeste do Rio de Janeiro... Rosalvo foi um ultimo dos grandes de nossa história. Vivia, em suas caminhadas pelas nossas ruas, deixando sempre o rastro invisivel a "Olho Nú Humano" a saudade de Concy sua companheira, de Claudinho, seu lindo filho e de tantas outras ausencias como de Dona Duia, de seu amado irmão Gabarito, Cidinha e centenas de boemios que se foram antes dele para a harmonia de algum lugar onde ele deve estara indo alegremente ao encontro... Fomos amigos e sempre que o via recordávamos das grandes histórias desta cidade que se torna pequena para tantos que vivem o que ele viveu... Sua filha e minha amiga Rosane vai continuar a recordar os grandes feitos que seu pai levou para ela e que respingava em todos que o cconhceram e amaram... O REBATE, jornal que teima em fazer história e que ele sempre gostou de ler, fica mais triste ao publicar este fato. Jose Milbs de Lacerda Gama, editor

15.3.13

GERALDO BARRETO MONTEIRO fez se presente, ao longe de várias décadas ao mundo de encantamento de uma cidade pura... Soube, agorinha, pela minha filha Aninha, que meu velho amigode bons tempos macaenses, havia falecido. Geraldo Barreto Monteiro, filho do Dr. Manoel Marques Monteiro e Dona Santinha Barreto Monteiro herdou desde casal brilhante o dom ameno da cordialidade e do carinho humano... Quando do falecimento de minha avó Alice Lacerda, estando eu sósinho sem a mínica vontade de voltar para o Rio de Janeiro, recebi o convite afetivo de Dona Santinha, um anjo de mulher cujo a sabedoria da vida e do afeto, minhas vidas tiveram mudanças. Levou-me para sua casa na Rua do Sacramento e ali convivi com Geraldo, Alaydinha e outros tantos jovens que tinham a quarida desta familia humanamente do bom. Geraldo ainda estudava no Colégio São Salvador em Campos dos Goytacases e os seus finais de semana eram todos juntos onde fluiam afetos que se misturavam as longas conversas nas tardes noites de uma linda varanda com redes e cadeiras de palha... Dr. Marques e Dona Santinha passaram para Geraldo a maneira gentil de fazer-se amigo onde, até uns 30 dias atrás, pude voltar a sentir quando fui em sua casa. Uma curta conversa, enquanto aguardava seu filho Geraldinho, Geraldo falou dos bons tempos e, com a sanidade que sempre deixou tansparecer, teve tempo para oferecer sua morada com o mesmo tom de gentileza que sempre acompanhava os seus pais ao longo de uma existencia em Macaé. Casado com Alicinha Célem, sobrinha de meu primo Heros Borges de Lacerda e Geny Celem Borges, nossas vidas se tornaram mais próximas ombora distancidas no visão das presenças. Em nome de minha familia, de meu jornal O REBATE a minha solidariedade neste momento tão triste mais que se torna um conforto pelos gestos de afeto e pelas lindas histórias de vivencias que Geraldo deixou para tantos que puderam conviver com ele.., Minha Saudade, meu carinho e, infelizmente minha ausencia em seu seu funeral... Jose Milbs editor de O REBATE

8.3.13

ALGUMAS MULHERES QUE FIZERAM A HISTÓRIA DE MACAÉ QUE RETRATO NESTE TEXTO... As frutas que vagueiam na minha cabeça que deixar sair, com a comodidade do compasso do tempo, os cheiros que quardam presenças havidas num mundo de encantamento e saudade. Havia este menino observador que as pessoas mais velhas jamais iriam supor que, no deslubrar de suas ausencias, no século que o menino chegeria, no limiar de uma juventude de 80 anos vividos e havidos, fossem arrancadas de sua lembrança pelo cheiro e o sabor das lindas frutas que ornavam os QUINTAIS ALEGRES E FELIZES DE UMA CIDADE PURA... Caminhava e era caminhado na Praça da Matriz, onde pude sentir os primieiros acordes dos abraços fraternos de dezenas de mulheres que fizeram a minha cabeça povoada de incertezas quando os 10 aninhos falam mais perto do afetivo que vem de fora das paredes de nossas casas simples da Rua do Meio... Mulheres que me viram menininho e aconchegavam meus cabelos loiros e encaracolados... O Cheiro das Jaboticabas no quintal de Dona Bentinha esposa do ferroviário Alencar na Rua do Meio; o gosto suave das Mangas, caidas no sagrado chão pisado por Tia Conceição Prata de Almeida na famosa Rua da Estação; as Goiabas de todos os tipos e cores que, depois de colhidas por Tia Santa e Chico Lobo em sua Chácara no início dos Cajueiros, iriam ser mexidas em longos tachos na feitura da mais gostosa Boiabada de todos os tempos e que ainda deixa cair o que se chama de "agua na Boca" do narrados dos fatos... Cajás de onde morava Enedina Daumas e Celso que tinham o mesmo sabor dos que vinham da casa de Dona Olga Patrocincio e de meu querido amigo Paulo Rodrigues Barreto e Léa Macedo. Era um tempo onde todas as casas podeiam nos oferecer suas belezas e nos davam o aconchego tão grato e lembrado por todo menino... As épocas de Natal e Final de Ano, vinha do Rio de Janeiro a Tia Chiquinha Prata que ficava em nosso convivio. Alvina Prata Mancebo chegava com os Abacaxis colhidos em Carapebús... Tio Zezinho Santos, Darcilio Santos, Nelinho e outros se faziam presentes com as amarelas Mixiricas de glicério que renaciam no nosso quintal com a distribuição dos csroços que a gente jogava em toda a dimenção... Fruta Pão, Tamarindus na Pça na esquina donde morava Dona Artémia, Pilar, Anita, Herminia, Tonito, Cezário. Era uma cidade cheia de belas senhoras, quase todas frequentadoras da Igreja Matriz de São João Baatista onde ia com minha avõ Alice Laceda, Dona Nhasinha, Presidente por mais de 20 anos do Apostolado da Oreção onde as Mulheres de Minha História, se portavam elegantemente com um Coração em suas vestes... POR TUDO E POR TODOS OS MEUS E NOSSOS DESCENDENTES AI VAI ALGUMAS DOS PILARES DA FORMAÇÃO DA HISTÓRIA DAS MULHERES E QUE SEUS NOMES SEJAM BIBLIOGRAFADOS PARA O PANTEÃO DE NOVAS RECORDAÇÕES;;; Sula, Zizinha Moura, Titinha, Nhasinha (Alice Lacerda), Ilda Ramos, Jacyra Durval, Myrsys, Thereza Pereira da Silva, Anita Parada, Lia Koop, Sonia Rocha, Delza, Santa Lobo, Cici Mathias Netto, Honorina, Arlete Pinto, Dioneia, Dinorah, Eleosina, Cirene, Flavinha, dona Senhora, Inês Patrocínio, Etelvina Quinteiro, Dolores Soares, Santinha Marques Monteiro, Carmen Sólon, Inezita Garrido, Consuelo, Julita, dona Afifi e dona Fifi, dona Elisa, Durvalina, Detinha, Amelia Brasil, dona Cota, parteira dos Cajueiros e mãe e Tinho Pedro Muleta, Letícia Peçanha e Letícia Carvalho, Albertina, Ecila Lacerda, Brandina, Pastora, Noca, Lala e Lilinha, dona Ermita. Zilda Aguiar, Angélica, dona Dega, Nilza Mello, Berenice, Elea Tatagiba, Lopelina, Henriquieta Marotti, Iza Franco, dona Delzinha, Maria K, dona Zélia da Bicuda Pequena, dona Oscarina, Santinha Santos, Suraya, Zenita e Zelita, Maria Drumond, Aracy Pareto, Iracy e Erecê, dona Lola, Estelita Lima, dona Maria Castro, Ilda Barreto, Marieta Peixoto, Maria Jose e Emilia Peixoto, dona dada, Wanda Gil e dona Rita, Irene Santos, Dalila Colares Quitete, Anita Franco, Totinha, dona Cota, dona Pequena Almeida, Alvina Prata, Conceição Prata, Carmem Quaresma, dona Concy e dona Duia, Ivone Manhães Coelho, Maday, dona Nefta, Judith Cabeleleira, Maria Lucia Piersant, Izaura e Conceição Ramos, dona Domingas, mãe de vovô, Palmira, Lucia Magalhães, esposa do nosso Lealdino do Morro do Viaduto, Maria Jose Guedes, dona Iracy Quaresma, Zezé, mãe de Ducha da J. Koop, Pepenha Sueiro, Luiza Parteira da Barra, Altina Parteira do Centro, Adelayde Bastos da Silva -a mãe dona- que nasceu em l830, morrendo em l947 sendo raiz dos Silvas, Tavares, Ribeiros e Almeidas que habitaram e formaram as raízes desta cidade. Dona Carmelinda Mattos, Maria Oliveira, mulher de Constancio que todos os ferroviários dos anos 40 sabem de quem falo, Neuza da Silva França do Miramar, Dona Artemia, Léa Macedo, Zezé Madureira. A busca por tentar tornar eternas as presenças destas mulheres na história de Macaé não tem sido fácil. Embora suas presenças vivas tenham sido, em sua maioria nos anos onde a cidade tinha poucos habitantes, longe de facilitar a minha busca, se torna uma missão muito desconfortável porque muitas senhoras podem ficar no fundo frias no meu esquecimento. Se algumas não forem citadas que sejam debitadas mesmo ao esquecimento porque não me move nenhum objetivo que não seja contribuir para a história que vivi no convívio com elas ou ouvindo delas por outras pessoas que me foram afetivas. Tentarei, no entanto, ao invés de nomear com bibliografias estas mulheres históricas, na medida do possível apenas colocar seus nomes na evidência de suas passagens na vida da comunidade macaense. Se alguma não for descoberta quero que seja entendido como esquecimento do autor, que, afinal, trabalha com sua própria mente e fatos que vivenciou ou que lhe foram passados ao longo de sua vida. A continuação das nominações futuras e merecedoras das novas mulheres que estão forjando a vida da cidade, nos últimos anos, com a chegada do desenvolvimento(?) fica para outros memorialistas. As parteiras Macaé, até final dos anos 60, engatinhava uma vida pacata, com idas e vindas de seus poucos habitantes. Ruas desertas, poeiras, cadeiras nas calcadas, " bom dia, boa tarde e boa noite" faziam parte do cotidiano. Muitas mulheres formavam as nossas raízes. Muitas vindo de cidades e vilas vizinhas como Conceição de Macabu, Carapebus, Quissama, Glicério, Frade, Sana, Trapiche, Cachoeira de Macaé, Bicudas, Airys, iam se juntando as famílias que aqui residiam. Parentescos eram comuns à grande parte dos habitantes. Além do que as parteiras, em grande número nesta época, recebiam da maioria dos moradores as beijadas nas mãos em forma de benção. Era uma maneira afetiva das crianças cumprirem ordens maternas na identificação de quem os fez chegar ao mundo. Parteiras da Barra do Rio Macaé, do Centro da cidade, de Imbetiba, da Aroeira e da Boa Vista eram reverenciadas afetivamente, da forma mais linda que uma cidade pode oferecer a quem o fez nascer. Com o crescimento da cidade e a chegada de enfermeiras e médicos, elas foram se tornando extintas na ação de seu trabalho, mas jamais deixaram de estar presentes nas memórias de todos que tiveram o doce privilégio de conhecê-las. É o caso de dona Durvalina, dona Elisa, dona Altina, dona Luiza e outras tantas que habitaram esta cidade de curta memória. Usar os ternos de linho branco, passados e lavados por Pepenha, negra esposa de Sueiro, era um orgulho para os senhores comerciantes dos anos 40 e 50. Que os diga seus descendentes. E o orgulho de ser abençoado por alguma das nossas parteiras? Que falem quem tem mais de 50 anos. Educando A luta dos ferroviários por melhores condições de vida e trabalho tinha sempre lado a lado, ombro a ombro, mulheres como Neuza França, Maria de Constâncio, Carmen de Walter Quaresma, e outras que, com a memória aberta, relatarei. O trabalho árduo de alfabetizar dezenas de homens rudes, saídos das fornalhas e fornos de Imbetiba, depois de um trabalho subumano nas garras do capitalismo inglês era feito pelas professoras que se dedicavam a ensinar a estes homens um pouco de leitura e carinho. E era dona Calmerinda Mattos que abria junto com seus cadernos, lápis e borracha o seu coração informando a todos estes bravos homens rudes dos anos 40 e 50 que havia um mundo também para quem soubesse ler e escrever. Dona Calmerinda marcava sua existência de uma professora, não formada, na formação de gente que deu origem a várias descendências de Macaé. Como ficar fora da lembrança o trabalho social e humano que dona Zezé, mãe de Ducha, fazia no anônimo de sua vida? Ela, Neuza, Carmem e Maria de Oliveira estavam sempre ombro a ombro com seus companheiros na batalha por melhores condições de trabalho e vida. O sacerdócio na educação deve ter suas origens no trabalho carinhoso de dezenas de mulheres que cimentaram a vida da comunidade de Macaé. Hilda Ramos, Letícia Carvalho, Dona Madalena de seu Chisto, Jacyra de seu Paulino Durval, Lia Koop, Dionéa, Dolores Soares, Letícia Peçanha, Berenice, Elea Tatagiba, Henriqueita Marotti, Iza, Zélia, Angélica, Santa Lobo de Cacheira de Macaé, Dalila Colares Quitete, Nefla ou Maria José de seu José Carlos formavam, com outras dezenas de mulheres professoras, o áureo cultural que ornavam as mentes de milhares de jovens macaenses nestes anos de alegres encantamentos. Sucessoras de outras mestras como Thereza Pereira da Silva, Anita Parada, Lucia Gama, os pilares da educação de nossa cidade sempre estiveram fortalecidos pelos dotes humanos destas mestras que, no esquecimento de algumas, deixo para outros reescreverem fatos não relatados. Pequenas escolas isoladas, outras em casas das próprias mestras, era o comum nestes anos que precederam o progresso (?). Os acordes do piano de dona Honorina, de Inês Patrocínio, de Carmen Sólon, Maria Jose Borges Guedes ou de Flavinha de seu Manduquinha, ainda devem sonorizar sonhos em muitas cabeças macaenses embranquecidas pelo sereno da vida. Feliz seria toda cidadezinha de interior que pudesse passar para seus filhos as histórias que busco fazer vivas neste meu livro. Era hora de desligar as televisões e sentarem nas saudosas cadeiras nas calcadas e desfilar o cotidiano lindo dos imaginários vividos. Mulheres Raízes que derem uma cidade de quase 200 anos merecem ser imortalizadas e reverenciadas longe das homenagens frias do social. Apenas pelo esquentamento de trabalhos com o social de suas existências. Delza, Terezinha Loureiro, Noca, Sila, Santinha de doutor Marques Monteiro sobressaiam nas esquinas da vida desta cidade com atendimentos sociais e afetivos que suas presenças faziam fluir. Detinha, a fiel companheira de nosso Tonito, a baiana de Salvador que nas nossas ruas ainda caminha com sua altivez e beleza. Onde poder deixar de fazer vivas as presenças destes vultos que nunca morrem? Mulheres que fizeram nossa historia como dona Zezé Madureira do Jorge Costa do O REBATE que tive a honra de suceder num tempo em que jornal se fazia letra por letra. Gente anônima. Mulheres felizes e que nos eram apresentadas como antecessoras de outras que fizeram tantas outras vivências. Dona Dega, Delzinha, Oscarina, Pastora, onde se podia ver a estampa da fidelidade e do afeto familiar no transbordamento de seus olhares e cumprimentos. Gente que passeava em nossos corações e nem sabia que estava formando a essência de uma geração forte e decididamente macaense. Inezita , Amélia, Magda, Etelvina,Zilda Aguiar, Albertina, Brandina, Lala e lilinha, Cici Mathias Netto, Gilda Correia, Arlete Pinto jamais poderiam imaginar-se essência de uma cidade que ficaria pequena nos anos 2000, mas que jamais deixaria que as suas raízes ficassem encobertas no subsolo de uma terra não fértil. Embora regadas com poucas águas, algumas até com o suor ou as lágrimas das saudades, estas senhoras se juntaram a tantas outras na formatação de uma cidade que nunca deveria ter saído de sua pureza e beleza. Nos acordes da Lyra dos Conspiradores e da Sociedade Musical Nova Aurora, ainda ressoam nas mentes as imagens de mulheres que souberam sobressair-se numa época de puro machismo e paternalidades. Dona Lola, Marietta Peixoto, dona Cota, Alvina e Conceição Prata se juntavam à dona Pquena Almeida, a mãe de Bonga e a esposa de seu Murteira para a formação de novos elos na corrente desta cidade que ainda não tinha chegado ao seu Sesquicentenário. Morgadinha de Benedito Lacerda, Ondina Lacerda, Doca, dona Nefla, Domingas Almeida e Domingas, mãe de Vovô e Arthur faziam o caminhar diário por nossas ruas sem se aperceberem que estavam fazendo história, que estavam espalhando à genética que iria viver e reviver-se no desabrochar do século do progresso. Dona Palmira, Dona Irece Meirellis, Judite Cabeleireira, Sara de seu Selino, pilares de famílias inteiras de descendentes faziam parte deste pequeno grande mundo de uma cidade de pouca lembrança. Oneida Terra, na busca de entender uma luz maior que vibrava na mente de seu filho, criou uma instituição que honra toda uma comunidade. Usou o nome do consagrado Pestalozzi e presta, com seu trabalho um lindo favorecimento a centenas de pessoas carentes. A década de 80 primou-nos deste belo trabalho de Oneida. E Beth Neves que transformou o aprendizado do Reik em maneira de levar a doutrina do amor e da fraternidade em seus toques sutis de uma luminosidade que só pessoas dotada destas energias podem irradiar e fazer se presente. Mulheres mães, companheiras como Edith, Alice e Talita, trilogia de uma genética de mulheres que deixam sua marca na presença de atos que dignificam qualquer passado e fazem brotar saudades nas lembranças. Elas também são artistas As telas de Sônia Rocha, Anatalia, Rozanea Pimenta, Maria K., Carmen Lygia e Consuelo jamais deixarão de existir no formato de suas representações do belo sem que se possa esquecer que foram feitas no calor das energias que sempre existirão em Macaé desde os primórdios da nossa arte. Aqui repousa as manifestações artísticas de Takaoca, Olive, Waldemar da Costa, Nilton Carlos, Jojo, Renaut e tantos outros que, ao sol de nossos verões e ao vento das ilhas souberam colocar nas telas, como estas senhoras o privilégio que poucas cidades pode oferecer no belo de sua geografia. Feliz o Belegard por ter visto na nossa geografia este singular belo. Raízes, mulheres e senhoras de uma cidade Pura como bem o disse meu amigo Paulinho Mendes Campos, quando de sua vinda atendendo ao chamamento do O REBATE . Paulinho, Jose Carlos Oliveira, Olga Savani, Jaguar, Alberto Reis, Egberto Ginsmont, Geraldinho Carneiro, faziam parte do júri do 1 o .Festival de Música que, no final dos anos 60, o jornal O REBATE realizou. O ano era mesmo de 68. O olhar de Paulinho foi lhe dando a dimensão da cidade que ele nunca tinha visto. Como todo escritor que se ilumina, mesmo estando na presença de multidões, a mente de Paulo Mendes Campos lhe clicou, quando de seu comentário em jornais do Rio de Janeiro, a visão de Macaé como cidade pura. Esta pureza ele foi vendo ao olhar as ondas mansas de imbetiba, ao contemplar as bravias dos Cavaleiros e, ao fitar com recordações de sua própria infância em Minas Gerais, o caminhar de moças e rapazes no centro da cidade, quando tomava café no Belas Artes com Ary Duboc, seu velho amigo de boemia, nas ruas também calmas de Ipanema. A visão de cidade pura que Paulinho retratava tinha e tem muito a haver com estes relatos de gente dos anos 40, 50 e 60 nesta cidade. Progenitora A respeitável presença de dona Ermitã Ferraz nas nossas ruas, seu vulto, alto, caminhando pela rua do meio, indo e vindo no comércio fazia desta senhora o que de mais belo se podia esperar. Responsável pela criação e mãe de outros tantos ela nos deixou o legado de uma vida e uma genética que espalharam por toda a comunidade sua descendência. Macaé nos anos de 60 ate final de 70 se podia mesmo se considerar uma cidade Pura. Mesmo com a destruição de imbetiba, berço de nossas historias e alegrias, vulto de mulheres continuavam a bailar nas mentes de historiadores e amantes do belo. Jane Martins Marialva Neto, Maria Helena Pereló, Lenice Sucena, Dagnar Pereira (Mazinha) se faziam presentes nos desfiles como nossas pirmeiras " Miss Macaé ". Sonia Rocha, miss Bahia, sucessora de Marta Rocha, ainda não tinha chegado em Macaé quando estas senhoras desfilavam. Era mesmo uma cidade pura esta Macaé, hoje capital nacional de petróleo (?). As praias ainda tinham ondas com cheiro de maresia no Forte e na Imbetiba. Os cocos que boiavam eram de algum mergulhador gozador que defecava enquanto se sentia só no nadar solitário. A defecação multinacional, saída dos navios ancorados em Imbetiba turvou as límpidas ondas e jogaram para o fundo da lembrança o fim triste de uma linda praia. As aulas de dactilogria, muito antes do computador que escrevo, deleto gente e crio imagens, eram ministradas no velho casarão do seu Gastão. Dona Myrss, dona Nancy eram as presenças em nossas horas de aula no asdfg....;lkjh... Bons tempos da Hemintgon. Enquanto elas iam fiscalizar outros alunos a gente olhava furtivamente, nos enganando, por debaixo da viseira afim de sair logo do asdfg e Passar para outros exercícios. Mulheres vivas em lembranças, como dona Dioneia de Jorginho Itaperuna, seu filho gênio que nos deixou saudades. Cidade de mulheres à frente de seu tempo. Contadoras, comerciantes, companheiras, mulheres. Nice Moura, Guiomar, Luiana, Conceição, Mary Jacaré, Iolanda França, Estelita Lima ou dona Senhora. Mulheres que iam á luta e voltavam para a luta da casa com filhos e companheiros. Merendeiras, professoras, enfermeiras, comerciantes, vendedoras de sonhos como a meiga e doce Julita, sogra do meu companheiro Waldyr Tavares. Mulher líder como dona Elmira, nossa eterna mãe maior. Enfim, vou rebuscar esta minha cabeça e tentar escrever mulheres de nossa historia, desde Adelaide Bastos da Silva em 1830, passando pelas aulas de Santa Lobo e Alice Lacerda em Cachoeira, até os dias que antecedem a chegada do Petróleo. Alice Lacerda depois iria abrir em sua residência aulas juntamente com Pierre, onde Angélica, Ecila e Moacyr do Carmo dariam os primeiros passos no abc de suas vidas. Beirava o ano de 1920 estes últimos fatos. Os Muros, os Lins e os Francos eram educados, nesta mesma época, em Cachoeira de Macaé, Bicuda e Areia Branca por Santa Lobo. Mais tarde chegaram Iza, Zélia e outras para dar seguimento a esta linda missão educacional. Ana Benedita, Irene Meirellis, dona Cirene, Déa Coelho, Ivonildes Souza, Leda Marques e Vanilde, pacientemente iam fazendo de suas vidas as histórias de nossa vivência educacional. Curando chagas Sula Vieira nestes anos 60 e 70 fazia de suas madrugadas uma profissão de fé e amor ao próximo. Das pernas de homens simples possuidores de chagas incuráveis ela, com o divino manejo de dedos docemente leves iam transformando em amor às horas de descontração de tantos quantos destas chagas eram portadores. Gases, água e uma voz saída de seu interior com preces ajudavam a mais um dia de caminhada pelos que iam, em filas, ao Centro Pedro, em busca de afeto. Sula cantarolava, fazia preces, brincava com estes pobres navegantes humanos, lindos em seus olhares de gratidão por esta santa senhora. Sula não morreu, ela VIVE ainda em todas as mentes que tiveram o privilégio de vê-la neste planeta de sofisticadas loucuras e de poucas caridades reais. Acolhedoras Abrigando gente, se fazendo por mãe de todos e com a divisão de seu alimento com tantos quantos iam em sua casa, lá estava dona Santinha Marques Monteiro. Foi ela que presenteou a cidade de Macaé com a queridíssima Waltina, companheira de Cezar Jardim. Waltiva era tão linda em seu interior e tinha um olhar tão meigo que aí por toda a cidade você pode se esbarrar com seus descendentes. Chicão que o diga, não é, meu velho amigo? Macaé deveria mesmo fazer algum histórico de suas mulheres, principalmente de senhoras como Santinha e Waltiva. Abrigou dezenas de jovens solitários por algum período de suas existências como o próprio autor que escreve esta longa crônica. Maria Helena Salles e Ana Maria, para não falar de outros tantos que eram misturados com seus filhos, Geraldo e Alicinha, e abraçados como filhos também. A história de uma cidade se faz com gente deste quilate e não com fantasias ocasionais em matérias pagas em jornais de épocas. A verdadeira história de uma cidade, não se escreve com 30 ou vinte anos de existência. Ela está cimentada na busca de atos e fazeres que romperam os 50 anos e ficaram gravados nas mentes de forma indelével. Por isso é que mulheres, companheiras e contemporâneas se sobressaem de forma livre, cristalina e doce quando se procurar referir-se a estes vultos femininos da historia de Macaé. Que outros façam suas historias daqui 40 anos. Estas, no entanto é a nossa história. Jacyra, a guerreira Sempre alheia ao que lhe pode ocorrer, mulheres se sobressaem em vários setores do mundo macaense. Um dos muitos exemplos foi o de Jacyra Campos. Deixou de lado, casa, visinho, parentes e um grande círculo de amigos em São Gonçalo, RJ. Pegou a filharada, um montão de crianças, colocou tudo debaixo de braço e disse : "Vou começar tudo em Macaé" . Aprendeu bater foto, abrigou uma imensidão de criança, seus e os que criava e veio fazer a cabeça de seu companheiro Lívio, que se empenhava em lutar pelo povo como jornalista e fotógrafo. Guerreira, Jacyra espalhou sua saga de mulher e os frutos ela colheu ainda em vida com netos e bisnetos. Ajudando aos explorados Quando o médico Julio Olivier atendia os humildes nos anos 20, ele o seu irmão, também médico, Nelson Olivier, por detrás deles estava uma forte mulher, dona Marietta Olivier, companheira de Julio que dizia aos seus ouvidos: " vai, Julio, atenda a todos . São tão pobrezinhos, nem dinheiro pro remédios eles têm" . Num destes atendimentos à pobreza de Macaé. Nos anos 20, Julio, foi encontrado sentado num banco de jardim da Praça da Igreja Matriz. O padeiro, pensando que ele descansava, tentou acordá-lo. Estava morto o "Medico dos Pobres de Macaé" tentando ser acordado por um simples padeiro de nossas ruas. Era assim com Maria Aparecida Costa com o Humanista Manoel do Carmo Lozada nos anos 60. E com dona Santinha com o Sanitarista Marques Monteiro nos anos 60. Mulheres macaenses sempre no empurrão das ações sociais de seus companheiros. Embaixadoras da cidade Mulher, companheira, amiga mulher. Nicle, esta mulher macaense que impulsionava o escritor Luiz Lawrie Reid em suas beneméritas ações caritativas. Nicle Reid um nome desconhecido na historia de Macaé. Também pudera. Ela nunca quis aparecer. Nem quando seu marido, o macaense Luiz Reid fez doações para a construção de nosso maior estabelecimento, ela quis deixar sua presença. Apenas dizia que em cada mãe que tivesse visto o filho estudar num colégio amplo arejado e, de preferência gratuito, ela estava presente. Dona Nicla participava de nossa história no dia a dia da paulicéia, onde morava. Mesmo depois de Luiz Reid ter deixado este mundo ela mantinha contato com Macaé através de cartas e lembranças desta terra, que ela amava e fazia questão de citar sempre em suas andanças pelo mundo. Nicla Reid, uma mulher de nossas histórias. Uma mulher esquecida por tantos e muitos que deveriam lembrar. As poucas vezes que os Reids vinham em nossa cidade procuravam se deliciar com as belezas de nossa culinária que ela, Nicla, não se fartava de elogiar em São Paulo. Ela e Ecila, minha saudosa mãe, pareciam até representantes da cidade em São Paulo, de tanto que falavam em nossos doces e pessoas. Manjar de pudim com laranja da terra, de goiaba, de carambola, catada no quintal, batatadas de batata doce, Pernambucano, Rocambole, Bombocados, os cristalizados de Abacaxi, morango, abóbora, enfim eram estas belezas que, chegadas em São Paulo eram servidas nas mesas dos amigos e escritores que iam visitá-las em suas casas. Doces de mamão, jaca, caju, amendoim e fruta pão completavam todo o ornamento macaense nas tardes da paulicéia.

12.11.12

Claro que hoje, anos 2012, tudo ficou diferenciado das belezas humanas dos anos 40,50 e até mesmo 60. "Sei que fui ousado no meu gesto, não ouvindo o seu protesto"... E dai se vai olhando o quanto Adelino Moreira estava embuido de inspiração que bate e REBATE no sentimento mais profundo da alma humana... "Sei que uma desculpa não redime Meu pecado quase é crime De um beijo sem permissão"... Viva este momento mágico deste poema que o meu amigo Nelson Gonçalves, que tive a honra de receber em minha casa na cidade de Macaé, nos anos 70. Repare a união destes grandes homens da Romance Musical Brasileiro. "Perdoa, meu amor, este pecado Sublime impulso de te haver beijado"... A grande Elegia ao Beijo furtado que caiu de moda mais que quarda a sentimentação(criei o termo) do belo humano... Jose Milbs, editor de O REBATE... ARGUMENTO Composição: Adelino Moreira Interpretação: Nelson Gonçalves Sei que este argumento é muito pobre Mas, sabendo quanto és nobre Sei que podes perdoar Sei que este farrapo de desculpa Não redime a minha culpa Mas, enfim, eu vou tentar Sei que fui ousado no meu gesto Não ouvindo o teu protesto Para ouvir meu coração Sei que uma desculpa não redime Meu pecado quase é crime De um beijo sem permissão Mas, se fui pecador eu condeno a Lua Que abandonou a rua e fugiu com o luar Pois, ela, adivinhando o meu desejo Provocou aquele beijo E, assim, me fez pecar Se impetuoso fui, tem compaixão E em nome do amor, suplico o teu perdão Perdoa, meu amor, este pecado Sublime impulso de te haver beijado [Solo] Mas, se fui pecador eu condeno a Lua Que abandonou a rua e fugiu com o luar Pois, ela, adivinhando o meu desejo Provocou aquele beijo E, assim, me fez pecar Se impetuoso fui, tem compaixão E em nome do amor, suplico o teu perdão Perdoa, meu amor, este pecado Sublime impulso de te haver beijado
Beatriz Kauffmann's Web Site Contato

19.9.12

Uma linda Borboleta, sua tenua existencia e a presença, humanamente feliz,
de quem espalha flores num mundo tão bruto e desumano...
Quando eu era menino minha avó sempre falava numa Santa de nome Fátima que fazia milagres, que aparecia em certas ocasiões em forma de gente e também de lindas Borboletas... Quando ela vinha em forma de gente tinha o formato de mulher que encantava pela sonoridade da voz e pela beleza que era muito dificil de se ver no olhar e no gesto... Dizia, minha avó, que ela se vistia de roupas lindas, tinha o cabelo tingido de loiro e que deixava a mostra, por entre seus cabelos e a sombrancelha, a verdadeira cor de seus cabelos.. Dizia alguns anjos que ela usava este tingimento para que não aumentasse a sua beleza divinal... Este sonho me levou a saber da existencia de um belo diferenciado do normal. A propósito estava em um sonho, numa ficção extra sensorial e o voo da Borboleta Azul com manhas avermelhadas em sua asa me fez entender como o Belo é uma passagem rapida para a não existencia... Vestimenta longa, olhar fixo no infinito, presença quase divina que, de tempos em tempos faz sua aparição em forma de Mulher e outras vezes em forma de Borboletas. Seria a ficção uma obra da criação humana com sintonia com a transformação dos belos? As encantadas Borboletas que sempre são vistas em vários tamanhos, cores e voadas diferentes na Nascente do Sitio onde moro a 42 anos, vivem pouco mais de 90 dias neste planeta de tanta alegria vital. As que vi ontem pairando em torno de uma Zinea Azul e cheirando o Ipê Amarelo não existe mais... Saudades?... creio que sim... Jose Milbs editor de O REBATE ...
Qunado já tinha postado o texto para o Blog fiz uma caminhada até a nascente do sitio. Perto de um local, intocado a milhões de anos junto a uma rampa que está cercada de vegetação nativa pude observar um Casulo que dará vida a belas e coloridas Borboletas. Elas viverão, ao nascerem, até o final da Primavera. Suas cores já devem estar definidas dentro do Casulo como já está definido na semente milhares de arvores... Um dia lindo onde as Borboletas dão lindas piruetas em redor da vida. Onde sua tênua existencia pode marcar minutos de eterndades, onde poucos privilegiados, como eu agora, estou olha do sua existência, me dão o sagrado dever de agradecer aos olhos pelo momento mágico e feliz em ainda poder curtir meu sitio...

23.7.12

Morre e vai para o Panteão dos Poetas o macaense Antônio Otto de Souza Filho o 'Ottinho'.

*Jose Milbs Lacerda Gama há 13 minutos Mais um Poeta morre em nossa Região de Petróleo... Antonio Otto de Souza Filho acreditou nas verdades dos anos 70 e partiu para sempre num tunel que não lhe deixou o caminho da volta. Sua vida ele dedicou a Poesia. Trocou os pesados livros do Cartório do 1º Oficio, onde foi Tabelião, pelas leves Folhas das achadas na Caminhada da Vida onde pousou, como lindas Borboletas, seus poemas e poesias. Amigo dos anos 70, Ottinho foi Lider num movimento que deixou saudadas e vivencias da Paz e do Amor... Fiel amigo de Xico Chaves, irmão do proprietário de uma pousada no distrito macaense do Sana, o 'Costinha' e dos igualmente macaenses o compositor-cantor Piry Reis, Helena, Branca e Paulinho. O poeta Ottinho fez história no Judicário e fez da Saudade uma presença constante em suas fugas pelo mundo Cigano e Poético. Pai de Betinha, campeã de Surf nos Estados Unidos e de Bruno que brilha na Austrália. Soube dixer não as fortunas fácies do Tabelionato careta e partiu para o mundo das estradas e dos conhecimentos. Em sua juventude em Macaé foi Lider Estudantil, jogou o Bom Futebol no Macaé F.,C, e amou mulheres e foi amado. Filho mais velho do Ex- Prefeito Antonio Otto e da tabeliã Estelita Lima de Souza, Ottinho residiu na Rua da Igualdade, em frente ao famoso "Campinho" das lindas peladas dos anos 50. Fomos amigos e colegas na Faculdade de Direito de Campos onde chutamos o Balde sem nos formar. Formar para que, dizia com seu sorriso infantil que saia do fundo de uma alma linda e pura.... Ottinho foi um dos primeiros Poetas Livres do Brasil. Seus Poemas ainda serão estudados por grandes pensadores. Hoje o nosso amigo comum o jornalista e advogado Armando Barbosa Barreto me ligou falando que seu coração parou em Itaperuna. Liguei para o serventuário aposentado e poeta Izaac de Souza que, sob lágrimas me mandou o Poema que publico. PARA OTTINHO - QUASE MEIO DIA... CAVALO ALADO/ OPACO/ ESPAÇO QUE ME FAZ AVANÇAR EM GALOPE/ QUALQUER PALAVRA LAVRA A TERRA/ REVIRA O VENTO QUE, EM TORMENTAS ME FAZ HORIZONTE SEM PRESSA COM AS INQUIETAÇÕES DAS OVELHAS/ ESTOU A OLHAR PARA A FLOR DO MAR SEM TORMENTAS? ENTÃO, EXPERIMENTO O SONHO PARA NÃO DIZER AQUELE ADEUS COM A SAUDADE DAS COISAS QUE NUNCA ESCREVI. - MORRE O POETA E NÃO SE ESQUECE A CANÇÃO DA VIDA... A ETERNIDADE SERÁ A NOSSA MELHOR VITÓRIA.. VIVA ANTONIO OTTO DE SOUZA, filho!!! sem tormenta, sem a interrogação - correição *jornalista e escritor - é editor e diretor-proprietário e responsável do jornal (atualmente on line) O Rebate.

O Poeta Gilson Correa da Silva morre aos 84 anos em Macaé

Obituário MORRE UM DOS MAIS FLUENTES POETAS E ESCRITORES DE NOSSO COTIDIANO... Qui, 12 de Julho de 2012 13:21 Jose Milbs Aos 86 anos, fecham-se as portas das criações poeticas de meu querido primo e amigo Gilson Correa da Silva. Neto de Tia Pequena, irmã de meu avó Mathias Lacerda, Gilson sempre se destacou de toda a sua geração pelo carinho que dedicava as artes poéticas a ao portugues clássico. Autor de centenas de Poemas e Poesias, tem livros publicados e escreveu uma obra sobre as nossas tradições das ruas empoeiradas com especial atençao ao Papa Lambida que foi um homem simples de nossas infâncias e alegres momentos de descontração... Casado com a meiga Thereza ele deixa tres filhos Serginho, Luciana e Claudinha que estiveram sempre ao seu lado nos seus momentos de dor e doença. Sua infância foi vivida na Rua Julio Olivier e na Travessa Curindiba de Carvalho. A Rua do Meio foi seu centro de atração maior onde participava das peladas e jogos comuns as infâncias de sua época. Seus nados eram os mais rápidos quando ia até as Ilhas do Frances e Papagaio. Tão rápido que lhe trouxe o apelido de Gilson Pé de Pato por que sua rapidez era tamanha que se pensava estar calçado com os famosos Pés que ligeiravam os nadadores. Eximio em quase todos os esportes, até os 80 anos ainda jogava seu futebol, dirigia sua lambretinha e era imbativel no Frescobol nas areias leves da Praia dos Cavaleiros. Gilson viveu intensamente sua trajetória terrena. Deixou grandes amigos e foi admirado por toda a familia que tinham nele o norte de informações constantes de nosso dia a dia... Rápido no raciocinio e de um senso de humor bem aflorado sabia sorrir nas horas certas e dar as respostas também com a tradição inteligente herdada de seu pai Custódio José da Silva e da paciencia de sua querida mãe Gilda Correa da Silva. Na última vez que estive em sua casa fui com meu irmão Ivan Sergio para uma visita e rocordar tempos vividos. Fizemos fotos, me presenteou com um Poema que dedicou a sua Tia Zizi e, sempre alegre foi dizendo de sua doença como se estivesse deixando ver sua certeza na morte. Meterialista, queria e foi cremado. Sobre ele fiz um texto. Veio em minha casa com Thereza e ai vai o que fiz ainda com ele em vida: Os 84 anos de Gilson Correa da Silva. Uma criação poética totalmente voltada para uma vivencia em sua terra natal Nascido, criado, vivendo e fazendo da vida uma alegria constante é assim a presença de Gilson Corrêa da Silva nas nossas ruas e praias. Ontem esteve aqui na redação de "O REBATE" para ver o "studio" da nova "TV O REBATE on-line". Estava em companhia de sua alegre e feliz companheira Thereza... Gilson é meu primo. É neto da irmã de meu avô Mathias Lacerda. Tia "Pequena" Lacerda é mãe de Gilda, Cici e Zizi . Mathias é pai de minha mãe Ecila... Fomos sendo criados nas Ruas empoeiradas de Macaé. Eles na Rua Julio Olivier e a gente na Rua Doutor Bueno ( Rua do Meio). No mês de Setembro,falava-me Thereza - ele vai completar 84 anos. Imediatamente fotografei e falo o que este Poeta representa na história de nossa região. Autor de centenas de livros poéticos e de dezenas de crônicas tem seus trabalhos impressos e de frofundidade cultural - histórica inédita no trato com a poesia noderna. Seu primeiro livro, foi editado com o apoio do nosso amigo de infência Cláudio Moacyr de Azevedo quando exercia a Presidencia da ALERJ. Peladeiro, Poeta, grande conhecedor das histórias da região, é com prazer que publico a foto deste grande amigo e primo que passa a ser visto mundialmente no busca do Google-O Rebate. Thereza é uma grande presença na vida do cotidiano do Bairro da Glória onde eles residem. Sempre sorrindo, aspalhando suas energias poslitivas e lembrando de fatos que marcaram sua vida junto a nossos familiares. Sempre querida e grata ela vai sendo a responsável pela afirmação de que nada deste mundo morre enquanto existe as mentes recordativas. Seus filhos Serginho, Claudinha e Luciano continuarão a trajetória de cordialidade e afeto que esta casal deu exemplos. Jose Milbs editor de www.jornalorebate.com

3.4.12





Morre na Bahia um dos mais expressivos jornalistas que começou seus 1os. textos no O REBATE nos anos 40/50

- aos 83 anos, faleceu no domingo, 1º de abril, no estado da Bahia, onde residia, o jornalista e publicitário macaense Ney Peixoto do vale. Foi um dos fundadores e também presidente da ABRP - Associação Brasileira de Relações Públicas e, como jornalista, trabalhou no Diário Carioca. Como empresário de comunicação, foi diretor-presidente da Associação de Comunicação Integrada, à época, a maior empresa do país. O Correio da Bahia noticiou o fato lamentando a perda do macaense. Ney, o mais velho da família Peixoto, tinha os irmãos Jerônimo, Antonio, Emília (falecidos), José e Adolfo. Com seus pais, sempre vindo visitá-los na aconchegante residência na Pça. Verissimo de Nello, Ney sempre alegre e feliz relembrava sua infancia nas Ruas da Região de Petróleo. Abraçado ao seu velho pai, caminhava pela Rua Direita, ia até o Lar de Maria e revia os amgos e contemporâneos.
Ney sempre foi um fiel assinante do O REBATE e, sempre recordava os momentos em que fazia seus escritos que eram publicados e guardados com carinho em sua brilhante trajetória jornalistica.
Recebi a noticia atraves do jornalista Armando Barreto. Em nome de O REBATE envio as condolências aos seus familiares e especial aos meus amigos Adolpho e José Peixoto que sei da dor que estão sentido com esta perda.
(José Milbs, editor de O REBATE e amigo da familia)



obituário



Morreu ontem aos 83 anos, o jornalista e criador do Prêmio Esso de Jornalismo, Ney Peixoto do Vale. Ele estava internado desde sexta-feira na UTI do Hospital Aliança por causa de um AVC, Peixoto nasceu em Macaé, no Rio de Janeiro, em 14 de fevereiro de 1929. Quando era diretor do Departamento de Comunicação da empresa Esso Brasileira de Petróleo, em 1955, criou a premiação mais importante do jornalismo brasileiro. Há oito ele morava em Salvador. Seu corpo foi velado e cremado no Jardim da Saudade em cerimônia às 16h30.ney peixoto
Morre o jornalista que criou o Prêmio Esso
Morreu ontem em Salvador o jornalista Ney Peixoto do Vale, aos 83 anos, dois dias depois de ter sido internado no Hospital Aliança, vítima de um AVC. Em 1955, Ney foi o criador do Prêmio Esso -- a mais tradicional e antiga premiação do jornalismo brasileiro. Nascido em Macaé (RJ) e radicado no Rio de Janeiro, Ney foi um dos pioneiros na assessoria de imprensa no Brasil. Ele fundou uma das primeiras empresas especializadas em assessoria de imprensa do país, a ACI (Assessoria de Comunicação Integrada), mais tarde vendida para a Hill and Knowlton.
O jornalista Peixoto do Vale foi um dos fundadores e presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas, além de ter sido um dos precursores no estabelecimento de padrões éticos da profissão de relações públicas, regulamentada em 1967. Formado em Administração de Empresas, Ney presidiu também a Associação internacional de Relações Públicas. Ele deixou três filhos e nove netos.

31.3.12

Poeta, grande figura de alegre pensar. Morre "Hespanho"" que fazia poesia no ver das coisas

JOSE ANTONIO FRANCO HESPANHOL viveu intensamente a Poesia sem nunca se deixar tomar pela política partidária. Nasceu simples com a simplicidade dos homens do interior que buscam sempre na natureza o florir de seus encantos poéticos.
Beleza purissima do homem do Campo, refletida em um de seus cânticos: “Lá na serra de Trajano
Tem um pau pra derrubar
Em cima tem marimbondo
Em baixo tem mangangá”....
José Antonio faz nascer o carinho das pessoas pelo seu querido recanto de nome Triunfo, vive e revive Trajano de Moraes, As Serras, o Alto do Imbé... busca nos Marimbondos nos Mangagás, nos leva ao Cheiro das fumaças que faziam Obras de Artes, na Maria Fumaça que se dirigia as nuvens das Serras...
Quanta poesia, quanto amor ao seu lugar, no refrão de seu Poema:
“A desgraça do pau verde”
É ter um seco encostado
O seco pega fogo
Verde morre assado”.
Um homem com quase 2 metros de altura e um coração tanto maior que vindo morar em Macaé, cidade grande para ele, soube também ver, por entre o progresso e o fim das Cadeiras nas Calçadas, a Macaé bocolina e bem brejeira... JOSE MILBS DE LACERDA GAMA, escritor e editor que ainda será um Poeta no esmelhamento de obras como a do amigo Hespanhol)...





MACAÉ A PRINCESA DO ATLÂNTICO

Adoro-te bela Princesa do Atlântico,
deitada em teu berço esplendido, de areia,
alegre a merecer dos poetas, os cânticos
mais belos que inspiras e semeias.

Bela mulher dos olhos verdes marinhos,
de cabeleiras verdejantes de tuas matas,
de nuvens claras, que em céu azul são arminhos
que vestes para embelezar-te, e te recatas.

Mas esta beleza não poderia passar despercebida, 0
ante ao olhos dos que em ti admiram a vida,
como os menestréis ou bêbados românticos.

E tu deitada languidamente na areia escaldante,
como a musa dos poetas, e a inspiração dos amantes,
bem merece ser chamada de A PRINCESA DO ATLÂNTICO.

José Antonio Franco Hespanhol
Ontem, perdemos um amigo, poeta e apaixonado pelas letras. E ficamos muito tristes. Nasceu em Trajano, mas viveu Macaé. Nossas homenagens
JOSÉ ANTONIO FRANCO HESPANHOL, 13/10/1951 - 20/03/2012 (assim foi dito por alguem que conviveu com ele atraves da Memoria Macaense que registrou o fato)...


“Lá na serra de Trajano
Tem um pau pra derrubar
Em cima tem marimbondo
Em baixo tem mangangá”


Vim pra vida onde se consagra a morte. Nasci no alto do morro ao lado do cemitério. A noite do meu nascimento no jongo, que era um costume local, ouvia-se na serra de Trajano: “Tem um pau pra derrubar, em cima tem marimbondo em baixo tem mangangá”.
A Maria fumaça subia a serra gemendo um sorriso, na alegria de chegar, tão imponente com a locomotiva de número 31, que é exatamente o contrário do dia 13, o dia real de quando chorando, sorri pro mundo. Só que nesse fatídico dia veio outra máquina e desta feita, com o número 51, que era curiosamente o ano da minha chegada ao mundo, que pode-se dizer triunfal, não que Triunfo seja uma pequena localidade no pé da serra, mas sim porque esse treze não era sexta-feira e sim um belo sábado. Não era agosto, pois era outubro, e o relógio que estava com os ponteiros no 12, não era meia noite e sim meio dia. Assim, estava livre dos estigmas populares que atribuem como sendo a sexta-feira treze o dia do azar.
“Tanto pau no mato
Imbaúba é coronel”
E o jongo continuava com sua cantoria: “tanto pau no mato imbaúba é coronel” - como querendo anunciar o nascimento de um ser poderoso que venceu o dia do azar que acontece em pleno inverno e nasceu numa bela e florida primavera, no mês de outubro. Já desde menino, ainda bebê, vencia obstáculos, nascendo no dia certo mesmo sendo um 13 e na hora certa, mesmo sendo 12 com os dois ponteiros na vertical, pois assim estavam apontando para o céu, como se fazendo um elo entre o firmamento e a terra; essa terra bendita, onde se registra o suave murmúrio das águas buliçosas e velozes que desce riscando num tom prateado o colo da serra em direção ao alto do Imbé.
Na pia batismal recebi o nome de José Antonio Franco Hespanhol. O Franco por parte de minha mãe oriundo de família muito conhecida em Visconde do Imbé, e o Hespanhol do lado paterno, de família também muito conhecida em Santa Maria Madalena. Meu avô era imigrante espanhol, fazia parte da casa espírita Jesus Coroado, que situava-se entre o Arranchadouro e o Largo do Machado. Essa rua hoje leva o se nome.
“A desgraça do pau verde”
É ter um seco encostado
O seco pega fogo
Verde morre assado”.

Desde tenra idade sempre procurei andar em boa companhia, sempre seguindo conselhos dos mais experientes e com Deus no coração, pois a desgraça do pau verde é ter um seco encostado; o seco pega fogo e o verde morre assado, como anunciava o Jongo em suas últimas cantorias.
Memórias... Rios em nossas almas. São pontilhões antigos que nos levam ao rio infinito de nossas lembranças. Nossos ritos, nossos mitos, nossa terra e nosso chão. Uma palavra se levanta, PERTENCIMENTO. Sentimento que nos faz sabedores de nossos signos. Nossa memória é a expressão de todos os sentidos quando em comunhão com o Pertencimento. Levantemos nossa memória. Temos o dever de criar os mecanismos necessários para que nossa pegada, enquanto comunidade nesta terra chamada MACAÉ, não seja apagada por invencionices de nossa história. Macaé é muito mais.

Jose Milbs de Lacerda Gama, editor e amigo das "Memórias Macaenses"...

22.1.12

Pessoas simples, "Moradores de Rua existem em todos os lugares. "Amarelinho" morreu na região de Petróleo. Era de Jiquié - Sergipe...

Qual seria o mistério tão procurado e nunca desvendado da Existência Humana? Onde reside o Belo, onde mora a Razão, o que religa e faz brotar o afeto quando se procura o significado da não Existência e do Saber? Quem era e quem foi AMARELINHO? apenas se sabe que viveu, perambulou, amou e foi amado como ser...



Os moradores da Região do Centro, na Cidadezinha de Macaé, hoje Noroste Fluminense e Capital Brasileira de Petróleo, ja estavam acostumados com a presença matinal de um jovem nordestino. Esquálido, falhas nos dentes centrais de sua boca, sempre às pressas como se fosse para algum lugar. "AMARELINHO' tinha um olhar cansado, fixado num distante mundo de seu interior humano. Olhar que era dotado de pouco brilho mais que, quando visto em sua profundidade por pessoas puras e de dom espiritual sublimado, deixava-se ver na beleza que levada até a sua alma...
"AMARELINHO" era assim. Atencioso no trato com todos, ganhava pela beleza de sua alma que irradiava gentilezas. Fluia criação, nos toque mágioos das plantas que cultivava gratuitamente no CETEP onde era "bem chegado", tratado como humano e fazia seus trabalhos Voluntários...
Por gostar de ser visto pelo que tinha em sua beleza interior, olhado como ser vivo, por alguém que amainava a sua beleza interior, afeiçoou-se a muitos macaenses e moradores que o tratavam cordialmente.
"AMARELINHO" tinha o dom natural de todo nordestino. Dizia que tinha nascido em Jiquié, cidade perto de Aracajú e morava dentro de um carro abandonado no final do Bairro Miramar, bem atrás de um Barração da PMM. Gostava muito de uma Birita, comum a quem vive e mora assim. Nunca se soube porque veio e como chegou. Sabia-se que era de fino trato, devia ter tido uma criação delicada mais nunca deixou abrir a causa de sua opçao pela solidão das dormidas sem destino matinal...
Angela, minha companheira, sempre trazia do CETEP mudas pequeninas de plamtas que ele dava por saber que ela gostava e morava em local onda podia crescer e florir. A epilepsia, unida as doces de Cachaça, devia dar revertérios em sua cabeça ao ponto de evitar maiores ações de trabalho. Dai porque, mesmo sendo aconselhado a deixar o alcool ele nao o fazia. Por estar sempre ajudando as pessoas no CETEP e lá ser visto com carinho e afeto, AMARELINHO falou que ia fazer o Concurso para a Prefeitura que será no Mês de Fevereiro. Queria ter uma renda, voltar a estudar, dizia até que ia receber uma casinha para morar. Gostava de Marilena e de Guto porque olhavam para ele com o mesmo carinho que Angela.
Ontem soube que este jovem Andarilho que fixou-se em Macaé, tinha falecido. As pessoas do mundo das midias de jornais e blogs não devem se deter em uma morte tão simples e tão anunciada. Preocupam-se, creio eu, com outras mortes, ceifadas no auge do Poder e oom suas heranças a serem divididas e buscadas a ferro e fogo com...
Para mim, talvés passasse despercebidas a morte deste jovem Andarilho não fosse a tristeza que vi no sembrante de Angela ao me falar sobre o fato. A ultima Muda de Flores que ela trouxe plantei e tenho certeza que crescerá. Irá se juntar a outras Amarelas que ele mandou e plantei. Por sinal estão floridas no amarelar como se tivessem homenageando ele...
AMARELINHO, com toda simplicidade de sua curta existência, deixou saudades em muitas pessoas que habitam a Educação em Macaé. Trabalho puro, sem nenhum interesse material sem nenhum pedido, apenas doando sua gentileza, seu trabalho e suas flores...
José Milbs editor de O REBATE


HEDIR RENAULT, GRANDE ARTISTA PLÁSTICO, AMIGO DE INFÃNCIA DE GRANDES INFÃNCIAS DA RUA DO MEIO, ESCREVE AO EDITOR JOSE MILBS, VIA FACE BOOK E FALA DAS PESSOAS E GENTES DE ANTANHO...
Hedir Renault comentou seu link.
Hedir escreveu: "Milbs, REMEMBER: Lobo, Maria Cachimbinha, Jumentinho, Papa Lambida, Rita Pavone, Coruja, Milfont e outros melhores socialmente, queridos e saudosos que marcam/marcaram a brejeirice de Macaé com seu caráter folclórico.Orlando Tardelli cantor, Pitico dançarino, Flaubert, boêmio, Frota enxadrista, Levi, o fôlego, Fabiano com seu cachorrinho na standadrd-lambreta .SAUDADES..Símbolos da variedade humana, marcantes por uma característica forte, Godofredo Taboada, "milionário", dono do hotel tradicional, Elias Agostinho, ex-político aposentado, Clóvis Mello, antigo comerciante, "seu" Thiers da rua do Meio, Bolão com a Harley antiga com transmissão, Zé Machado, fazendeiro Cláudio Itagiba, filósofo e no final FILÓSOFO MESMO marcaram meu visual cotidiano nnuma pequena Macaé de grandes amizades.São /foram personagens mais que pessoas."

12.1.12

dr orlando de souza e sua casa na rua da praia. texto sem revisão




José Milbs Lacerda Gama:
Esta casa era visinha da casa onde morava meu primo Aristeu ferreira da Silva. Era ali que morava o doutor Orlando Nunes de Souza, conceituado Médico pai de minhas colegas Ivana, Helena e Orlandinho que foi meu colega de Escoteiro. Morou ali tambem o sr. Sesinando de Souza, contemporâneo de meu avô Mathias Lacerda e que foi Prefeito de Macaé e tio do Dr. Abilio de Souza pai do meu amigo e e Desembargador Ronald de Souza. Ronald era irmão de Ivonildo de Souza, madrinha de minha irmã Djecila, Berenice,minha professora primária e do médico Abilio Claudio.
Dr. Orlando era um homem tranquilo que nos anos 70, ainda no vigor de seus 70 anos,foi meu colega no INAMPS. Sempre alegre e bem humorado. Sua esposa era uma senhora lindissima e suas fihas idem. Eu tenho aqui em casa um movel (comoda de pedra carrara) que foi do Sizinando e depois do Dr. Orlando que me foi doado pelo Ronald...
Doutor Abilio de Souza foi advogado, fez o inventário de minha familia, era ferroviário e grande poeta. Me doou um livro seu que ainda tenho e que fala das belezas que seus olhos viam na sua "querida Macaé".
Teve seu nome homenageado no Forun e depois, por obra de algum Prefeito ou vereadores que não teem compromisso com a cultura ou apenas estão no poder para enriquecerem-se com as vantagens do poder, teve seu nome substituido...
José Milbs editor de www.jornalorebate.com

3.1.12

AOS 82 ANOS MORRE O FERROVIARIO JACY SIQUEIRA QUE FEZ MINHA CABEÇA, AOS 7 ANOS, PARA SER VASCAINO




Pois é meus amigos e leitores de O REBATE. Aqui estou para registrar a morte de um grande amigo que, sempre que a gente se encontrava nas ruas de Macaé, me saudava com as duas frases que batiam solene, alegre, feliz e afetiva em minha memória. Ola Vascaino. Bom dia Menino. Era sempre assim que o Jacy me saudava. "Menino" era a maneira cordial que muitos ferroviários mais velhos, saudavam a gente que iniciavamos profissões no SENAI da Estrada de Ferro Leopoldina nos anos 50.
Jacy tinha vindo com sua mãe, Dona Maria e seus irmãos para fixar moradia em Mscaé. Vieram de Cachoeira de Macacú, assim com também vieram de Quissamã, Joaozinho Passos, sua simpatica esposa Alda e um robusto e inteligente menininho de nome Joel. Todos moravam nas duas casas que minha avó Alice Lacerda, Dona Nhasinha, alugava para manter eu e meus irmaõs vivos e sadios. Jacy e Joaozinho fizeram histórias na Rua do Meio e foram meus "padrinhos" nas andanças pela Oficina Geral de Imbetiba...
O Tempo, senhor dos sonhos e das recordações memoriais, deu espaço longo a vivencia nossa em nossas ruas, antes empoeiradas e hoje com novos progressos e cimentações. Mesmo assim não deixaram que o esquecimento tomasse conta de nossas recordativas andanças pelo camimho fértil da memória...
Hoje, através do Professor do CETEP, Benigno, tomei ciencia da morte de Jacy. Veio pelo telefonema de Angela que me perguntava se eu conhecia um senhor de nome Jacy Siqueira. Era a senha que recebia para voltar ao computador e fazer eterno a existencia deste grande amigo que se foi...
Imbetiba dos anos 50 que ele, como muitos Ferroviários, olharam milhares de dias. Nas manhães, pelo Buzo de 6, 45 e nas tardes pelo das 16,00 onde, em cima de suas luxuosas bicicletas, voltavam para o acalento de seus lares. Macaé foi forjada, em suas história nos ultimos 50 anos, pela presença de centenas de pessoas que habitavam a Imbetiba e que hoje tem sua continuidade pela presença alegre e feliz de millhares de Petroleiros que forjam e cimentam a nova história desta linda cidade de Macaé. Cidade que sempre esteve e estará com seu povo nativo de braços abertos para tantos outros que aqui aportam e aportarão...
As ruas de Imbetiba, a região do asilo e suas vielas jamais terão seus dias com a presença e encantamento mágico dos cumprimentos alegres de Jacy. Eu mesmo vou, apenas recolher, para sonhos futuros, sua meiga vóz saudando o nosso Vasco de tantas glórias. Jacy, como todo Vascaino, sempre fez novas cabeças para a Cruz de Malta. Não sei se alguem teve a lembrança de ornar seu sepultamento com a Bandeira.
Abaixo transcrevo pequeno trecho de um livro que ainda vou publicar O PINGUIN DA RUA DO MEIO, onde falo nele quando de minha volta do Rio de Janeiro para Macaé...



"AS PESSOAS QUE BATEM NAS PAREDES DA MEMÓRIA.

Voltei, os 7 anos do Rio de Janeiro, Del Castilho para Macaé e fui morei na Rua da Estação, na casa de uma prima de minha avó que eu chamava de Tia Domingas Almeida. Esperávamos desocupar a casa da Rua do Meio pois estava alugada a uma familia amiga. Lá moravam Jacy Siqueira, ferroviário, seus pais e um irmão de nome Abiacy Siqueira que foi me comtemporâneo no Colégio Luiz Reid. Jacy foi que fez a minha cabeça para ser Vasco da Gama. Era um tempo bom para nós vascainos dos anos 46 em diante. Tri-Campeonato, Ademir, Barbosa, Augusto, Wilson, Maneca, Tesourinha, Heleno, Ely, Danilo, Jorge, Ipojucan figuravam nas meus "Jogos de Botôes pelas Varandas". Não havia televisão e a gente imagina as jogadas que Jorge Curi e Mario Vianna iam falando nos lançes mais perigosos. Pela manhã iamos fazer, em folha de papel dos nossos diversos colégio, os desenhos dos jogadores e como tinham sido os gools".
José Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com

27.12.11

Lembrando do Mestre Antonio Alvarez Parada - TONITO --





No que você está pensando?

Jose Milbs Gama
LEMBRANBDO DO MESTRE ANTONIO ALVAREZ PARADA O QUERIDO TONITO

Um dos grandes valores de nossa Velha Macaé. Tonito foi meu professor no SENAI, sua irmã, a linda e querida Anita minha mestre em Portugues, imrão do Colunista de O REBATE nos anos 60 Cezário Alvarez Parada, Irmão da simpatica e alegre Herminia, sofreu com Dona Artemia a morte prematura de Pilar a lindissima menina que a todos encantavam. Que a minha querida Detinha, sua fiel Companheira tenha um Ano de Luz e que Macaé não esqueça seus valores culturais que O REBATE, volando às Bancas em Janeiro, será o defensor... Grande Tonito. Grande Poeta e Historiador. Nosso Mestre.. Jose Milbs de Lacerda Gama editor de www.jormalorebate.com
http://www.jormalorebate.com/
www.jormalorebate.com


CEZARIO ALVAREZ PARADA JR E OUTROS, VIA FACEBOOK FALAM SOBRE TEXTO
Luiza Caetano Feliz Ano Novo Querido José Milbs, igualmente para o Rebate a continuação dos sucessos e das notícias

Cesareo Jr Alvarez Parada Obrigado Jose Milbs,pela lembrança. que tenha de igual valor tudo que a nossa familia foi desejado. abraços Cesareo Junior

4.12.11

Ex vereador da Região de Petróleo, Otoniel Gomes tavares, "TAECO" morre após Cirurgia. Corpo chega hoje em Macaé...





Neste domingo a noticia chegou e pegou todos de ssupresa. Aos 74 anos, o empresário e ex vereador Otoniel Gomes Tavares não resistiu a uma Cirurgia Cardíaca e faleceu no Rio de Janeiro.
Nascido em Carapebus, quando ainda era distrito de Macaé, capital nacional do Petróleo, desde cedo mudou-se para a cidade. Foi ferroviário nos no final dos anos 50 e,em no ano de 1966 foi eleito Vereador. Participou comigo na Camara dos Vereadores e juntos criamos um bloco parlamentar que era composto por mim, Jodyr Souto Correa, Lealdino Magalhaes, Roberto Garrido de Souza. Eramos do antigo MDB e fui lançado a Prefeito em uma das 3 legendas do partido.
Deixando a politica,dedicou-se ao Comércio de Tintas e fundou a TAECO TINTAS se firmando no ramo quando a cidade ainda engatinhava no progresso. Mesmo afastado sempre se preocupava com os problemas da comunidade e, das poucas vezes que tive contado com ele, sempre perguntava pelos andamentos jornalisticos de O REBATE e falava de sua preocupação com a saude...
Particioante ativo do LIONS CLUB DE MACAÉ onde sempre se destacava pelos seus dotes de assistencia os mais necessitados, era visto sempre colaborando com várias entidades sociais de Macaé e da cidad de Carapebus. O REBATE imortaliza sua presença na vida e sente sua morte que abre uma lacuna de grandes saudades a todos os moradores, principalmente os da Rua do Meio (Dr. Bueno ) onde ele tinha seu comércia a mais de 30 anos. Participante ativo na Maçonaria e membro de sua fundação conforme texto abaixo onde participou com destaque na Obra da sede em lembrança feita pelo obreiro e amigo Nemezio Nelman Albuquqerque:


"O homem Maçom deve ser o novo Prometeu que rouba o fogo
dos deuses e o entrega a seus semelhantes.
Neste fogo arderá a chama, essa sim, eterna, de liberdade.
Ernesto Guerrini

Já estavam ansiosos os craques, os olheiros e torcedores. O encontro das quintas-feiras na AMA, com o futebol, volta com plena força e vigor, com uma platéia exigente não perdoando seus ídolos quando estes pensam em uma grande jogada e o corpo não obedece. Afinal, são jovens promissores na véspera da melhor idade que se encontram para o salutar bate-papo regado a umas boas, com moderação, e o tradicional churrasco.
A abertura do campo aconteceu dia no 28 de setembro, dia em que o presidente da Associação, o Irmão Olivan Carlos Glória Moreira, zagueiro de estilo clássico, comemorava os seus 72 anos bem vividos.
Criada com grandes objetivos, no dia 6 de fevereiro de 1997, após uma série de reuniões entre as Lojas Obreiros de Macaé n◦ 2075, Gonçalves Ledo n◦ 49 e Perseverança Segunda n◦ 8, foi criada a Associação Maçônica Acácia – AMA. Seus diretores, ao longo deste período, vêm trabalhando em busca da construção de uma área de lazer agregada a um espaço para o Maçom idoso. A área destinada para construção deste espaço é de 5 mil m2, leva o nome de Centro de Excelência do Maçom Idoso Dr. Manoel do Carmo Losada, cuja Pedra fundamental foi lançada em outubro/2003, com a presença do Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, o Irmão Sérgio Tavares Romay, que vem dando todo o apoio ao projeto, junto com os Irmãos deputados da Poderosa Assembléia Estadual Legislativa Maçônica/GOERJ que aprovaram na Lei Orçamentária/2005, art. 16, anexo II, a destinação de uma verba mensal para a construção do Centro de Excelência do maçom Idoso.
A história desta Associação resume-se nos sentimentos nobres do Irmão Olivan Carlos Glória Moreira, unido aos propósitos de fundação de uma Loja Maçônica - Obreiros de Macaé n◦ 2075 (26) - cujos trabalhos fossem sempre direcionados ao congraçamento de um grupo. O pensamento de seus fundadores era que qualquer trabalho realizado em conjunto, com objetivos comuns, gera um maior potencial de forças, alcançando com mais objetividade as metas programadas. Esta página da vida, para o Irmão Olivan Carlos Glória Moreira, que vem sendo escrita pelos Irmãos de Macaé, tem um significado especial: que unificar pode ser utopia, mas a união e o comprometimento com a Ordem é de responsabilidade de todos os Maçons.
Conhecendo o pensamento comum desses valorosos Irmãos fundadores, o Irmão Olivan despojando de uma parte dos bens materiais de sua família, fez a doação de um terreno de 10 mil m2 à Maçonaria macaense, independente de potência, para construção de um Centro Geriátrico. Mais tarde ficou aprovado que 5 mil seríamos destinados para uma área de lazer.
“A AMA não tem fronteiras. A AMA pertence aos Maçons, portanto ela não é ligada a nenhuma Potência Maçônica”. Este pensamento é comum entre os Irmãos das Lojas fundadoras, que vêm buscando parcerias e recursos para o projeto. Hoje já se tem construído um campo de futebol, sauna, banheiros e uma área com cozinha, churrasqueira e bar.
A busca destes recursos já inseriu no calendário de eventos maçônicos da cidade, contando sempre com o apoio da Prefeitura Municipal do município, o Torneio Tiradentes, realizado anualmente com a presença de representantes de vários orientes e o Arraiá do Bode, também anualmente, reunindo outras instituições sociais representativas da cidade.
A partir de sua fundação já assumiram a presidência da associação os Irmãos Severino Alves Barbosa – Loja Gonçalves Ledo n◦ 49 -, Marcos Antônio Ferreira Franco – Obreiros de Macaé n◦ 2075 -, Olivan Carlos Glória Moreira – Obreiros de Macaé n◦ 2075 e Otoniel Gomes Tavares – Gonçalves Ledo n◦ 49".



Os seus familiares os sentimentos de toda a equipe de www.jornalorebate.com que, dentro de nosso convênio mundial com o Busca do GOOGLE, seu nome sempre estará acessado.
José Milbs de Lacerda Gama, editor de O REBATE e de www.jornalorebate.com

MACAENSE AUSENTE, NEILAH SOUZA AGUIAR ENVIA CONDOLENCIAS AO FAMILIA DO TAECO VIA FACE BOOK
"Macae perde um grande cidadão. Minhas condolencias à familia".






‎"Nenhuma circunstância exterior substitui a experiência interna. E é só à luz dos acontecimentos internos que entendo a mim mesmo. São eles que constituem a singularidade de minha vida". JUNG




Neilah Aguiar


www.facebook.com/Neila.Aguiar

MACAENSE JADYR ZANARDI, FALA DAS SAUDADES E DA PRESENÇA DE TAECO NA VIDA ESPORTIVA DE NOSSA REGIÃO.
Jadir Zanardi jzanardi@oi.com.br

19:46 (10 horas atrás)

para mim, Sônia
Boa tarde
Hoje, logo cedo antes de receber os cumprimentos pelo aniversário natalício, o respeitável irmão Jayme Pinto e a Sônia Golosov, pelo Grupo Espírita Pedro, tive a notícia do passamento do querido irmão Taeco (Otoniel Tavares).
O jornalista e querido amigo José Milbs descreveu um pouco da trajetória do Taeco....... me fez retornar uma Macaé que infelizmente não existe... Mas faltou dizer que foi também, levado pelas mãos de Satiro Esteves, jogador do Fluminense.... foi na verdade um centrofor (como se dizia na época)... não de grandes qualidades, mas lutador, como foi na vida. Amigo, fraterno e solidário.
Abraços a família enlutada. A vida é assim,,,,,,, Obrigado ao José Milbes pelo trabalho que há anos persevera e a querida Sônia Golosov...
Abraçaos aos irmãos das Lojas Maçônicas de Macaé e as de todo o Universo. Pois, saibam todos, o irmão Otoniel Tavaes, será recebido como bem merece no Vale mais iluminado da Grande Igreja Celestial.
Estejam com Deus, sempre

Cláudia Roberta Ozório Pereira:
BRASILEIRA QUE MORA NO CHILE E VELEJOU PELO MUNDO,ESCREVE AO O REBATE E FALA DO LIVRO ECILA E DAS BELEZAS DO TEXTO...



Querido Milbs,

Muito obrigada por toda sua gentileza, ve-se que voce eh um homem como sua mae, que ama pessoas. Todo seu trabalho do jornal eh muito lindo e de importante informacao para todos. O livro sobre sua mae eh excelente, sua mae e uma pessoa especial e espero que Macae toda ja esteja sabendo sobre o livro, eh uma joia. Gostei muito do jeito que escreve citando o nome das pessoas, parece tudo tao vivo.


Um abraco grande,
Claudia Roberta Ozorio Pereira

1.12.11

Pesquisa em familia de Benedito Lacerda confirma o que sempre achei ser verdade.. O PAI DE BENEDITO LACERDA, o Flautista, é MEU AVÕ MATHIAS LACERDA

Esta foto de Benedito Lacerda é o retrato que poderia ser de meu irmão Gallito, Zootecnista que mora em SP... Podem colocar o nome do Pai dele na sua certidão de nascimento e vir pegar comigo, seu sobrinho, o DNA...

sidney beckerc



Bom dia José,

Após ler a " Saga de Nhasinha " podemos encontrar a resposta sobre quem é o pai de Benedicto Lacerda, o grande Músico,Regente e Compositor de grandes sucessos: A resposta está, de forma bem delineada, contida nos trechos abaixo reproduzido e muito bem escrita por você, que com certeza é Sobrinho de Benedito Lacerda, pois o Pai do Flautista é Mathias Coutinho de Lacerda e a Mãe Maria Lousada,( mulher branca ) uma dessas duas senhoras de Conceição de Macabú (antigo distrito de Macaé).


( acrescentei o negrito para realçar a substancia )

" Além desse casal , Mathias Coutinho de Lacerda disse que tinha tido mais filhos durante o período de viuvez de seu relacionamento com duas senhoras de Conceição de Macabú. Estes meninos se chamavam Benedito. Ambos levavam seu sobrenome Lacerda.

Claro que a existência desses filhos naturais sempre acompanhou a vida de minha avó, que se referia a eles com afeto. Benedito Lacerda cresceu e entrou para a Leopoldina e foi um dos responsáveis para eu ingressar no SENAI, já que eu era seu sobrinho e ele me olhava sempre com carinho.

Era uma pessoa meiga como meiga era "Morgadinha" sua esposa. Durante a minha juventude eu tive Benedito sempre por perto, me dando bons conselhos e carinhos quer na Leopoldina, quer no Fluminense, onde ia com amigos. O outro Benedito seria o músico que foi morar no Rio de Janeiro. Tocava flauta.

Quanto ao "Benedito Flautista", não tenho confirmação de seu parentesco com meu avô. Embora ele tenha se casado com uma senhora de nome Ondina, tendo vindo em minha casa para conhecer minha avó, acho que a filiação com meu avô ficou longe devido ao pouco contato que tiveram com ele.

Mathias Coutinho de Lacerda nunca mentiu para Alice Quintino de Lacerda, daí o forte laço de carinho que norteou suas vidas durante o tempo em que se fizeram casados e que se estendeu na própria viuvez de Alice Quintino de Lacerda por longos 33 anos. "





O filho de Benedito Flautista que vc conversou via Facebook, com certeza era Oduvaldo Lacerda, ex-Coronel da Aeronáutica, que lamentalvelmente faleceu.

Eu sou casado com uma das netas do Benedito Flautista (Wyrthes) e consequentemente ela é bisneta de Mathias e dessa forma, se não estiver errado, é sua prima em 2º grau.

Assim sendo o ramo genealógico de Mathias/Benedito deu 3 netas e 1 neto e destes, 4 bisnetas e 4 bisnestos.

A " Saga de Nhasinha " ficou mais rica em informações.



Abraços,

Sidney
Nota: Aos 72 anos de idade eu sempre soube que o Benedito Lacerda era filho de meu avô Mathias. Vários históriadores já percorreram a cidade m busca de informes. Hoje eu tenho a certeza e a alegria de ter mais primos e primas espalhadas pelo Brasil.
Para quem tiver alguma dúvida basta ir até São Paulo, cidade de Tietê, procurar meu irmão, Antero Gallo Fernandes Junior, filho de minha mãe Ecila, de seu segundo casamento. Nunca vi rosto tão igual. E olhe que Bendito nasceu em mais ou menos 1905 e o meu irmão Gallito em 1958... Coisas da genética.
Jose Milbs de Lacerda Gama Editor...


De José Perlingeiro grande amigo da familia do Aerton de Dona jandyra e de seu Antero Perlingeiro: Escreva um comentário...

Jose Perlingeiro
Zé Milbs...muito obrigado. Você me fez recordar de uma época que eu era feliz e não sabia. Este é o meu hino com o maior cantor da musica popular brasileira. O Paulo Massadas e Sullivan autores desta musica linda, fizeram mais umas 15 inclusive sucessos na voz da Alcione, Obrigado mesmo parceiro. Esta musica faz parte de um tempo de muita felicidade. Beijão. Precisamos estar juntos é tomar um bom whisky 12 anos.Você não sabe o bem que me fez.

23.11.11

NEM SEMPRE O PRIMEIRO AMOR É O PRIMEIRO NAMORADO....





Agradecendo a 'MEMÓRIAS MACAENSES' pela guarda e uso de tantas belezas que nascem em nunca morrem em todas as lembranças humanas. A PRAIA DE IMBETIBA sempre foi palco de grandes namoricos e grandes casamentos na Região de Petróleo. Bares que ornavam a Beira Mar, como "Maracangalha" que sempre era citado no O REBATE pelo nossso querido Colunista Social VOLÚSIA CLARA, pseudônimo do Cezário Alvarez Parada. "O 860" que tinha a simpatia e a liderança de Lurufe Alves Soutinho como anfritião e tantos outros lugares que marcaram saudades.
Quem pode esquecer a querida e cordial presença de Santinho no Hotel do Sesc, hoje sob o comando da Petrobras? Santinho tinha a formação natural do belo e da cortezia. Sabia amar os seus semelhantes e sempre era, com seu sorriso, que recebia todos no antigo Hotel Balneário de Imbetiba. Este Velho Hotel que teve como seu primeiro proprietátio o pai de minha saudosa e eterna Sogra Ivone Manhães Coelho que sempre falava sobre os anos 30 que marcaram sua presença em nossa região e o seu casamento com Eduardo Trindade Coelho que deixou uma história viva de grandes descendentes...
Praia de Imbetiba de suas areias grossas e suas ondas bravias... Fiz um lindo livro on-line sobre alguns momentos mágicos desta Praia. Em O LUAR DE IMBETIBA procurei retratar alguns destes harmoniosos momentos de união da Mente com o Belo adormecido de minha cabeça...
O meu amigo Nelson Gonçalves esteve na minha casa quando eu morava na Rua Visconde de Quissama, 714, casa 1. Ele foi lá quando do nascimento de minha filha Aninha. Cantarolava suas músicas, colocava algumas nas velha máquinas musicais que haviam nos bares da estrada e me falava de suas visões de Disco Voadores...
A Flor do Meu Bairro
Nelson Gonçalves

Introdução:
A minha historia é vulgar
mas algo fica provado
nem sempre o primeiro amor
é o primeiro namorado


A flor do meu bairro
Tinha o lirismo da lua
Morava na minha rua
Num chalé fronteiro ao meu
Eu conheci
O seu primeiro amor
A sua primeira dor
E o primeiro erro seu
Lembro-me ainda
O bairro inteiro sentiu
A flor ingênua sumiu
Com seu amor, o seu rei
E eu que era
Seu primeiro namorado
De tão triste e apaixonado
Nunca mais me enamorei
Hoje depois de alguns anos
Eu encontrei-me com ela
Na rua dos desenganos
Menos ingênua e mais bela
Ela fingindo desejo
A boca me ofereceu
E eu paguei por um beijo
Que no passado foi meu
A minha história é vulgar
Mas algo fica provado
Nem sempre o primeiro amor
É o primeiro namorado





Soube da Revitalização da PRAIA DE IMBETIBA e da presença dos grande representantes de nossa história. Frederico Guedes e Ian waytt nascidos dos caros amigos Sandra/Cláudio e Marco Aurélio/Maria Amélia. Só estas presenças bastariam para a tranquilidade de que coisas boas estão a caminho. Pena que, mesmo com todo o conhecimento da Tecnologia e da Arquitetura Moderna, não será possivel rever as ondas bravias e as ressacas que invadiam nossas casas e quintais, mansamente, em todos os meses de abril...
José Milbs de Lacerda Gama, editor de www.jornalorebate.com

20.11.11

MEU ENCONTRO COM UM GRANDE AMIGO. JOSIAS MIDÃO CONHECER DE NOSSAS HISTORIAS DE UMA CIDADE FELIZ...





A Rua Télio Barreto não teria sua história cravada e fecundada na existência de Macaé se não tivesse a presença da FAMILIA MIDÃO. Gente simples que construiu um dos mais belos patrimônio morais que se espalharam por toda a cidade e fóra da Região de Petróleo.
Seu José Midão deixou uma prole que, em sua maioria, foram meus contemporâneos. Josias, Alzira, Estelita, Célia e Maria José são os frutos brotados de uma frutífera Arvore Geneológica que enfeitam lares e espalham a semente do Bom Ensinamento que nasceram de seus pais e se porpetuam nas dezenas de filhos e netos que se encontram e toda a nossa sociedade...





Sempre que me encontro com minha linda filha Lais ela fala que está frequentando uma Casa de Oração que se encontra na Rua Télio Barreto e que, um dos seus missionários e pregadores fala muito sobre nossa amizade que remonta aos anos 60, precisamente nas Lutas Estudantis. Seus olhos sempre brilham de carinho ao falar do Josias e, nas últimas vezes ela me dizia que ele tinha sido afetado, em sua matéria, por uma grave doença na fala.
Tinha muita vontade de rever este velho amigo. Hoje fui fazer umas comprar na cidsde, aproveitando o "descanso dos carros que infestam nossas ruas", parei perto das confrontações das Ruas Velho Campos com Télio Barreto me vejo de frente com este grande amigo. O mesmo olhar de menino, a mesma certeza na existência do belo fraterno. Abraçamo-nos e ele balbuciou meu nome que logo fugiu de sua fala para nos deixar bem mais a vontade no entendimento humano que brota no olhar e no "querer falar".
Para que falar, meu bom e meigo Josias, se os seus olhos e seu sorriso falam tão alto que embelezam o murmúrio silencioso da manhã ensolarada deste Domingo e faz soar bem alto a certeza de que o belo e a amor entre os humanos ainda existem. Volte a estudar, meu bom Josias. Crie novos horizontes de encantamentos mais tenha a certeza que voce faz feliz quem o rever nas Andanças das ruas periféricas de sua sagrada Morada...
Dissee-me, com um sorriso bem dele que passou mal um dia em Macaé. Que levaram ele para uma cidade depois de Campos (itaperuna) e que, de lá, foi para o Rio de Janeiro num hospital depois de Copacabana, muito bonito e caro.Deve ser o Barra D'or penso eu.
Josias fala com a mesma simplicidade de quando tinha seus 15 anos nos bons tempo do Colégio Estadual Luiz Reid...
Os ensinamentos que você recebeu de seus pais, nascidos e criados na Igreja Batista de Macaé, contemporâneos do Pastor Edmundo Antunes e seus descendentes, estao magestosamente estampados em seu sorriso de menino e no afeto que distribui em quantos possam como eu e minha filha Lais, terem sua presença em fraternal abraço...
A alegria de Josias em agradecer o carinho de sua amiga e companheira Honorina ficou refletidamente guardada em minha memória de cronista juntada pelo orgulho dele em falar de suas belas filhas...
(Jose Milbs de Lacerda Gama, editor de www.jornalorebate.com )